Primeiro nacional da marca japonesa feito no Brasil, o automóvel parte de R$ 46.690. Desde a versão básica (a que não leva o "sobrenome" SL), a Livina (tratada no feminino por ser uma minivan...) traz direção elétrica, travas, vidros e retrovisores elétricos, ar-condicionado e airbag para o motorista.
É sempre uma demonstração de coragem e transparência disponibilizar o automóvel por um mês, sobretudo em tempos de despesas e frotas reduzidas. Antes da Livina, já passaram por esta seção o Citroën C4 Pallas, o Ford EcoSport automático e o Fiat Linea. Das quatro grandes fabricantes nacionais, ainda não participaram Chevrolet e Volkswagen.
A versão da Livina que avaliamos durante este teste, que submete o veículo a situações da "vida real", como ir ao trabalho, levar o filho para a escola, viajar no fim de semana, entre outras, é a SL, que parte de R$ 51.490. Confira a seguir nosso dia-a-dia com o modelo.
1º dia - 3/7/2009 Vejam quem chegou de repente...
por Luís Perez Acaba de chegar às minhas mãos, diretamente da concessionária A.R. Motors, de Santo Amaro (zona sul de São Paulo), a Nissan Livina 1.6 16V que avaliaremos durante estes 30 dias.
Em relação à versão básica, que traz direção elétrica, travas, vidros e retrovisores elétricos, ar-condicionado e airbag para o motorista, a SL (que acabamos de receber) traz rodas de liga leve aro 15, sistema de freios com sistemas ABS (antitravamento), EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem) e BA (que auxilia em caso de frenagem urgente), faróis de neblina dianteiros, travamento automático das portas com sensor de velocidade, travamento das portas por controle remoto, alarme (somente na 1.8 SL) e airbag também para o passageiro.
 O Nissan Livina que ficará um mês sendo testado na "vida real"
Outro diferencial em relação às versões de entrada é que a SL vem com maçanetas das portas e capas dos retrovisores na cor da carroceria. Como se pode notar pela foto acima, a grade frontal é imponente, lembrando o grande crossover da marca, o Murano.
Só para situar o leitor, o Livina faz parte de uma família global de carros da marca japonesa, que inclui o Grand Livina e uma versão esportiva, o X-Gear. O Brasil se integra assim a países como China, Indonésia, Taiwan, África do Sul, Malásia e Filipinas, que produzem e comercializam o Livina no mundo. Desde 2006 cerca de 200 mil unidades de carros da família Livina já foram produzidos e comercializados nesses mercados, além do Egito, que importa o Livina X-Gear da China.
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2º dia - 4/7/2009
Japonês made in Brazil
por Luís Perez É sábado. Não gosto muito de começar um teste em um dia como esse, mas não tem jeito. Talvez seja até bom, pois é possível sentir melhor o carro sem a correria do dia-a-dia. Saio para dar uma volta com a Livina. Vou até a padaria tomar café. Um amigo me vê sair do carro e pergunta: "Que carro é esse?". Respondo: "Ah, é o [coloquialmente trato o modelo no masculino] Livina". Ele: "Livina é...", diz, observando a tampa traseira. "...Nissan", completo.
 Está no vidro traseiro da Livina: "Fabricado no Brasil"
O amigo faz uma certa cara de surpresa. Aparentemente não sabia que a Nissan já estava fabricando carros de passeio no Brasil (no vidro traseiro, há um adesivo "Fabricado no Brasil"). Assim é o Livina. Novíssimo, novidade, mas extremamente discreto. Quer chamar a atenção nas ruas? Não é o forte do Livina, o que em tempos de insegurança não deixa de ser uma qualidade.
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3º dia - 5/7/2009
Soninho bom...
por Luís Perez
Dia de pegar a estrada pela primeira vez com o carro. Estrada boa. Rodovia dos Bandeirantes, em direção a Louveira (SP), cidade perto de Jundiaí. Vou visitar a família de minha irmã. Trato de colocar a cadeirinha da Júlia (minha pequena de um ano e três meses) no banco de trás. Sem grandes dificuldades.
