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13/05/08 - 16h44
Eventos marca, dia nacional contra abuso
e exploração de crianças e adolescentes  

Promoção é da Accec com apoio da Prefeitura e do CMDC

da Redação

Assinalar a passagem do Dia Nacional contra o Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio) e conscientizar a população quanto à necessidade de denunciar. Esses são os objetivos da caminhada, que sairá, nesta sexta-feira (16), às 7h30, defronte do Centro Esportivo Castelão (Rua Embaixador Pedro de Toledo, 365, Centro) e das palestras, no mesmo dia, a partir das 10 horas, no Teatro Municipal. Quanto ao último evento, as abordagens ficarão a cargo de especialistas de entidades da Capital, inclusive ligadas à Universidade de São Paulo (USP).

A promoção é da Associação Cubatense de Capacitação para o Exercício da Cidadania (Accec), com o apoio da Prefeitura e do Conselho Municipal de Defesa da Criança e do Adolescente (CMDCA). As informações são do coordenador do Projeto Voz do Silêncio, da Accec, o psicólogo Genivaldo Maciel Ferreira.

Segundo adiantou, da caminhada deverão participar organizações não governamentais; estudantes e idosos. Mas, conforme disse, todos que quiserem tomar parte serão bem-vindos. Depois de sair da área defronte ao Castelão, deverá passar pela frente da Escola Estadual Afonso Schmidt, tomar a Avenida Nove de Abril, até a altura do Teatro, e depois voltar ao local da partida. Em todo o trajeto, está prevista a distribuição de folhetos, com informações sobre as providências a serem tomadas no caso da violência sexual.

Palestras

São os temas das palestras, abertas ao público em geral: Pedofilia e Responsabilização, a cargo da coordenadora do Centro de Recuperação de Vítimas de Violência Doméstica, a doutora Dalka Chaves de Almeida Ferrari; Abuso e Violência, pela mestra docente Leila Salomão de La Prata Cury Tardivo, coordenadora do Projeto Apoiar, ligado ao Instituto de Psicologia da USP, e Violência contra Meninos, pelo mestre em Psicologia Antonio Augusto Pinto Júnior, do mesmo Instituto.

Conforme lembrou Genivaldo, desde a implantação do Projeto Voz do Silêncio, em 2004, foram atendidos pela Accec cerca de 200 casos. Segundo o psicólogo, têm ocorrido em média 50 novos casos por ano. "Para cada caso registrado, há 10 que não aparecem, alguns ficarão ocultos pelo pacto do silêncio, que pode durar toda a vida", disse. Isso significa que o número deve ser cerca de 10 vezes maior, e vale lembrar que crianças abusadas que não recebem tratamento psicológico podem se tornar adultos abusadores, gerando um ciclo sem fim.

Quem souber de algum caso e quiser ajudar a vítima, pode encaminhar denúncias para o Conselho Tutelar, (13) 3361-1770; Delegacia da Mulher, (13) 3363-2141 ou outras delegacias; Voz do Silêncio, (13) 0800-7720020 (que recebe denúncias anônimas) e Rede Especializada de Atenção às Vítimas de Violência Sexual (Reavis), (13) 3361-6414. O número telefônico 100 recebe denúncias de casos de qualquer localidade do Brasil.

72 horas

Para evitar doenças sexualmente transmissíveis e Aids, a criança ou adolescente vitimizada deverá ser encaminhada, no prazo máximo de 72 horas, a uma das unidades municipais de saúde, de modo que receba medicamentos, sempre em sigilo absoluto. São os locais: Pronto Socorro Central, à Avenida Nove de Abril, 2.800, Vila Nova, (13) 3361-8714/6348/8561; Pronto Socorro infantil, à Avenida Martins Fontes, 132, Vila Nova, (13) 3361-8846; Serviço Ambulatorial Especializado, à Rua D. Pedro I, 104, Vila Nova, (13) 3362-6414; Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), Avenida Pedro José Cardoso, 267 (Rua da Cidadania), conjunto 13, (13) 3372-5591.