As Mesas Diretoras da Câmara e do Senado anunciaram nesta quinta-feira a redução no valor das cotas de passagens aéreas dos parlamentares. Os deputados terão corte de 20% no valor mensal para a emissão de bilhetes, enquanto a redução na cota dos senadores será de 25%. As duas Casas também anunciaram medidas para restringir o uso das passagens. Segundo o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), a utilização será para o próprio parlamentar, cônjuge, seus dependentes legais e para atividade parlamentar, o que inclui assessores. A cota varia de R$ 4 mil a R$ 18 mil, dependendo do Estado de origem do deputado. No Senado, foram cortadas as duas passagens aéreas para o Rio de Janeiro. Com a medida, a expectativa é de que os gastos com passagens aéreas caiam dos atuais R$ 1,3 milhão por mês para R$ 975 mil mensais. A economia deve ser entre 25% e 30%.
Cada parlamentar terá direto a cinco passagens aéreas por mês. Os líderes e integrantes da Mesa que tinham uma cota maior também ficarão com cinco passagens mensais. A Mesa, no entanto, manteve a permissão para que os senadores usem sua cota de passagens como bem entender: poderão dar bilhetes para cônjuge, filhos, parentes, correligionários e assessores. A Mesa regularizou o uso da cota de passagem e da verba indenizatória, que corresponde a R$ 15 mil por mês, para que os senadores possam alugar aeronaves e barcos. O aluguel de jatinho e embarcações só poderá ocorrer dentro do Estado do senador.