 Mostradores simples, claros, quase tudo analógico
Saio de São Paulo um tanto atrasado para o almoço. O Livina desenvolve boa velocidade na estrada. Segundo a fábrica, a versão que eu avalio acelera de 0 a 100 km/h em 11,7 segundos e chega a 183 km/h. Fico longe de atingir essa velocidade. Não acho o motor dos mais silenciosos entre os veículos que já dirigi. Júlia não deve ter a mesma opinião. Ela dorme durante toda a viagem, que dura uns 45 minutos.
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4º dia - 6/7/2009
Tanque na reserva
por Luís Perez
Mais uma vez pego a estrada. Agora para participar de uma corrida de kart com amigos. A rodovia não é mais aquele primor que é a Bandeirantes. No caso, é a Raposo Tavares, em direção a Cotia (SP), onde fica o kartódromo. Apesar de ter pego estrada durante dois dias, o tanque da Livina está quase no fim.
 Volante bem costurado, detalhes em prata: requinte
A luz se acende quando estou quase chegando a Cotia. Vou arriscar e só abastecerei na volta. Será a hora de enfim conferir como foi o consumo do primeiro tanque. Na volta do kartódromo, além da luz amarela acesa indicando que o tanque está na reserva, um embaçamento no vidro dianteiro custa a passar, mesmo com o ar-condicionado frio no máximo. Abro as janelas e, com o ar frio entrando, o vidro desembaça mais rapidamente. Consigo chegar a São Paulo. Hora de abastecer. Amanhã faço as contas.
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5º dia - 7/7/2009
Primeira medição de consumo
por Luís Perez
De acordo com a Nissan, o tanque da Livina tem 50 litros. Pelo visto, minha situação não era tão crítica, pois eu teria quase 6 litros de álcool ainda na volta de Cotia (SP). Rodei 333,8 quilômetros com 44,34 litros de combustível. Resultado: um consumo de 7,56 km/l.
O valor é bem próximo ao divulgado pela fábrica (7,7 km/l). De acordo com a Nissan, se o tanque fosse enchido com gasolina, o consumo ficaria em 12,8 km/l. Já adiantamos: na estrada, o consumo, segundo a fábrica, é de 10,5 km/l com álcool e de 17,5 km/l com gasolina.
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6º dia - 8/7/2009
Design discreto
por Luís Perez Logo no primeiro dia, tratei aqui da elegância discreta da Livina. Sim, é um carro bonito, mas que não chama a atenção nas ruas. Sua grade frontal faz lembrar o crossover Murano (tudo bem, você vai dizer que poucos tiveram contato com o Murano), e os faróis são angulosos.
A tampa traseira oferece uma harmônica combinação com o para-choque. Sem falar que o vidro traseiro traz um desenho interessante. A unidade testada vem com o Aerokit (spoilers dianteiro e traseiro e saias laterais). Pessoalmente não me agrada.
 Spoiler traseiro da unidade avaliada: não faz minha cabeça
Trocaria fácil o item por um sensor de estacionamento, que também é oferecido como acessório. É muito útil, embora a Livina seja fácil de estacionar e passe com louvor no teste da garagem – embora seja o mais comprido da categoria, com 4,18 metros, não é tão maior do que um compacto premium.
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7º dia - 9/7/2009
Comandos à mão
por Luís Perez
Outra semana (e outro tanque) já chegando ao fim. Falando em tanque, esqueci-me de contar um detalhe logo do primeiro abastecimento. O frentista alertou que não precisava de chave, mas eu não achava de jeito nenhum o botão interno de abertura do tanque (em geral posicionado no assoalho, do lado esquerdo do banco). Na Livina não. Para abrir o bocal, é preciso puxar uma pequena alavanca à esquerda da coluna da direção, sob o painel. Depois que se aprende onde fica, passa a gostar da engenhoca.
Por falar em comandos, em geral eles são todos bem posicionados e instintivos, incluindo o comando de trava central, posicionado junto aos botões do vidro elétrico. Ah, uma observação sobre essa trava central: para destravar as portas que não a do motorista e o porta-malas, é preciso apertar o botão duas vezes. O mesmo vale para o controle remoto da chave. No começo isso irrita, mas depois a gente se acostuma.
Completa o conjunto a trava dos outros vidros. O comando do espelho retrovisor fica à esquerda do painel. A Livina é muito agradável por dentro. A solução de duas cores (escura em cima e clara embaixo) dá sensação de amplitude. Detalhes prateados no volante o no centro do painel seguem padrão Nissan e dão um toque requintado ao modelo.
