Notícias de              Cubatão
 
 Anuncie Grátis
 Assinatura
 Cartas
 Colunistas
 Conta-Gotas
 Contato
 Curta a Baixada
 Economia
 Editorial 
 Empregos
 Espaço Aberto
 Esportes
 Guia JB
 Horóscopo
 Internacional
 Opinião
 Publicidade
 Receita
 Religião
 Resumo Novela
 Saúde

 

 Quer anunciar
 grátis no JB?




 Importante:
  
 Esta seção é
 só para pessoas 
 físicas que
 queiram se
 desfazer de algo

 

 

 


02/06/09 - 11h32
Mais um livro que retrata a restauração
ambiental da cidade é lançado
 

da Redação
      

Esqueça aquela idéia de que Cubatão é sinônimo de poluição, isso é passado distante. É principalmente na recuperação da qualidade do ar, na volta dos peixes aos rios e na completa recuperação da Mata Atlântica que está a maior prova disso. O município, considerado o mais poluído do mundo nos anos 80, hoje é símbolo de restauração da flora e da fauna. Muito já se falou sobre isso, mas desta vez, uma bióloga resolveu abrir ao público o resultado de todo esse trabalho: Maria Cecília Furegato se concentra em mostrar a biodiversidade de Cubatão. O lançamento do livro “Cubatão, as cores da vida” será nesta quarta-feira (3/6), às 15 horas, no Bloco Cultural do Paço Municipal.

A autora traz toda a história ambiental da cidade. Reconta o florescimento da biodiversidade desde antes do descobrimento da região, quando os extintos “sambaquieiros” habitavam o lugar e construíam os sambaquis, verdadeiras colinas formadas com as cascas dos moluscos que comiam. Descreve, ainda, a fauna e a flora da região, como, por exemplo, o guará-vermelho – ave símbolo do lugar – e as árvores do manguezal. As 144 páginas do livro incluem belas fotografias tiradas pela autora.

Na cuidadosa pesquisa que precedeu a publicação do livro, Maria Cecília levantou toda a história da região. Ela descreve como os índios do planalto desciam ao litoral na época da seca, em busca de peixes e frutos do mar, e conta como essas trilhas pelas encostas foram percorridas pelos portugueses, transformando-se em estradas que, modernamente, tornaram possível o surto industrial ocorrido na região.

A autora não esconde o estrago feito pelo ser humano, a destruição da vegetação dos mangues, cortada para fornecer tanino e anilinas às indústrias, mas mostra a conscientização dos empresários, que contribuíram com a recuperação da natureza, tanto que hoje São Paulo detém a maior mancha contínua de Mata Atlântica preservada no Brasil, incluída a área de Cubatão, na qual um censo da fauna revelou a existência de 134 gêneros de aves, pertencentes a 28 famílias.

Há 13 espécies de beija-flor, que a autora retrata nos seus minúsculos ninhos, construídos com líquens e teias de aranha; aves que ajudam a estender a mata, como as duas espécies de tucano, que regurgitam as sementes que colhem nas árvores; e nada menos que 24 espécies endêmicas, isto é, que no mundo inteiro só existem naquela região. Há ainda 19 espécies ameaçadas de extinção.

A obra não se limita às aves, entretanto, apresentando cada um dos caranguejos do mangue - o guaiamu, o caranguejo-marinheiro, o chama-maré e o uca; ilustra com fotografias a estranha reprodução das árvores do manguezal, nas quais as sementes permanecem na árvore-mãe, germinam antes do fruto se desprender, e só após um ano, os embriões se desprendem para, carregados pela água, serem levados até um local onde possam se fixar e crescer.


Autora - Quando menina, criada em uma casa com quintal grande em São Vicente, Maria Cecília Henrique Furegato deixava as bonecas de lado para observar os pássaros. Por opção ou por amor, como assinala, escolheu a carreira de bióloga, numa época em que a maioria das adolescentes preferia Medicina. Dedicou a sua vida à Biologia e vive cercada de flores e bichos no Orquidário Municipal de Santos e, aos sábados, na Reserva Natural da Carbocloro, em Cubatão.

Serviço


Lançamento do livro “Cubatão, as cores da vida”


Tarde de autógrafos com a autora Maria Cecília Furegato

Data: Dia 3 de junho às 15 horas

Local:
Bloco Cultural do Paço Municipal

Entrada gratuita