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  O que é isso?

REPORTAGEM
21/09/2009 - 17h32
"UM MÊS COM..."
Confira dia a dia o teste do Volkswagen Gol 1.0
Compacto da Volkswagen será avaliado por 30 dias; acompanhe a saga
da Redação
Damos início nesta segunda (21) a um dos mais aguardados – e batalhados – testes de longa duração desde que a seção "Um mês com..." foi criada em Interpress Motor. O carro da vez é simplesmente o mais vendido do Brasil há 22 anos – o Volkswagen Gol. O modelo recebeu, em junho do ano passado, sua mais profunda reformulação.
É sempre uma demonstração de coragem e transparência disponibilizar o automóvel por um mês, sobretudo em tempos de despesas e frotas reduzidas. Estávamos em negociação desde fevereiro deste ano para avaliar o novo Gol por um período mais estendido. Chegamos a ter o pedido negado pela empresa. Depois insistimos e conseguimos, em nome do interesse do leitor, que a marca nos cedesse o veículo para a avaliação.

Antes da Volkswagen Gol, já passaram por esta seção o Citroën C4 Pallas, o Ford EcoSport automático e o Fiat Linea. e o Nissan Livina. Das quatro grandes fabricantes nacionais, a única que ainda não participou deste teste foi a Chevrolet.

A versão que vamos avaliar a partir de hoje é a 1.0 equipada com o pacote Trend. O veículo que retiramos da fábrica da Volkswagen chega na cor vermelho Flash e tem seu preço básico fixado em
R$ 27.890. Acompanhe a seguir o dia a dia do teste.


Galeria de fotos Confira galeria de fotos do modelo.

31º dia – 21/10/2009
Nada além do esperado

por Luís Perez


Enfim concluímos o "brigado" teste dos 30 dias com o Volkswagen Gol 1.0. Ao longo deste mês com o veículo, conseguimos provar que o modelo, completamente renovado no último ano, continua extremamente robusto e confiável. Seu motor "mil" é espertíssimo e cobra seu preço por isso.


Volkswagen Gol - foto Roberto Assunção
Rodamos mais de mil quilômetros com o novo Golzinho "mil"

No total, rodamos 1.054 quilômetros, desembolsando R$ 218,05. O consumo ficou de 4,99 km/l a 8,63 km/l, sempre abastecendo com etanol. Não é preciso dizer que o modelo foi muito bem na empreitada e que é altamente recomendável comprar um carro que já é o mais vendido do país há 22 anos. É isso.

PS - Nosso teste já havia sido concluído quando chegaram os primeiros relatos de problemas com o motor 1.0 da Volkswagen que equipa o Gol (leia aqui). A unidade avaliada especificamente não apresentou esse problema.

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30º dia – 20/10/2009
Um clássico!

por Roberto Assunção

Agora é a minha vez de falar sobre o Golzinho. O carro é espertíssimo, estável em curvas e traz uma posição absolutamente exata de dirigir. Ajuda muito a regulagem de altura do banco. Estou com o carro para fazer a galeria de fotos que vai ilustrar este "Um mês com...". É um prazer dirigir o carrinho, que já virou um clássico!

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29º dia – 19/10/2009
204.674 só neste ano

por Luís Perez

Saiu o número de Gol vendidos de janeiro até 15 de outubro deste ano. Ganharam as ruas 204.674 unidades (inclui o G4), o que significa uma participação de mercado de 31,74% entre os veículos de entrada. São 66.336 a mais do que o segundo colocado, o Fiat Palio (que teve 138.338 unidades vendidas).

É um fenômeno de vendas, que promete durar muito tempo ainda. São 22 anos de liderança ininterrupta. O segredo, pelo que pudemos analisar até agora, foi ter caído no gosto do brasileiro. É um arroz-com-feijão benfeito. E você, sabe por que o Gol é o carro mais vendido há tanto tempo?


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28º dia – 18/10/2009
Ganhou transmissão automatizada

por Luís Perez

Olha a notícia que acaba de chegar: o novo Gol ganhou versão com transmissão ASG (iniciais de Automated Sequential Gearbox, câmbio automatizado sequencial), com base na mesma utilizada no Polo I-Motion.

Volkswagen Gol - foto Divulgação
O câmbio automatizado que acaba de equipar o novo Gol

Segundo a Volks, o conforto e facilidade de uso são similares aos câmbios automáticos tradicionais, com conversor de torque ou continuamente variáveis (CVT), mas com vantagens em preço e custo de manutenção. Só que nosso Gol do teste não poderia ter um câmbio desses. Por enquanto, só nos equipados com motor 1.6.


