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REPORTAGEM
03/08/2009 - 17h44
"UM MÊS COM..."
Nissan Livina enfrenta o teste da "vida real"
Versão avaliada é a SL (top de linha) com motor 1.6 16V de 104 a 108 cavalos
da Redação
Uma das séries de maior repercussão em Interpress Motor recomeça hoje, a seção "Um mês com...", que vai avaliar desta vez o recém-lançado Nissan Livina. Testaremos na vida real, por 30 dias, o modelo na versão SL (top de linha) mecânica, equipada com motor flex de 104 cv (cavalos) com gasolina a 108 cv com álcool.
Primeiro nacional da marca japonesa feito no Brasil, o automóvel parte de R$ 46.690. Desde a versão básica (a que não leva o "sobrenome" SL), a Livina (tratada no feminino por ser uma minivan...) traz direção elétrica, travas, vidros e retrovisores elétricos, ar-condicionado e airbag para o motorista.

É sempre uma demonstração de coragem e transparência disponibilizar o automóvel por um mês, sobretudo em tempos de despesas e frotas reduzidas. Antes da Livina, já passaram por esta seção o Citroën C4 Pallas, o Ford EcoSport automático e o Fiat Linea. Das quatro grandes fabricantes nacionais, ainda não participaram Chevrolet e Volkswagen.

A versão da Livina que avaliamos durante este teste, que submete o veículo a situações da "vida real", como ir ao trabalho, levar o filho para a escola, viajar no fim de semana, entre outras, é a SL, que parte de R$ 51.490. Confira a seguir nosso dia-a-dia com o modelo.

1º dia - 3/7/2009
Vejam quem chegou de repente...


por Luís Perez

 

Acaba de chegar às minhas mãos, diretamente da concessionária A.R. Motors, de Santo Amaro (zona sul de São Paulo), a Nissan Livina 1.6 16V que avaliaremos durante estes 30 dias.

Em relação à versão básica, que traz direção elétrica, travas, vidros e retrovisores elétricos, ar-condicionado e airbag para o motorista, a SL (que acabamos de receber) traz rodas de liga leve aro 15, sistema de freios com sistemas ABS (antitravamento), EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem) e BA (que auxilia em caso de frenagem urgente), faróis de neblina dianteiros, travamento automático das portas com sensor de velocidade, travamento das portas por controle remoto, alarme (somente na 1.8 SL) e airbag também para o passageiro.

Nissan Livina - foto Roberto Assunção
O Nissan Livina que ficará um mês sendo testado na "vida real"

Outro diferencial em relação às versões de entrada é que a SL vem com maçanetas das portas e capas dos retrovisores na cor da carroceria. Como se pode notar pela foto acima, a grade frontal é imponente, lembrando o grande crossover da marca, o Murano.

Só para situar o leitor, o Livina faz parte de uma família global de carros da marca japonesa, que inclui o Grand Livina e uma versão esportiva, o X-Gear. O Brasil se integra assim a países como China, Indonésia, Taiwan, África do Sul, Malásia e Filipinas, que produzem e comercializam o Livina no mundo. Desde 2006 cerca de 200 mil unidades de carros da família Livina já foram produzidos e comercializados nesses mercados, além do Egito, que importa o Livina X-Gear da China.


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2º dia - 4/7/2009

Japonês made in Brazil


por Luís Perez

 

É sábado. Não gosto muito de começar um teste em um dia como esse, mas não tem jeito. Talvez seja até bom, pois é possível sentir melhor o carro sem a correria do dia-a-dia. Saio para dar uma volta com a Livina. Vou até a padaria tomar café. Um amigo me vê sair do carro e pergunta: "Que carro é esse?". Respondo: "Ah, é o [coloquialmente trato o modelo no masculino] Livina". Ele: "Livina é...", diz, observando a tampa traseira. "...Nissan", completo.

