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Importante:
Esta seção é
só para pessoas
físicas que
queiram se
desfazer de algo
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10/10/09
- 10h31
Famílias são obrigadas a
deixar área invadida no Jd. Rafael
A invasão começou em agosto de 2008 e desde então só
cresceu
Caio Scafuro
Avenida Anchieta fechada, trânsito desviado, mais de
uma dezena de viaturas da polícia, bombeiros e ambulâncias, moradores de um lado
da Rua Vicente Leporace, no Jardim Rafael e suas casas sendo derrubadas de
outro. Era esse o clima na última terça-feira, 6, na reintegração de posse na
área de aproximadamente 27 mil metros quadrados invadida no bairro.
Aproximadamente 80 famílias, em 70 casas, foram desabrigadas devido ao
cumprimento da ordem de reintegração de posse.
Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura de Bertioga, em nota, “as
famílias que tiveram que deixar a área não ficaram desabrigadas. A maioria foi
para casa de parentes e amigos. Assistentes sociais da Prefeitura acompanharam a
ação e deram todo apoio aos desalojados. Somente uma senhora teve que se
deslocar para outra cidade – Biritiba Mirim, e precisou de transporte, mas o
caso foi resolvido pelas assistentes sociais”.
Não foi o caso do pescador Edson Souza Filho, que morava no local com a sua
esposa. Filho tem a consciência de que estava numa área irregular. “Estava
morando aqui há seis meses, fui o último a construir uma casa, mas tinha meu
terreno demarcado desde o início”. Antes de se mudar para a área invadida, o
pescador e sua esposa moravam em um trailer em Itaguaré. “Viemos pra cá porque
lá não tínhamos nem água e nem energia”. Agora, o casal está procurando casa
para alugar e diz não ter para onde ir. “O que temos que fazer agora é conseguir
um lugar pra deixar os móveis, já temos algo em vista”, conclui o pescador.
Em outro ponto da Rua Vicente Leporace, uma senhora estava observando seu marido
atravessar a rua com os pertences do casal. Moravam os dois no barraco que
estava para ser demolido. A senhora, que não quis se identificar estava na área
há aproximadamente cinco meses. “Mudamos pra cá para não pagar mais aluguel,
antes morávamos no Centro. Comprei o meu terreno aqui por R$1500, de um rapaz
que se dizia dono, mas nunca mais o vi”, desabafou a dona de casa. O casal, que
gastou mais R$950 para construir a casa, terá que voltar a morar de aluguel.
Segundo o diretor de Operações Ambientais, Bolívar Barbanti Júnior, a prefeitura
cadastrou 77 famílias, com o objetivo de inseri-las em um futuro projeto
habitacional do Município. Para Barbanti, a invasão no bairro aumentou no final
do ano passado, no período de transição de governo. Na época, 11 barrados
desocupados foram demolidos pelo Departamento de Operações Ambientais (DOA).
O major PM Rivaldo Pereira, que comandou a diligência policial no local disse
que o procedimento foi concluído com êxito e dentro da normalidade.
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