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8º dia - 10/7/2009
Consumo no anda-e-para
por Luís Perez
Fim de mais uma semana rodando com a Livina na cidade. Fim também de outro tanque. Não peguei tanta estrada como da outra vez. Algo me diz que o consumo será mais cruel. O anda-e-para é implacável. Dito e feito. Na ponta do lápis, o carro faz 6,41 quilômetros por litro de álcool. Pior do que antes. Mas nos próximos dias a coisa deve melhorar: domingo vou viajar para Itapetininga, cidade paulista a cerca de 200 quilômetros da capital.
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9º dia - 11/7/2009
Sem ajustes de altura
por Luís Perez
Mais um sábado. Dia de observar melhor o carro. Um tanto chato, começo observando que o modelo não traz alguns itens de série em veículos mais modernos, que são o ajuste de altura do banco do motorista e do cinto de segurança. Em conversa com Mário Furtado, gerente de marketing produto da Nissan, ele observa que, nas clínicas realizadas com consumidores, não é algo que faça falta.
 Bancos dianteiros e cintos não trazem ajuste de altura
"Se você estimula, ele até diz que poderia ter. Mas espontaneamente ele não pede", diz o gerente. De fato, a posição do banco agrada aos mais baixinhos, como este repórter. Mas deve ser o terror do nosso fotógrafo, Roberto Assunção, que gosta de dirigir quase deitado, como se estivesse em um kart. Horror, horror... De qualquer forma, bem que poderia ter esses dois itens. Fica o singelo pedido para o futuro.
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10º dia - 12/7/2009
400 km em um domingo
por Luís Perez
É domingo, dia de bate-volta em Itapetininga (SP). É uma viagem de aproximadamente duas horas. Só buscar a Júlia, que foi passar uns dias com a avó e a tia avó, e voltamos. A Livina não é nada cansativa e desta vez passou também no teste do porta-malas.

 Porta-malas: boa área e volume de 449 litros, o maior
É o maior da categoria, com 449 litros (o do Honda Fit tem 384 litros, enquanto o da Fiat Idea, 380 litros). Não viajei no banco de trás, mas a avó da Júlia sim. "Muito bom o carro. Bastante macio, sem trancos", elogiou. Continuo querendo mais silêncio...
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11º dia - 13/7/2009 Quanto rodou na estrada
por Luís Perez
Segunda-feira. Dia de encher o tanque e verificar quanto a Livina consumiu na estrada. Foram 386 quilômetros rodados com o tanque cheio de álcool em 42 litros. Resultado: 9,19 km/l. O álcool tem subido nos últimos dias. Para encher o tanque do modelo hoje gasta-se entre R$ 48 e R$ 52, dependendo do preço (entre R$ 1,10 e R$ 1,20...).
Isso porque em nenhum momento rodamos até o limite do tanque (ainda bem!). Nesta terça é dia de o fotógrafo Roberto Assunção rodar com o carro. Ele tem uma pauta fotográfica à tarde. Mas, antes, pedi que ele montasse guarda para fotografar um segredo.
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12º dia - 14/7/2009 Malhação
por Roberto Assunção
Esta terça foi de malhação para a Livina. Cerca de 150 quilômetros rodados exclusivamente na cidade de São Paulo, passando por trânsito carregado, onde se exige muito em termos de conforto e do pedal de embreagem. Depois de um tempo, a tendência era me cansar.
 Boa ergonomia garante horas ao volante sem cansar
Mas a Livina veio preparada para a tarefa. Não deu essa canseira toda e a posição de dirigir é muito boa. Pensei que ia passar por maus bocados pelas ladeiras. Que nada. Sem perder o fôlego, o modelo se saiu muito bem na cidade. Mas nesse dia foi gasto praticamente meio tanque. Nessa tarefa árdua, rodamos das 8h da manhã até 21h. Ufa! Só houve três intervalos de uma hora e meia no total.