Nissan Livina - foto Roberto Assunção
Está no vidro traseiro da Livina: "Fabricado no Brasil"

O amigo faz uma certa cara de surpresa. Aparentemente não sabia que a Nissan já estava fabricando carros de passeio no Brasil (no vidro traseiro, há um adesivo "Fabricado no Brasil"). Assim é o Livina. Novíssimo, novidade, mas extremamente discreto. Quer chamar a atenção nas ruas? Não é o forte do Livina, o que em tempos de insegurança não deixa de ser uma qualidade.


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3º dia - 5/7/2009

Soninho bom...

por Luís Perez

 

Dia de pegar a estrada pela primeira vez com o carro. Estrada boa. Rodovia dos Bandeirantes, em direção a Louveira (SP), cidade perto de Jundiaí. Vou visitar a família de minha irmã. Trato de colocar a cadeirinha da Júlia (minha pequena de um ano e três meses) no banco de trás. Sem grandes dificuldades.

Nissan Livina - foto Roberto Assunção
Mostradores simples, claros, quase tudo analógico

Saio de São Paulo um tanto atrasado para o almoço. O Livina desenvolve boa velocidade na estrada. Segundo a fábrica, a versão que eu avalio acelera de 0 a 100 km/h em 11,7 segundos e chega a 183 km/h. Fico longe de atingir essa velocidade. Não acho o motor dos mais silenciosos entre os veículos que já dirigi. Júlia não deve ter a mesma opinião. Ela dorme durante toda a viagem, que dura uns 45 minutos.

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4º dia - 6/7/2009

Tanque na reserva

por Luís Perez

 

Mais uma vez pego a estrada. Agora para participar de uma corrida de kart com amigos. A rodovia não é mais aquele primor que é a Bandeirantes. No caso, é a Raposo Tavares, em direção a Cotia (SP), onde fica o kartódromo. Apesar de ter pego estrada durante dois dias, o tanque da Livina está quase no fim.

Nissan Livina - foto Roberto Assunção
Volante bem costurado, detalhes em prata: requinte

A luz se acende quando estou quase chegando a Cotia. Vou arriscar e só abastecerei na volta. Será a hora de enfim conferir como foi o consumo do primeiro tanque. Na volta do kartódromo, além da luz amarela acesa indicando que o tanque está na reserva, um embaçamento no vidro dianteiro custa a passar, mesmo com o ar-condicionado frio no máximo. Abro as janelas e, com o ar frio entrando, o vidro desembaça mais rapidamente. Consigo chegar a São Paulo. Hora de abastecer. Amanhã faço as contas.


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5º dia - 7/7/2009

Primeira medição de consumo

por Luís Perez

 

De acordo com a Nissan, o tanque da Livina tem 50 litros. Pelo visto, minha situação não era tão crítica, pois eu teria quase 6 litros de álcool ainda na volta de Cotia (SP). Rodei 333,8 quilômetros com 44,34 litros de combustível. Resultado: um consumo de 7,56 km/l.

O valor é bem próximo ao divulgado pela fábrica (7,7 km/l). De acordo com a Nissan, se o tanque fosse enchido com gasolina, o consumo ficaria em 12,8 km/l. Já adiantamos: na estrada, o consumo, segundo a fábrica, é de 10,5 km/l com álcool e de 17,5 km/l com gasolina.


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6º dia - 8/7/2009

Design discreto


por Luís Perez

 

Logo no primeiro dia, tratei aqui da elegância discreta da Livina. Sim, é um carro bonito, mas que não chama a atenção nas ruas. Sua grade frontal faz lembrar o crossover Murano (tudo bem, você vai dizer que poucos tiveram contato com o Murano), e os faróis são angulosos.

A tampa traseira oferece uma harmônica combinação com o para-choque. Sem falar que o vidro traseiro traz um desenho interessante. A unidade testada vem com o Aerokit (spoilers dianteiro e traseiro e saias laterais). Pessoalmente não me agrada.

