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Volta à Ilha de Santo Amaro vale pela etapa de abertura do Brasileiro de Canoa Havaiana
Competição terá 75 Km de percurso em mar e rio

da Redação   

Apontado como o principal desafio da canoagem oceânica no Brasil, com um percurso de 75 km em mar e rio, a Volta à Ilha de Santo Amaro será válida pela etapa inicial do Circuito Brasileiro de Canoas Havaianas. A competição está confirmada para o dia 21 de abril, com largada e chegada na Ponta da Praia, em Santos. Os atletas enfrentarão um trecho de mar, costeando a Cidade de Guarujá. Depois, remam pelo Canal de Bertioga e parte do Porto de Santos.

Uma prova onde a força aliada à resistência e também estratégia de equipe valem muito. "Esperamos uma disputa em alto nível, com as principais equipes. Meu sonho é transformar esse trajeto numa competição internacional. Temos todos os ingredientes para agradar a todos", revelou Fábio Paiva, um dos ícones da canoagem no Brasil e um dos precursores da canoa havaiana no Brasil.

Depois da Volta à Ilha de Santo Amaro, o Circuito terá etapas em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, e Florianópolis, em Santa Catarina, mostrando que a modalidade vem ganhando força no litoral, apesar de ainda ter chegado ao País apenas em 2001. "No Havaí, as provas reúnem mais de 300 canoas. Com a nossa Costa, temos tudo para crescer muito. Sinto uma grande emoção na realização de um sonho, que para muitos seria loucura", disse Paiva.

"Hoje vejo muitas pessoas remando, que nunca imaginaria na água. A canoa havaiana é isso. Tem a filosofia de confraternizar, porque para que a embarcação ande bem é preciso que os seis estejam na mesma sintonia", ressaltou o canoísta, pioneiro na canoagem oceânica no Brasil.

Estarão em disputa as categorias masculina e feminina, em canoas OC6 (seis lugares). A prova terá limite de 16 equipes, de seis a nove atletas, e cada canoa terá de contar com uma lancha de apoio. As inscrições seguem abertas. Até o dia 30, as taxas são de R$ 570,00 para seis atletas, R$ 665,00 para sete, R$ 760,00, para oito e R$ 885,00 para nove canoístas.

Mais informações pelo e-mail canoabrasil@canoahavaiana.com.br, pelo telefone (13) 3261.2229 e no site www.canoahavaiana.com.br. A 5ª Volta à Ilha de Santo Amaro de Canoas Havaianas é organizada pela Canoa Brasil, com apoio da FMA Notícias e Prefeitura Municipal de Santos e a supervisão da Abracha. 

Fábio Paiva anuncia novidades para a canoagem

Depois de ser o pioneiro na canoagem oceânica e da canoa havaiana, Fábio Paiva já adianta que futuramente o Brasil terá uma nova modalidade ligada ao remo. "Não posso revelar ainda, porque estamos em negociação, mas fomentaremos bem mais a área náutica", frisou o canoísta, feliz com a grande aceitação da canoa havaiana, que em menos de sete anos já ganhou várias partes do País.

"Hoje temos embarcações até em Brasília e no Pará, onde já desafiamos a Pororoca. Vamos continuar batalhando sempre, querendo eventos organizados, pessoas interessadas. É preciso fomentar a evolução", contou. "Queremos fazer muitos desafios de remadas de longa distância, envolvendo travessias, expedições para os mais diversificados e inóspitos lugares. Este é o tipo que atrai a galera que gosta de aventuras", complementou.

Lançamento

Proprietário da Opium Fiberglass, a maior fábrica de caiaques do País (já lançou 86 modelos), Fábio Paiva sempre estuda novidades para caiaques e canoas. O novo lançamento é a canoa havaiana bipartida, que promete ser sucesso mundial. Ele criou um dispositivo (patenteado) que permite que uma canoa individual possa aumentar a capacidade de remadores, conforme desejar. "Esse projeto durou quase dois anos. Poderemos acoplar módulos, transformando de acordo com a necessidade e gosto, para duas, três, quatro, quantas pessoas quiserem. Facilita o transporte, custo, aumenta a velocidade", revelou.

Vasco da Gama

Com toda a sua vida ligada aos esportes com remo, Fábio Paiva fica orgulhoso ao falar do resgate da tradição de Santos nos esportes náuticos com a canoa havaiana. Desde outubro de 2004, ele comanda um núcleo no Clube de Regatas Vasco da Gama, na Ponta da Praia. Atualmente, entre caiaques e canoas havaianas são cerca de 300 embarcações, que dão um colorido especial à Baía de Santos.

Ele lamenta o fim de uma tradição dos barcos à remo, mas sabe que os caiaques e canoas têm tudo para crescer ainda mais. "Elas são embarcações mais práticas, possibilitando entrar em qualquer tipo de mar. A regata, como se falava antigamente com barcos à remo, não existe mais. Os clubes santistas não conseguiram manter tanta manutenção nos barcos em madeira, onde envolve alto custo para um número pequeno de usuários. Acredito que os clubes não estavam preparados ou mesmo atentos às mudança", afirmou.

Fábio também destaca um detalhe técnico para o crescimento das atividades. "No caiaque e na canoa, o objetivo fica à sua frente, diferente do barco à remo, onde remamos de costas", argumentou Fábio, mostrando animação com o incentivo da Prefeitura em relação à vocação da Cidade nos esportes náuticos. "Fiquei muito feliz quando soube do projeto de uma grande marina. Isto vai dar certo, tenho convicção", ressaltou.

Chamando a si mesmo de um dos "dinossauros" da canoagem no Brasil, Fábio Paiva fica orgulhoso ao ver que o Vasco da Gama acreditou no resgate do potencial náutico e topou uma ampliação da garagem. "Decidimos, em parceria, pelo crescimento e deu certo. Reformamos uma área que estava inativa e hoje, posso falar que o Vasco da Gama é, sem dúvida, o maior centro de canoagem oceânica e de canoa havaiana do Brasil", comemorou.