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27º dia – 17/10/2009

Júlia no Golzinho vermelho

por Luís Perez

A pequena Júlia já tem um ano e meio. Já começou a andar (até a correr) e a esboçar as primeiras palavras. Fala "papai", "mamãe" (com um sotaque todo dela...) e "vovó", além de tentar dizer o nome da professora Bárbara, da escola (fala "Baba"...). Ela já se acostumou ao Gol neste quase um mês.

Volkswagen Gol - foto Luís Perez
Júlia na cadeirinha do banco de trás do Gol

Ao ver o carro vermelhinho, se aproxima e tenta abrir a porta da frente. Mas não consegue. Logo a acomodo na cadeirinha atrás. E o balanço do Gol a faz dormir rapidinho. Santo remédio. O carro absorve bem as irregularidades do piso. Mas também serve para levar os filhos para escola, sem dever nada às peruas...

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26º dia – 16/10/2009

Menos de 5 km/l

por Luís Perez

Xiiii... Caímos da marca dos 5 km/l. Neste último tanque, o Gol fez 4,99 km/l. Foram 251,7 quilômetros rodados com 50,4 litros. Ao longo deste um mês, já rodamos 969 quilômetros. Certamente, no fim do teste, ultrapassaremos a marca dos mil quilômetros.

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25º dia – 15/10/2009
Piiiiiiiii!!!

por Luís Perez

Ligo o carro, rodo um pouquinho e, de repente, tomo um susto: "Piiiiiiiii!!!!" Uma bomba de combustível acende no painel, acompanhada do aviso: "Favor abastecer".

Volkswagen Gol - foto Luís Perez
O Volkswagen Gol recomenda que se abasteça

Sim, no Gol esse aviso é um tanto alarmante. Devo enfim abastecer amanhã, para saber, ao cabo do último tanque abastecido, a terceira prova de que o modelo não é exatamente um carro supereconômico. Vamos aguardar.

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24º dia – 14/10/2009

Sem perder a identidade

por Luís Perez

No ano passado, o Gol mudou muito. Aliás, virou outro carro. Mas, ainda assim, surpreende que continua vendendo bem (mais do que nos últimos tempos de G4, por exemplo). Nem com tantas mudanças, o modelo deixou de ser reconhecido pelas ruas.

No estacionamento, eu paro e o manobrista logo anota: "Ah, é o Gol". Não padeceu daquele mal de muitos modelos, que perdem completamente a identidade. Ficou até melhor. O farol com cara de mau e a lanterna traseira, que ganhou feições que lembram o BMW Série 1... A linha lateral proporcionou dinamismo. O degrau do capô... Sucesso de público, não era tanto assim de crítica. Hoje é.

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23º dia – 13/10/2009
Comando maluco

por Luís Perez

A haste do limpador de para-brisa também abriga os comandos do computador de bordo e do desembaçador traseiro. Parece muita coisa para esse dispositivo. Diferentemente de muitos modelos (os que me lembro são os da Renault), não é no botão que você muda as opções do computador de bordo (no Gol esse botãozinho aciona o desembaçador).

Volkswagen Gol - foto Luís Perez
Os comandos do computador de bordo em alavanca

Você dá "restart" nos comandos por meio da tecla "enter" e muda as opções do computador com o polegar direito na argola. Meio estranho no começo, mas depois se acostuma.

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22º dia – 12/10/2009
Leitor confirma consumo alto

por Luís Perez

O leitor Rony Barbosa de Aquino, de Palmas (TO), escreve para dizer que tem um novo Gol há sete meses e não está satisfeito com o consumo. Segundo ele, o carro faz 8,6 km/l no etanol e 10 km/l a 11 km/l na gasolina.

"Como percebi, no teste que está sendo realizado com o novo Gol, o consumo realmente é muito alto. Gostaria que vocês me informassem se isso é motivo para exigir da concessionária uma resolução para esse problema, pois estou me sentido lesado já que comprei esse carro confiando nos números da Volkswagen, sem falar que li matérias positivas na internet sobre o novo Gol", pergunta.

Resposta: Rony, os testes apresentados pela fabricante não são "chutes", mas feitos em condições específicas. Calibragem dos pneus, estilo de dirigir e até onde o carro roda influi no consumo. Em vez de exigir na concessionária, sugiro que você escreva para o Serviço de Atendimento ao Cliente da fábrica.