Nissan Livina - foto Roberto Assunção
Spoiler traseiro da unidade avaliada: não faz minha cabeça

Trocaria fácil o item por um sensor de estacionamento, que também é oferecido como acessório. É muito útil, embora a Livina seja fácil de estacionar e passe com louvor no teste da garagem – embora seja o mais comprido da categoria, com 4,18 metros, não é tão maior do que um compacto premium.


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7º dia - 9/7/2009

Comandos à mão

por Luís Perez

 

Outra semana (e outro tanque) já chegando ao fim. Falando em tanque, esqueci-me de contar um detalhe logo do primeiro abastecimento. O frentista alertou que não precisava de chave, mas eu não achava de jeito nenhum o botão interno de abertura do tanque (em geral posicionado no assoalho, do lado esquerdo do banco). Na Livina não. Para abrir o bocal, é preciso puxar uma pequena alavanca à esquerda da coluna da direção, sob o painel. Depois que se aprende onde fica, passa a gostar da engenhoca.

 

Por falar em comandos, em geral eles são todos bem posicionados e instintivos, incluindo o comando de trava central, posicionado junto aos botões do vidro elétrico. Ah, uma observação sobre essa trava central: para destravar as portas que não a do motorista e o porta-malas, é preciso apertar o botão duas vezes. O mesmo vale para o controle remoto da chave. No começo isso irrita, mas depois a gente se acostuma.

 

Completa o conjunto a trava dos outros vidros. O comando do espelho retrovisor fica à esquerda do painel. A Livina é muito agradável por dentro. A solução de duas cores (escura em cima e clara embaixo) dá sensação de amplitude. Detalhes prateados no volante o no centro do painel seguem padrão Nissan e dão um toque requintado ao modelo.


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8º dia - 10/7/2009

Consumo no anda-e-para

por Luís Perez

 

Fim de mais uma semana rodando com a Livina na cidade. Fim também de outro tanque. Não peguei tanta estrada como da outra vez. Algo me diz que o consumo será mais cruel. O anda-e-para é implacável. Dito e feito. Na ponta do lápis, o carro faz 6,41 quilômetros por litro de álcool. Pior do que antes. Mas nos próximos dias a coisa deve melhorar: domingo vou viajar para Itapetininga, cidade paulista a cerca de 200 quilômetros da capital.


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9º dia - 11/7/2009

Sem ajustes de altura

por Luís Perez

 

Mais um sábado. Dia de observar melhor o carro. Um tanto chato, começo observando que o modelo não traz alguns itens de série em veículos mais modernos, que são o ajuste de altura do banco do motorista e do cinto de segurança. Em conversa com Mário Furtado, gerente de marketing produto da Nissan, ele observa que, nas clínicas realizadas com consumidores, não é algo que faça falta.

Nissan Livina - foto Roberto Assunção
Bancos dianteiros e cintos não trazem ajuste de altura

"Se você estimula, ele até diz que poderia ter. Mas espontaneamente ele não pede", diz o gerente. De fato, a posição do banco agrada aos mais baixinhos, como este repórter. Mas deve ser o terror do nosso fotógrafo, Roberto Assunção, que gosta de dirigir quase deitado, como se estivesse em um kart. Horror, horror... De qualquer forma, bem que poderia ter esses dois itens. Fica o singelo pedido para o futuro.


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10º dia - 12/7/2009

400 km em um domingo

por Luís Perez


É domingo, dia de bate-volta em Itapetininga (SP). É uma viagem de aproximadamente duas horas. Só buscar a Júlia, que foi passar uns dias com a avó e a tia avó, e voltamos. A Livina não é nada cansativa e desta vez passou também no teste do porta-malas.