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13º dia - 15/7/2009 Sem aperto
por Roberto Assunção
Na quarta-feira cedo fui de minha casa, na zona sul de São Paulo, à Redação de Interpress Motor, na zona oeste. Peguei o trânsito praticamente livre, conseguindo desenvolver boa velocidade na marginal Pinheiros. Senti muita segurança no veículo. Tem bom conforto, suspensão macia e direção bem leve. Ótima condução O espaço interno acomoda muito bem os passageiros no banco traseiro. O porta-malas levou sem aperto os equipamentos fotográficos. Nota dez!
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14º dia - 16/7/2009 Mais um dia no limite
por Luís Perez
Eis que a Livina volta a minhas mãos. Com ela resolvo desenvolver, para uma revista especializada, uma pauta que de novo vai requerer muito do modelo. Será preciso rodar por todas as regiões da cidade.
 Dianteira estilosa lembra o crossover Nissan Murano
Começo pela zona oeste (razões óbvias, é perto do escritório). Vou para o centro. Em seguida, vou de Livina para a zona leste. Zona norte é a próxima parada, seguida da zona sul. Prova de fogo. Correria. Mais uma semana que termina amanhã...
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15º dia - 17/7/2009
Mais um dia no limite
por Luís Perez
Gostaria de fazer algumas observações sobre o rádio CD player, que traz função MP3 e entrada para iPod, item que só vem nas versões mais sofisticadas, como a SL avaliada. Feliz da vida, conectei meu iPod para ouvir minhas canções prediletas. Eis que a bateria do iPod foi minguando, minguando, até acabar...
A meu ver, bem que a Nissan poderia oferecer um sistema que recarregasse a bateria. Mas, por enquanto, vale a dica: leve um carregador de iPod que possa ser ligado na tomada de 12 volts. Caso contrário, as músicas não vão durar uma viagem inteira. No mais, o sistema de som é bastante agradável (são quatro alto-falantes), com comandos absolutamente instintivos.
 Rádio CD player presente nas versões SL da Livina
No futuro (lá vem outra observação de consumidor chato, como, aliás, temos de ser...) bem que poderia ter disqueteira para cinco ou seis discos e sistema Bluetooth.
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16º dia - 18/7/2009
Desbravando o interior
por Luís Perez
Dada a quantidade de compromissos pelo interior de São Paulo (muitos lançamentos de carros em várias cidades, como Campinas, Indaiatuba, Americana, Atibaia, em algumas delas mais de uma vez), a Livina é altamente exigida na estrada. Sobre isso, apenas uma observação: por vezes deu a impressão de que o modelo poderia ter uma sexta marcha. De resto, o modelo é desses que você dirige horas a fio sem cansar.
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17º dia – 19/7/2009
Porta por dentro, porta por fora...
por Luís Perez
Duas notas sobre as portas do Livina. O acabamento interno tem uma combinação de plástico, couro e tecido aveludado (onde o ocupante deixa o braço apoiado). Muito bom!
 Couro e tecido fazem parte do revestimento da porta
Mas ao fechar a porta o ruído é estranho. Às vezes parece que não fechou (sendo que fechou). O ruído é seco, de metal, lembrando um utilitário. Por que será?
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18º dia – 20/7/2009
"Fabricado no Brasil"
por Luís Perez
Começo a ver outras Livina na rua. Uma emparelha comigo na avenida Pompeia (zona oeste de São Paulo). Achei que o adesivo "Fabricado no Brasil" era prerrogativa dos carros de frota. Mas não. O da mulher que emparelhou comigo – parecia contente a bordo do modelo – também tinha o mesmo adesivo no banco traseiro.
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19º dia – 21/7/2009
Quisera uma sexta marcha
por Luís Perez
Mais uma estradinha para a Livina encarar. Desta vez a Fernão Dias, rumo a Mairiporã. O ar-condicionado não é digital, mas desempenha bem a função de gelar (se bem que os dias andam frios). Durante a saída da cidade, noto os engates precisos da marcha. Ainda sinto falta da sexta...
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20º dia – 22/7/2009
Sem gasolina
por Luís Perez
Manhã fria. A Livina não custa a pegar, mas, quando pega, dá uns incômodos trancos. O que será? Bem, como vou abastecer, não custa dar uma olhadinha no reservatório de partida a frio. Afinal, nem é preciso abrir o capô.