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21º dia – 11/10/2009
Literatura de bordo

por Luís Perez

Ontem falei sobre o manual do proprietário. Pois bem. A literatura de bordo é formada por quatro livretos: o de manutenção e garantia, o manual básico de segurança no trânsito, o do sistema de som e o manual propriamente dito.

Volkswagen Gol - foto Luís Perez
Literatura de bordo: quatro volumes, sendo o manual de 246 págs.

Este é um calhamaço de 246 páginas em papel comum (sim, algumas marcas já oferecem de papel reciclável, mais escuro, mas que diz muito em relação à sustentabilidade). A Volkswagen bem que podia fazer um resumo do manual ou um manual em outro suporte, como CD...

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20º dia – 10/10/2009
Luzes...

por Luís Perez

Muito bom ler o manual do proprietário. Por ele, você entende como regular a lanterna interna (se desligada, ligada, ligada com contato da porta ou temporizada).

Volkswagen Gol - foto Luís Perez
Detalhe da iluminação interna do Volkswagen Gol

Sim, a luz interna do Gol é muito interessante, mas ainda dá saudades daquelas que existiam nas antigas Brasília ou Variant, com pequenas luzes junto às portas. Pai que sou, sinto falta de luzes mais ao centro do teto, como há no Citroën C3, por exemplo. Fica a sugestão.

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19º dia – 9/10/2009
TV no carro

por Luís Perez

Volkswagen Gol - foto Luís Perez
TV no celular: com o Bluetooth, ouço o áudio no som do carro

Sim, sou uma dessas pessoas que têm celular com TV digital. É a melhor pedida para filas ou para aguardar alguém no carro. O Gol avaliado tem Bluetooth no sistema de som. O que faço? Pareio os equipamentos, ligo a TV do celular e, de repente, o áudio da TV é transferido para o próprio sistema de som do carro. Um santo remédio para aplacar momentos monótonos. Mas atenção: dirigir e assistir à TV é perigoso!

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18º dia – 8/10/2009

Às vezes a gente anda para trás

por Luís Perez

Preciso confessar a barbeiragem... Não, o Gol não tem mais volante torto, é uma delícia de dirigir, o câmbio tem engates precisos e tudo mais. Só que, outro dia, parado em um semáforo (ainda bem que não havia ninguém atrás de mim...), engatei (ou pensei ter engatado) a primeira marcha com um pouco mais de entusiasmo. E o que acontece??? Simplesmente o carro anda para trás!


Volkswagen Gol - foto Luís Perez

Detalhe da alavanca de câmbio: a marcha à ré é para a frente

 

Sim, sem querer engatei a marcha à ré. Isso porque a ré no novo Gol é para a frente. Será que algo precisa ser mudado? Ou é a pecinha atrás do volante?

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17º dia – 7/10/2009
Chave moderna

por Luís Perez


Quem imaginou que a opção da chave do tipo canivete iria chegar ao velho e bom Golzinho? Pois bem, mesmo o Gol 1.0 pode ter a opção, desde que o consumidor a adquira. A chave pode ser escamoteada e ficar com a parte metálica longe do alcance de crianças pequenas.

Volkswagen Gol - foto Luís Perez
A "moderna" chave tipo canivete: prática para carregar

Por controle remoto, o motorista pode abrir e fechar o carro e abrir o porta-malas. Problema é que ele nem sempre abre de verdade e requer girar a chave em seu compartimento. Fica a sugestão para que a Volks melhore isso. Há quem alardeie o fato de ter uma chave do tipo canivete. Talvez, para essas pessoas, esse tipo de chave é o equivalente ao toca-fitas de bandeja, hit do início dos anos 90.


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16º dia – 6/10/2009
Sem endereço

por Luís Perez

Volkswagen Gol - foto Luís Perez
Documento do carro: não vem mais o endereço do dono

Olha só o documento do novo Gol. Não tem mais o endereço do dono, apenas o nome. Por aqui é questão de segurança. Coisas do Brasil...


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15º dia – 5/10/2009
Consumo: continua sem parecer "mil"

por Luís Perez

Neste segundo tanque, rodei bem mais na cidade. Mas não adianta. Não consigo atingir a marca divulgada pela fábrica, de 9,6 km/l de etanol. Longe disso. Esse novo abastecimento ficou em 5,73 km/l, quase quatro quilômetros por litro de diferença do divulgado pela fábrica.