Nissan Livina - foto Roberto Assunção

Nissan Livina - foto Roberto Assunção
Porta-malas: boa área e volume de 449 litros, o maior

É o maior da categoria, com 449 litros (o do Honda Fit tem 384 litros, enquanto o da Fiat Idea, 380 litros). Não viajei no banco de trás, mas a avó da Júlia sim. "Muito bom o carro. Bastante macio, sem trancos", elogiou. Continuo querendo mais silêncio...

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11º dia - 13/7/2009
Quanto rodou na estrada

por Luís Perez


Segunda-feira. Dia de encher o tanque e verificar quanto a Livina consumiu na estrada. Foram 386 quilômetros rodados com o tanque cheio de álcool em 42 litros. Resultado: 9,19 km/l. O álcool tem subido nos últimos dias. Para encher o tanque do modelo hoje gasta-se entre R$ 48 e R$ 52, dependendo do preço (entre R$ 1,10 e R$ 1,20...).

Isso porque em nenhum momento rodamos até o limite do tanque (ainda bem!). Nesta terça é dia de o fotógrafo Roberto Assunção rodar com o carro. Ele tem uma pauta fotográfica à tarde. Mas, antes, pedi que ele montasse guarda para fotografar um segredo.

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12º dia - 14/7/2009
Malhação

por Roberto Assunção


Esta terça foi de malhação para a Livina. Cerca de 150 quilômetros rodados exclusivamente na cidade de São Paulo, passando por trânsito carregado, onde se exige muito em termos de conforto e do pedal de embreagem. Depois de um tempo, a tendência era me cansar.

Nissan Livina - foto Roberto Assunção
Boa ergonomia garante horas ao volante sem cansar

Mas a Livina veio preparada para a tarefa. Não deu essa canseira toda e a posição de dirigir é muito boa. Pensei que ia passar por maus bocados pelas ladeiras. Que nada. Sem perder o fôlego, o modelo se saiu muito bem na cidade. Mas nesse dia foi gasto praticamente meio tanque. Nessa tarefa árdua, rodamos das 8h da manhã até 21h. Ufa! Só houve três intervalos de uma hora e meia no total.

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13º dia - 15/7/2009
Sem aperto

por Roberto Assunção


Na quarta-feira cedo fui de minha casa, na zona sul de São Paulo, à Redação de Interpress Motor, na zona oeste. Peguei o trânsito praticamente livre, conseguindo desenvolver boa velocidade na marginal Pinheiros. Senti muita segurança no veículo. Tem bom conforto, suspensão macia e direção bem leve. Ótima condução O espaço interno acomoda muito bem os passageiros no banco traseiro. O porta-malas levou sem aperto os equipamentos fotográficos. Nota dez!

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14º dia - 16/7/2009
Mais um dia no limite

por Luís Perez


Eis que a Livina volta a minhas mãos. Com ela resolvo desenvolver, para uma revista especializada, uma pauta que de novo vai requerer muito do modelo. Será preciso rodar por todas as regiões da cidade.

Nissan Livina - foto Roberto Assunção
Dianteira estilosa lembra o crossover Nissan Murano

Começo pela zona oeste (razões óbvias, é perto do escritório). Vou para o centro. Em seguida, vou de Livina para a zona leste. Zona norte é a próxima parada, seguida da zona sul. Prova de fogo. Correria. Mais uma semana que termina amanhã...


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15º dia - 17/7/2009

Mais um dia no limite

por Luís Perez


Gostaria de fazer algumas observações sobre o rádio CD player, que traz função MP3 e entrada para iPod, item que só vem nas versões mais sofisticadas, como a SL avaliada. Feliz da vida, conectei meu iPod para ouvir minhas canções prediletas. Eis que a bateria do iPod foi minguando, minguando, até acabar...

A meu ver, bem que a Nissan poderia oferecer um sistema que recarregasse a bateria. Mas, por enquanto, vale a dica: leve um carregador de iPod que possa ser ligado na tomada de 12 volts. Caso contrário, as músicas não vão durar uma viagem inteira. No mais, o sistema de som é bastante agradável (são quatro alto-falantes), com comandos absolutamente instintivos.