 De fácil acesso, o reservatório de gasolina estava quase vazio
Depois de completar o tanque com álcool (o preço oscila toda semana), peço ao frentista que abasteça o reservatório de gasolina, que fica entre o capô e o para-brisa. Bingo! Estava quase vazio... Deu quase meio litro. O carro deixa de falhar após a partida a frio.
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21º dia – 23/7/2009
Para clientes especiais
por Luís Perez
Ontem recebi uma ótima notícia da Nissan. A Livina (bem como a Grand Livina) ganharam versões adaptadas para portadores de deficiência. Os modelos podem adaptados e com isenções de ICMS, IPI, IPVA e IOF dentro do programa Direção Especial da marca. Sem esses impostos, a linha Livina fica com preços a partir de R$ 33.519 – até 30% a menos em relação ao similar sem modificações.
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22º dia – 24/7/2009
Tapume cenográfico
por Luís Perez
Mais uma semana termina. Voltando de mais um lançamento de carro para casa, noto um tapume com cenas o dia-a-dia (pessoas se exercitando, empurrando carrinho de bebê, entre outras). É um plantão de vendas de imóvel. Lembro do slogan da Livina, que fala em "caber na sua vida" e fazer "sua vida caber nele".
 A Livina junto a um tapume de cenário bem "família"
O modelo tem se mostrado ótimo para uso no dia-a-dia. Traz soluções bem cômodas e demanda muito pouca atenção. Só começo a achar que o tanque de combustível poderia ser maior – o carro em geral roda 300 e poucos quilômetros com álcool, enquanto eu estava acostumado com quase 500 quilômetros. Fica mais uma sugestão.
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23º dia – 25/7/2009
A pequenina no banco de trás
por Luís Perez
Mais um sabadão. Dia de levar a pequena Júlia para passear. Do alto de seu um ano e três meses, ela anda confortavelmente instalada em uma cadeirinha própria no banco de trás da Livina. É um carro que não deixa a criança nem muito perto nem muito longe dos pais. Não é uma equação fácil (e falo com conhecimento de causa). Decido então parar e fazer uma foto da pequenina.
 A pequena Júlia no banco de trás: mãozinha no lugar errado
Depois de tirar as chapas, já no banco da frente, noto que a mãozinha esquerda dela está posicionada de forma incorreta em relação ao cinto da cadeirinha. Trato de colocar a mão dela da forma certa e apertar o cinto, que estava frouxo porque antes ela estava com uma jaqueta grossa para se proteger do frio. Pensei em não publicar a foto acima. Mas decidi explicar a situação. Afinal, é uma bela cena!
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24º dia – 26/7/2009
Luz de teto
por Luís Perez
Além das duas luzes de cortesia (não sei por que se chamam de cortesia...) da dianteira, a Livina tem uma providencial luz bem no meio do teto, que pode ser desligada, regulada para acender com as portas abertas ou o tempo todo.
 Luz bem no meio do teto: extremamente útil
É ótimo para quem, como eu, tem criança pequena e precisa realizar algumas tarefas, como posicionar a pequena na cadeira dentro da garagem. Não é todo carro que oferece a comodidade.
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25º dia – 27/7/2009
Sem grilos
por Luís Perez
Última semana do nosso teste dos 30 dias. Depois de uma convivência intensa de três semanas com a Livina, já posso afirmar. O modelo é robusto e aguenta bem os trancos das esburacadas cidades paulistas. Muitos carros a essa altura estariam com vários ruídos estranhos. Não é o caso da Livina. É um modelo bem firme.
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26º dia – 28/7/2009
Perfil de comprador
por Luís Perez
Fui buscar no material de lançamento da Livina a comprovação de que faço parte do público-alvo do modelo. O texto diz: "Focado em uma fatia de mercado composta por famílias com um ou dois filhos [tenho uma filha] e os cônjuges nas idades entre 35 e 50 anos [tenho 37], o Livina atrai o comprador por seu design elegante e moderno, com interior prático e agradável para toda a família".
É verdade. O veículo refuta a tese de que é um "carro de mulher". Seu design e comportamento dinâmico garantem uma boa dose de esportividade, mas sem ser um esportivo. Pelo menos sem consumir como tal.
