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O Mercado Municipal de Santos chega hoje aos 60 anos, tentando retomar o prestígio de décadas atrás e atrair clientela, que hoje ainda é escassa devido a um longo período de decadência. Permissionários, tanto os mais novos quanto os que acompanham a história do mercado, reconhecem que as iniciativas implementadas pelo Poder Público nos últimos meses já trouxeram resultados, entre os quais o aumento na frequência do local, mas concordam que é preciso revitalizar o entorno e divulgar o estabelecimento como destino turístico para renovar e diversificar o público. Dos seis boxes que ainda estão vazios, cinco serão ocupados no sábado, afirmou o chefe do Departamento da Administração da Região Central Histórica, Newton Carvalho, que assumiu o posto há seis meses. Dois deles serão floriculturas, em um funcionará uma sorveteria e no outro, uma doceria. A documentação dos futuros permissionários já está em fase final de análise. O outro box deverá ser uma peixaria, mas ainda não há definição. O mais novo negócio do Mercado Municipal é a Mortadela Santista, uma lanchonete cuja primeira unidade foi inaugurada há um ano no Centro de Santos. "No Mercado Municipal de São Paulo, o sanduíche de mortadela já é uma tradição. Então, por que não daria certo em Santos?", conta Celso Bizerra, proprietário da lanchonete. "Abri umano Centro.Depois, o projeto de restauração do mercado meinteressou evim para cá". A segunda unidade da Mortadela Santista foi inaugurada em 3 de novembro. O movimento ainda não é grande: ele vende, em média, 20 sanduíches por dia. "Mas nem isso eu esperava no começo. O investimento que fiz aqui é para retornar em um ano, porque acho que isso vai bombar daqui a um tempo". Segurança Segundo Newton Carvalho, outra iniciativa recente da Administração para recuperar o mercado, além da ocupação dos boxes ociosos, foi o reforço na segurança, em um trabalho de vigilância permanente da Guarda Municipal em parceria com as polícias civil e militar. "Tiramos o pessoal que ficava dormindo na porta do mercado, moradores de rua". No vão central do mercado acontecem durante a semana oficinas de dança e capoeira para a comunidade local e aulas de ginástica para a terceira idade, por meio de projetos de inclusão social do Município. Há seis meses, a mesma área é palco de orquestras e grupos musicais aos sábados. "Mais do que trazer os moradores do entorno, o objetivo também é trazer gente para ver como o mercado está mudando". Além de sediar a Administração Regional da Região Central Histórica, no prédio funcionam ainda um posto do Acessa São Paulo - iniciativa que oferece internet grátis, cursos de educação para o trabalho e empreendedorismo gratuitos, pelo Senac e Sebrae, e o Projeto Oficinas Querô. O próximo passo para revitalizar a parte interna do Mercado Municipal é a ocupação do mezanino, com 22 boxes ociosos. "Vamos estudar como ocupar esses espaços. A idéia é diversificar mais, com vestuário, por exemplo", ressaltou Cardoso. Fonte: A Tribuna, Santos/ Bruno Guedes
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