Nissan Livina - foto Roberto Assunção
Rádio CD player presente nas versões SL da Livina

No futuro (lá vem outra observação de consumidor chato, como, aliás, temos de ser...) bem que poderia ter disqueteira para cinco ou seis discos e sistema Bluetooth.

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16º dia - 18/7/2009

Desbravando o interior

por Luís Perez


Dada a quantidade de compromissos pelo interior de São Paulo (muitos lançamentos de carros em várias cidades, como Campinas, Indaiatuba, Americana, Atibaia, em algumas delas mais de uma vez), a Livina é altamente exigida na estrada. Sobre isso, apenas uma observação: por vezes deu a impressão de que o modelo poderia ter uma sexta marcha. De resto, o modelo é desses que você dirige horas a fio sem cansar.

 
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17º dia – 19/7/2009

Porta por dentro, porta por fora...

por Luís Perez

 

Duas notas sobre as portas do Livina. O acabamento interno tem uma combinação de plástico, couro e tecido aveludado (onde o ocupante deixa o braço apoiado). Muito bom!

Nissan Livina - foto Roberto Assunção
Couro e tecido fazem parte do revestimento da porta

Mas ao fechar a porta o ruído é estranho. Às vezes parece que não fechou (sendo que fechou). O ruído é seco, de metal, lembrando um utilitário. Por que será?

 
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18º dia – 20/7/2009

"Fabricado no Brasil"

por Luís Perez

 

Começo a ver outras Livina na rua. Uma emparelha comigo na avenida Pompeia (zona oeste de São Paulo). Achei que o adesivo "Fabricado no Brasil" era prerrogativa dos carros de frota. Mas não. O da mulher que emparelhou comigo – parecia contente a bordo do modelo – também tinha o mesmo adesivo no banco traseiro.

 
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19º dia – 21/7/2009

Quisera uma sexta marcha

por Luís Perez


Mais uma estradinha para a Livina encarar. Desta vez a Fernão Dias, rumo a Mairiporã. O ar-condicionado não é digital, mas desempenha bem a função de gelar (se bem que os dias andam frios). Durante a saída da cidade, noto os engates precisos da marcha. Ainda sinto falta da sexta...

 
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20º dia – 22/7/2009

Sem gasolina

por Luís Perez


Manhã fria. A Livina não custa a pegar, mas, quando pega, dá uns incômodos trancos. O que será? Bem, como vou abastecer, não custa dar uma olhadinha no reservatório de partida a frio. Afinal, nem é preciso abrir o capô.

Nissan Livina - foto Luís Perez
De fácil acesso, o reservatório de gasolina estava quase vazio

Depois de completar o tanque com álcool (o preço oscila toda semana), peço ao frentista que abasteça o reservatório de gasolina, que fica entre o capô e o para-brisa. Bingo! Estava quase vazio... Deu quase meio litro. O carro deixa de falhar após a partida a frio.

 
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21º dia – 23/7/2009

Para clientes especiais

por Luís Perez


Ontem recebi uma ótima notícia da Nissan. A Livina (bem como a Grand Livina) ganharam versões adaptadas para portadores de deficiência. Os modelos podem adaptados e com isenções de ICMS, IPI, IPVA e IOF dentro do programa Direção Especial da marca. Sem esses impostos, a linha Livina fica com preços a partir de R$ 33.519 – até 30% a menos em relação ao similar sem modificações.

 
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22º dia – 24/7/2009

Tapume cenográfico

por Luís Perez

 

Mais uma semana termina. Voltando de mais um lançamento de carro para casa, noto um tapume com cenas o dia-a-dia (pessoas se exercitando, empurrando carrinho de bebê, entre outras). É um plantão de vendas de imóvel. Lembro do slogan da Livina, que fala em "caber na sua vida" e fazer "sua vida caber nele".

