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28/05/08 - 11h19
Cidade completa 74 anos de
emancipação administrativa


da Redação 

O município de Guarujá completa 74 anos de emancipação administrativa na segunda-feira (30). Conhecida como “Pérola do Atlântico”, é considerada a cidades com as melhores praias do Litoral Paulista. Durante a semana, a prefeitura do Município realizará uma série de inaugurações de obras públicas, em comemoração a data.

Situado a 87 quilômetros de São Paulo, o Município tem população fixa de cerca de 300 mil habitantes, segundo a estimativa do IBGE, de julho de 2006. Guarujá possui dois padroeiros: Santo Amaro (15 de janeiro) e Nossa Senhora de Fátima (13 de maio).

Os atrativos locais são as praias, tanto pela diversidade quanto pela qualidade das areias e das águas, totalizando 18.400 metros de extensão. Enseada, Pitangueiras, Tombo, Astúrias, Pernambuco e Guaiúba são as mais procuradas, por sua infra-estrutura e localização. E outras menos urbanizadas, como a Prainha Branca, cujo acesso é feito por trilhas.

Existem também atrativos nas áreas de gastronomia, cultura, história, e equipamentos turísticos importantes, como fortes e aquário.
A história de Guarujá começa por volta de 1502, quando uma armada comandada por André Gonçalves e Américo Vespúcio, ancorou na Costa Ocidental da Ilha de Guaibê, situada ao sul da Ilha de São Vicente.

Segundo historiadores, os indígenas, habitantes do local, chamavam a terra de “Guaru-ya”. Para alguns pesquisadores, a palavra é assim decodificada: “Guaru” quer dizer sapo; “ya” vem de criar, crescer. Dessa forma, “Guaru-ya” significaria “viveiro de sapos”. Há outra versão: o nome derivaria de “Guaru-ya”, canal estreito entre pedras, que seria a passagem pelo mar, por uma antiga formação rochosa, entre as praias de Pitangueiras e Astúrias.

Os primeiros colonizadores portugueses que chegaram à região trouxeram outra pronúncia ao termo, que passou a ser Guarujá. Alguns a chamavam de Ilha do Sol. Mas foi um desses lusitanos quem acabou gerando a outra identificação atribuída à ilha. José Adorno, ao construir, em 1544, uma capela, em homenagem a Santo Amaro, deu o nome definitivo à ilha que abrigava Guarujá.

Em 1543, a ilha havia sido doada a Pero Lopes de Souza por seu irmão Martim Afonso de Souza. Até 1934, a Ilha de Santo Amaro teve de se conformar com a condição de apêndice. No período colonial, era subordinada à Capitania de São Vicente. De fins do século XVIII até as primeiras décadas do século XX, Guarujá viveu sob influência de Santos. Em fins do século XIX, a ilha passou a ter vida própria.

A fundação da Vila Balneária, em 1893, representou a grande arrancada para a existência de uma cidade soberana. Ela propiciou a fixação de capitais na região. Foram implantados diversos sítios de cultivo de cana-de-açúcar, arrozais, engenhos e bananais.

A emancipação administrativa foi em 30 de junho de 1934, por intermédio de decreto assinado pelo então presidente do Estado de São Paulo, Armando Salles de Oliveira. A emancipação política viria somente em 1948, quando a Cidade passou a ter direito de eleger seu primeiro prefeito: Abílio dos Santos Branco.