Foram 288,2 quilômetros rodados com um tanque, que encheu depois que coloquei 50,3 litros (o máximo são 55 litros). O preço do etanol anda salgado – o primeiro tanque, enchi com R$ 69,05; agora gastei redondos R$ 75. Pela média rodada, ainda tenho um tanque para encher até o final do teste. Mas, definitivamente, o consumo não parece ser de carro 1.0...


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14º dia – 4/10/2009

Nem parece "mil"

por Luís Perez


Leitores escrevem para perguntar o que tenho achado do desempenho do novo Gol 1.0. Bem, o desempenho é muito bom, obrigado, a ponto de muitas vezes a gente se esquecer de que o veículo é "mil".


Volkswagen Gol - foto Luís Perez
O Volkswagen Gol avaliado supera as rampas com destreza

Com etanol (é como tenho enchido o tanque), a aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 12,9 segundos (com máxima de 169 km/h). O torque máximo fica acima dos dois dígitos – 10,6 kgfm –, o que faz com que o modelo seja bastante razoável para passar lombadas ou subir rampas. Amanhã é dia de medir consumo de novo. Esse desempenho deve cobrar seu preço.

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13º dia – 3/10/2009

Que cabe, cabe

por Luís Perez


As vagas nas garagens dos edifícios estão cada vez menores. Isso é fato. É fato, mas não é problema para o novo Gol, que mede 3,
84 metros de comprimento. A despeito disso, segundo a Volkswagen, seu coeficiente aerodinâmico (Cx) é 0,34 e a sua área frontal mede 2,01 m². a marca foi determinada em computador e confirmada no túnel de vento da empresa, em Wolfsburg, Alemanha.

Volkswagen Gol - foto Luís Perez
O modelo cabe bem na diminuta vaga da garagem

O Gol mudou muito. Mas continua compacto e prático, com espaço bom para cinco pessoas.


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12º dia – 2/10/2009

Não conte pra ninguém...

por Luís Perez

Ainda quero falar de porta-objetos. A versão Power do Gol traz oito porta-objetos: um em cada porta, um na lateral externa do banco do acompanhante, dois no console (também presente em todas as versões) e um na tampa de acesso à caixa de fusíveis, sob o painel e à esquerda.

Eis que descobri que esse compartimento é ideal para guardar... uma carteira! Longe de olhares de curiosos, de amigos do alheio que podem querer roubar uma bolsa sobre o banco e ao alcance do motorista o tempo todo!

Volkswagen Gol - foto Luís Perez
Compartimento próximo à perna esquerda comporta carteira

A versão Power traz ainda uma bolsa para revistas no encosto do banco dianteiro direito e porta-copos dianteiro e traseiro. As demais versões têm também o porta-copos dianteiro. Internamente o novo Gol Power se diferencia também pelos aros dos instrumentos e dos difusores de ar cromados, que nas outras versões têm cor cinza, bem como pela iluminação para os espelhos dos pára-sóis e pelas capas nos trilhos dos bancos dianteiros que se estendem ao espaço traseiro.

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11º dia – 1º/10/2009

Só cabem luvas

por Luís Perez

De acordo com a Volkswagen, o compartimento do porta-luvas tem 4,3 litros de capacidade. Mas a impressão que dá é que só tem espaço mesmo para luvas... Na parte superior, há espaço para o manual.

Volkswagen Gol - foto Luís Perez
Porta-luvas de 4,3 litros, segundo a VW; mas é pequeno

Na altura, deu para um porta-CDs e, do lado direito, um navegador por GPS. E não cabe mais nada. Bom é que há mais porta-objetos úteis nas portas e, no console central, bom espaço para duas garrafas para refrigerantes de 600 mililitros, por exemplo.

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10º dia - 30/9/2009

Revestimento para o braço

por Luís Perez

Tudo bem que é obrigatório dirigir com as duas mãos no volante. Mas, quando se para no sinal, a gente quer apoiar o braço na parte interna da porta e deparar com um tecido macio. O Gol tem um revestimento assim. Aliás, é tudo muito funcional: a maçaneta cromada, os ajustes do retrovisor externo elétrico, tudo.

Volkswagen Gol - foto Luís Perez
Tecido para o apoio de braços, mas a marquinha da manivela está lá

Junto ao comando dos vidros elétricos, está o do travamento e destravamento das portas. Só não gosto da marquinha circular que a parte plástica tem, mesmo na versão com vidro elétrico, para a instalação da manivela do vidro manual. Fica meio feinho...