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27º dia – 29/7/2009
"PS"
por Luís Perez
Com o carro desligado, acendeu no painel uma luz vermelha, indicando as letras "PS". Trato de ir ao manual do proprietário e constato, no capítulo "Instrumentos e controles" (2-10), que se trata da luz de advertência da direção elétrica. "Caso o motor não esteja funcionando ou morra enquanto você estiver dirigindo, o auxílio elétrico da direção não funcionará. A direção será mais difícil de operar", diz.
O problema em geral acontecia com o motor desligado, logo de manhã. "Se a luz de advertência da direção elétrica se acender com o motor funcionado, não haverá auxílio elétrico da direção. Você ainda terá controle do veículo, mas a direção será mais dura ao ser operada". Pede que se inspecione o sistema.
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28º dia – 30/7/2009
Para gostar de ler
por Luís Perez
Por falar em manual, vale lembrar que no teste normal, de no máximo uma semana, é raro que consigamos ler e experimentar tudo o que o manual prescreve. No caso da Livina, toda a literatura de bordo é impressa em papel reciclável.
 A literatura de bordo da Livina: vale a pena conferir
Além do manual do proprietário, bastante completo, há um guia rápido (em formato de bolso, muito útil), o manual de garantia e manutenção, o Nissan Way Assistance (assistência 24 horas, felizmente não utilizada), um manual básico de segurança (há desde dicas de direção responsável até explicações sobre sinalização) e um livreto com a rede de concessionárias autorizadas. Tudo acomodado em um compartimento de couro.
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29º dia – 31/7/2009
Mais estrada
por Luís Perez
De novo a Livina é altamente exigida. De São Paulo a Indaiatuba, depois a Campinas e de volta a São Paulo. Ufa! Não é um carro de que a gente queira se livrar logo. Pelo contrário...
E é reconfortante saber que nosso teste tem despertado a atenção dos leitores. Um do Rio, que se identificou apenas como Roberto, que é designer, escreveu: "Tenho um Livina 1.6 SL desde maio de 2009. Estou amando esse carro. Li algumas críticas antes da compra, mas ele superou minhas expectativas em conforto, equipamentos originais e consumo. Nota dez".
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30º dia – 1º/8/2009
Irmãozinho esportivo
por Luís Perez
Viramos o mês. Último fim de semana com a Livina de teste. Dia de passear com a Júlia. Por falar em criança, soube que o modelo em breve ganhará um novo "irmão". É o Livina X-Gear, que virá com vários atributos que o deixarão com visual esportivo. Virá com transmissão manual de cinco velocidades e automática de quatro. A Livina deve continuar sendo a opção de entrada, a partir de R$ 46.690.
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31º dia – 2/8/2009
Últimos instantes
por Luís Perez
Último dia com a Livina. Último supermercado, última volta com a Júlia. Última oportunidade de conferir o porta-malas, que é o maior da categoria. O que no início era incômodo virou algo bom, que é a trava central (um toque destrava só a porta do motorista; um segundo toque destrava todas e o porta-malas). Hora de das as últimas voltas, sentir o (bom!) motor 1.6 mais um pouquinho.
Muito exigida, a Livina mostrou que tem mais qualidades do que defeitos. É uma bela opção para a família. A versão mais básica talvez seja básica demais. Mas é uma grande opção para a faixa de preço a que se propõe.
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32º dia – 3/8/2009
2.475 km depois...
por Luís Perez
Chega ao fim nosso teste de "Um mês com..." a Nissan Livina. Sempre achamos que é uma prova inequívoca de confiança no produto disponibilizar o veículo para que rodemos 30 dias quanto quisermos com o carro.
Procuramos usar o carro como um consumidor normal, fazendo compras, viajando, levando criança à escola... Enchemos o tanque (com álcool) do modelo seis vezes ao longo desse tempo. Investimos nada menos do que R$ 298,69 em combustível. Rodamos bem mais do que a média do brasileiro, que é de cerca de 1.500 quilômetros por mês.
 Rodamos 2.475 quilômetros; abastecemos seis vezes
Foram 2.475 quilômetros a bordo do veículo, que passou com louvor e distinção no teste da "vida real". Sim, sem direito a clec-clec-clec. É um carro que aconselhamos a comprar, a não que uma ou outra ressalva que fizemos (e acima está um verdadeiro dossiê sobre o modelo) o desagradar a ponto de ser decisivo para optar por não comprá-lo. Com a família Livina, a Nissan promete ir longe no Brasil.
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