Nissan Livina - foto Luís Perez
A Livina junto a um tapume de cenário bem "família"

O modelo tem se mostrado ótimo para uso no dia-a-dia. Traz soluções bem cômodas e demanda muito pouca atenção. Só começo a achar que o tanque de combustível poderia ser maior – o carro em geral roda 300 e poucos quilômetros com álcool, enquanto eu estava acostumado com quase 500 quilômetros. Fica mais uma sugestão.

 
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23º dia – 25/7/2009

A pequenina no banco de trás

por Luís Perez


Mais um sabadão. Dia de levar a pequena Júlia para passear. Do alto de seu um ano e três meses, ela anda confortavelmente instalada em uma cadeirinha própria no banco de trás da Livina. É um carro que não deixa a criança nem muito perto nem muito longe dos pais. Não é uma equação fácil (e falo com conhecimento de causa). Decido então parar e fazer uma foto da pequenina.


Nissan Livina - foto Luís Perez
A pequena Júlia no banco de trás: mãozinha no lugar errado
 

Depois de tirar as chapas, já no banco da frente, noto que a mãozinha esquerda dela está posicionada de forma incorreta em relação ao cinto da cadeirinha. Trato de colocar a mão dela da forma certa e apertar o cinto, que estava frouxo porque antes ela estava com uma jaqueta grossa para se proteger do frio. Pensei em não publicar a foto acima. Mas decidi explicar a situação. Afinal, é uma bela cena!

 
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24º dia – 26/7/2009

Luz de teto

por Luís Perez


Além das duas luzes de cortesia (não sei por que se chamam de cortesia...) da dianteira, a Livina tem uma providencial luz bem no meio do teto, que pode ser desligada, regulada para acender com as portas abertas ou o tempo todo.

Nissan Livina - foto Luís Perez
Luz bem no meio do teto: extremamente útil

É ótimo para quem, como eu, tem criança pequena e precisa realizar algumas tarefas, como posicionar a pequena na cadeira dentro da garagem. Não é todo carro que oferece a comodidade.

 
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25º dia – 27/7/2009

Sem grilos

por Luís Perez

 

Última semana do nosso teste dos 30 dias. Depois de uma convivência intensa de três semanas com a Livina, já posso afirmar. O modelo é robusto e aguenta bem os trancos das esburacadas cidades paulistas. Muitos carros a essa altura estariam com vários ruídos estranhos. Não é o caso da Livina. É um modelo bem firme.

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26º dia – 28/7/2009

Perfil de comprador

por Luís Perez


Fui buscar no material de lançamento da Livina a comprovação de que faço parte do público-alvo do modelo. O texto diz: "Focado em uma fatia de mercado composta por famílias com um ou dois filhos [tenho uma filha] e os cônjuges nas idades entre 35 e 50 anos [tenho 37], o Livina atrai o comprador por seu design elegante e moderno, com interior prático e agradável para toda a família".

É verdade. O veículo refuta a tese de que é um "carro de mulher". Seu design e comportamento dinâmico garantem uma boa dose de esportividade, mas sem ser um esportivo. Pelo menos sem consumir como tal.

 
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27º dia – 29/7/2009

"PS"

por Luís Perez


Com o carro desligado, acendeu no painel uma luz vermelha, indicando as letras "PS". Trato de ir ao manual do proprietário e constato, no capítulo "Instrumentos e controles" (2-10), que se trata da luz de advertência da direção elétrica. "Caso o motor não esteja funcionando ou morra enquanto você estiver dirigindo, o auxílio elétrico da direção não funcionará. A direção será mais difícil de operar", diz.

O problema em geral acontecia com o motor desligado, logo de manhã. "Se a luz de advertência da direção elétrica se acender com o motor funcionado, não haverá auxílio elétrico da direção. Você ainda terá controle do veículo, mas a direção será mais dura ao ser operada". Pede que se inspecione o sistema.