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9º dia - 29/9/2009
Ah, essas saídas de ar...

por Luís Perez

Notei que não gosto da solução que a Volkswagen deu para as saídas de ar do novo Gol. O Fiesta, da Ford, tinham saídas assim. Mudaram para aquelas inteiriças, que parecem cortininhas, que ou bem estão abertas ou estão fechadas.

Volkswagen Gol - foto Luís Perez
Saídas do ar-condicionado: prefiro as do Ford Fiesta

Essas do Gol dão a impressão de que nunca estão suficientemente fechadas. São cinco camadas esféricas, de vários tamanhos. Não gostei. Fica a sugestão para a mudança.

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8º dia - 28/9/2009
Hora do banho

por Luís Perez

É que já existe a propaganda daquela cerveja. Caso contrário, seria um prato cheio para a publicidade dizer que o Gol é um veículo que se "dirige redondo". A Volkswagen acertou em cheio o gosto do brasileiro.

Volkswagen Gol - foto Luís Perez

Volkswagen Gol - foto Luís Perez
O Gol toma seu primeiro banho depois de trilhas pesadas

A unidade testada tem ajuste de altura do banco do motorista e de altura e profundidade do volante. A velha bandeira da confiabilidade tem razão de ser. Peguei duas trilhas pesadas de terra, com muita lama – e o carrinho não fez feio. Já era hora de um banho, não?

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7º dia - 27/9/2009
Primeiro consumo: 8,63 km/l

por Luís Perez


Bem, foram 229 quilômetros, ida e volta, entre São Paulo e Itu. Depois, mais 149,7 quilômetros entre São Paulo e Atibaia, com direito a 50 quilômetros rodados em São Paulo.

Volkswagen Gol - foto Luís Perez
Chegada a São Paulo: autonomia marcava "zero quilômetro"

Ao final, rodamos 428,7 quilômetros com um tanque inteiro de álcool. No abastecimento, foram 49,7 litros (de um total de 55 litros de capacidade). Ou seja, o consumo foi de 8,63 km/l, rodados mais na estrada do que na cidade.


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6º dia - 26/9/2009
Chegada a São Paulo "no bafo"

por Luís Perez


O Gol ainda estava sujinho da viagem a Itu (SP). Mas como fui visitar familiares na também paulista Atibaia, não o lavei. Mais um dia na estrada... Durante o trajeto, trânsito lento. Motivo: um acidente na ainda perigosa rodovia Fernão Dias (veja foto abaixo), em que um Ka ficou virado no sentido contrário ao do tráfego. Um grande susto para a motorista, que saiu ilesa.

Volkswagen Gol - foto Luís Perez
Acidente na Fernão Dias; foto foi tirada de dentro do Gol

Como sempre, o Gol se comportou muito bem – nem parece 1.0 – e despertou a curiosidade do pessoal da minha família, que quis examiná-lo. Meu tio foi no banco de trás e observou: "Na versão anterior eu raspava a cabeça. Nesta aqui, não". De fato, segundo a Volkswagen, o novo Gol ganhou 7 milímetros para a cabeça no banco dianteiro, 19 mm para as pernas na frente, 17 mm para a cabeça no banco traseiro (daí a impressão do meu tio), 14 mm para as pernas no banco traseiro e 44 mm para os joelhos também no banco traseiro.

Volkswagen Gol - foto Luís Perez
O Golzinho em estacionamento de restaurante já em Atibaia (SP)

Na volta, fiquei à beira de uma pane seca. Para não abastecer em outro posto que não o usual do teste, acreditei no que dizia a autonomia do veículo – e não abasteci. Voltei com a autonomia marcando "zero quilômetro", direto para a garagem. Domingo é dia de abastecer e ver qual foi o consumo do primeiro tanque.


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5º dia - 25/9/2009
Informações embarcadas

por Luís Perez


O Gol que estamos avaliando tem sistema de informações, que mostra uma série de dados no painel, entre o velocímetro e o hodômetro. Nele aparece a rádio sintonizada, sua frequência ou, caso a emissora tenha RDS (radio data system), o seu nome, música ou slogan, no alto do mostrador; informações de reprodução de música, como o ajuste do equalizador; o status de telefone via Bluetooth, que pode avisar que há chamada entrando, por exemplo, informando o número está chamando ou o pareamento com o sistema de áudio do veículo (no caso, uma luzinha azul fica acesa).

Já o computador de bordo exibe em dois campos a distância percorrida, o tempo de viagem, a velocidade média, o consumo instantâneo de combustível, o consumo médio de combustível e a autonomia segundo a quantidade de combustível no tanque. Vamos testar os limites neste sábado (26), quando teremos uma nova viagem a bordo do Gol.