 
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28º dia – 30/7/2009

Para gostar de ler

por Luís Perez


Por falar em manual, vale lembrar que no teste normal, de no máximo uma semana, é raro que consigamos ler e experimentar tudo o que o manual prescreve. No caso da Livina, toda a literatura de bordo é impressa em papel reciclável.

Nissan Livina - foto Luís Perez
A literatura de bordo da Livina: vale a pena conferir

Além do manual do proprietário, bastante completo, há um guia rápido (em formato de bolso, muito útil), o manual de garantia e manutenção, o Nissan Way Assistance (assistência 24 horas, felizmente não utilizada), um manual básico de segurança (há desde dicas de direção responsável até explicações sobre sinalização) e um livreto com a rede de concessionárias autorizadas. Tudo acomodado em um compartimento de couro.

 
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29º dia – 31/7/2009

Mais estrada

por Luís Perez


De novo a Livina é altamente exigida. De São Paulo a Indaiatuba, depois a Campinas e de volta a São Paulo. Ufa! Não é um carro de que a gente queira se livrar logo. Pelo contrário...

E é reconfortante saber que nosso teste tem despertado a atenção dos leitores. Um do Rio, que se identificou apenas como Roberto, que é designer, escreveu: "Tenho um Livina 1.6 SL desde maio de 2009. Estou amando esse carro. Li algumas críticas antes da compra, mas ele superou minhas expectativas em conforto, equipamentos originais e consumo. Nota dez".

 
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30º dia – 1º/8/2009

Irmãozinho esportivo

por Luís Perez


Viramos o mês. Último fim de semana com a Livina de teste. Dia de passear com a Júlia. Por falar em criança, soube que o modelo em breve ganhará um novo "irmão". É o Livina X-Gear, que virá com vários atributos que o deixarão com visual esportivo. Virá com transmissão manual de cinco velocidades e automática de quatro. A Livina deve continuar sendo a opção de entrada, a partir de R$ 46.690.

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31º dia – 2/8/2009

Últimos instantes

por Luís Perez

 

Último dia com a Livina. Último supermercado, última volta com a Júlia. Última oportunidade de conferir o porta-malas, que é o maior da categoria. O que no início era incômodo virou algo bom, que é a trava central (um toque destrava só a porta do motorista; um segundo toque destrava todas e o porta-malas). Hora de das as últimas voltas, sentir o (bom!) motor 1.6 mais um pouquinho.

Muito exigida, a Livina mostrou que tem mais qualidades do que defeitos. É uma bela opção para a família. A versão mais básica talvez seja básica demais. Mas é uma grande opção para a faixa de preço a que se propõe.


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32º dia – 3/8/2009

2.475 km depois...

por Luís Perez


Chega ao fim nosso teste de "Um mês com..." a Nissan Livina. Sempre achamos que é uma prova inequívoca de confiança no produto disponibilizar o veículo para que rodemos 30 dias quanto quisermos com o carro.

Procuramos usar o carro como um consumidor normal, fazendo compras, viajando, levando criança à escola... Enchemos o tanque (com álcool) do modelo seis vezes ao longo desse tempo. Investimos nada menos do que R$ 298,69 em combustível. Rodamos bem mais do que a média do brasileiro, que é de cerca de 1.500 quilômetros por mês.

Nissan Livina - foto Roberto Assunção
Rodamos 2.475 quilômetros; abastecemos seis vezes

Foram 2.475 quilômetros a bordo do veículo, que passou com louvor e distinção no teste da "vida real". Sim, sem direito a clec-clec-clec. É um carro que aconselhamos a comprar, a não que uma ou outra ressalva que fizemos (e acima está um verdadeiro dossiê sobre o modelo) o desagradar a ponto de ser decisivo para optar por não comprá-lo. Com a família Livina, a Nissan promete ir longe no Brasil.


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