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4º dia - 24/9/2009
É fácil ver outro Gol

por Luís Perez


A não ser quando se lançam séries especiais – o que está longe de acontecer com o novo Gol, dado seu início de ciclo de vida –, quem busca ter um carro exclusivo, que chame a atenção, não deve ter um Gol. A não ser em seu test-drive de lançamento, em 1º de julho de 2008, não se vê mais pessoas na rua sacando seus celulares com câmera para clicar o novo Gol. Você verá muitos veículos como o seu pelas ruas.

No meu caso, noto que o carro vizinho de vaga de garagem é... um Gol! O modelo, igualzinho ao que estou testando, é da minha vizinha de parede, a Daiane. Outra coisa que chama muito a atenção no Golzinho é que a Volkswagen conseguiu mudar completamente o carro.

Volkswagen Gol - foto Luís Perez
O carro de Daiane, minha vizinha, é por acaso... um Gol!

Porém, caso fosse feito um teste cego (ou seja, o motorista se sentar ao volante com os olhos vendados), é possível perceber que se trata sim de um Gol. Ou seja, o carro mudou, sem perder a identidade.


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3º dia - 23/9/2009
Prova de fogo em atoleiro

por Luís Perez


O novo Gol foi lançado em meados de 2008 com uma campanha que tinha como assinatura a frase: "Lindo como nunca. Gol como sempre". A ideia era dizer que o design estava muito mais atraente (o que é pura verdade), mas não deixava de ser o velho e bom Gol.

Bem, nesta quarta foi dia de colocar à prova essa valentia, com um evento que aconteceria em uma pista de terra na cidade de Itu (SP). O veículo enfrentou trechos bem complicados de alagamentos e atoleiros que nem todo carro passaria.

Ao final da jornada ele ficou bem sujinho, é verdade. Mas não sobrou nem um mísero barulhinho de nada solto. Ou seja, o modelo continua absolutamente robusto e confiável. Passou com louvor no primeiro teste de resistência.


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2º dia - 22/9/2009
Tanque cheio, estrada à vista

por Luís Perez


Como hoje é politicamente incorreto sair de carro pelas ruas, nossa única ação foi levar o Gol até o posto de combustível e completá-lo para, assim, começar o primeiro teste de consumo.


Ao final do dia, a tarefa de pegar minha filha, Júlia, na escola é minha. Será de novo inevitável não usar o carro, que já está com a cadeirinha de bebê instalada.


Volkswagen Gol - foto Luís Perez
O novo Gol do teste dos 30 dias é abastecido; primeiro tanque cheio


Por falar em consumo, vamos aos números divulgados pela Volkswagen. O motor VHT 1.0 do Gol, que desenvolve 72 cv (cavalos) com gasolina e 76 cv com etanol, de acordo com dados de fábrica, permite ao modelo rodar na cidade 14,1 km/l de gasolina e 9,6 km/l de etanol, números que na estrada passam a 18,6 km/l com gasolina e 12,6 km/l com etanol. Vamos ver como será nos próximos dias.

 

Depois de deixar a Júlia com a mãe, será hora de pegar a estrada em direção a Itu (SP), onde vamos participar de um lançamento de veículo. Será hora de verificar como o novo Gol se sai na estrada.

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1º dia - 21/9/2009
O mais vendido do país está entre nós

por Luís Perez

 

Acabamos de receber, diretamente da fábrica da Volkswagen na via Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), uma unidade do Gol 1.0 equipado com o interessante pacote Trend. Como se trata de um automóvel de frota da fabricante, ele está longe de ser um veículo básico.

A versão que vamos avaliar inclui rádio CD player com alto-falantes com comando no volante, trio elétrico (com direito a acionamento elétrico até nos vidros traseiros), faróis de neblina, airbag para motorista e passageiro, freios com sistema ABS (antitravamento), direção hidráulica, ar-condicionado, entre outros itens.

Volkswagen Gol - foto Roberto Assunção
O Volkswagen Gol que vamos avaliar durante os próximos 30 dias

Com todos esses equipamentos, o Golzinho "mil" chega a custar R$ 39.370. A partir de amanhã vamos abordar ponto a ponto do carrinho. Ele chegou meio empoeirado da fábrica. Vamos encher o tanque (de álcool, que é mais vantajoso em São Paulo) e partir para o teste. Quer saber mais? Basta nos escrever clicando no link abaixo.

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