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A coligação de oposição Praia Grande ainda melhor, do candidato a prefeito Alexandre Cunha (PMDB), protocolou ontem (8) Ação de Impugnação de Proclamação de Resultado no Cartório da 317ª Zona Mãe. Com base em 50 denúncias de irregularidades no pleito que levou à vitória do governista Roberto Francisco (PSDB), os advogados do grupo opositor esperam convencer o juiz eleitoral Renato Zanela Pandin e Cruz Gandi de que o processo eleitoral ocorrido no domingo precisa ser anulado. Segundo um dos advogados da coligação, Valdemar dos Santos, a ação foi protocolada ontem para atender o prazo. "Hoje (ontem) era o último dia. Mas temos mais coisa para levantar, mais denúncias a serem apuradas, que serão acrescidas ao processo", disse, apostando em uma resposta rápida e favorável da Justiça Eleitoral. "Dentro de, no máximo, dez dias, teremos um parecer". Os advogados da coligação fizeram questão de ressaltar que isentam a Justiça Eleitoral de qualquer envolvimento. Porém, acreditam que o órgão não teve condição de vigiar a Cidade adequadamente, no domingo. "Foi incrível. As pessoas nem se escondiam para comprar voto. Chegavam nas casas das pessoas e ofereciam dinheiro em troca do título", citou Valdemar Santos. Diante disso, a coligação quer anular o pleito, para que seja feita nova eleição. "Se isso for feito, Cunha vence. Não tenho dúvida. Nós fomos dormir no sábado com uma vantagem de, no mínimo, 12 mil votos. E, no domingo, deu aquele resultado", lamentou o advogado. Movimentação Denúncias de irregularidades no pleito surgiram antes mesmodo resultado final ser confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Partidários da coligação de Cunha, com os dados de Boletins de Urnas nas mãos, já questionavam a provável derrota. Entre segunda e terça-feira, começaram a surgir denúncias esporádicas nos cartórios eleitorais e até mesmo em delegacias. Uma das irregularidades apontadas se baseia no Boletim de Ocorrência nº 1.385/08, de constrangimento ilegal, registrado na última terça-feira por uma funcionária da Prefeitura que trabalha como auxiliar do Cartório da 406ª Zona Eleitoral. No BO, ela relata a possibilidade de fraude nas urnas, após o trajeto entre o Cartório e as escolas. Segundo a moça, nenhum lacre pareceu rompido nos colégios no momento da instalação das urnas. Mas, durante o pleito, foi chamada em várias unidades para fazer a manutenção das máquinas, verificando flash cards deslocados, impressoras sem funcionar e urnas sem funcionar, sendo necessário trocá-las. De acordo com o chefe do Cartório da 317ª Zona, Frederico Borges Affonso, mais de 50 denúncias já haviam sido protocoladas até o início da tarde de ontem, incluindo o pedido de cópia de todas as atas das eleições, com a assinatura dos votantes, formulado pelo advogado de Cunha. "Queremos ver se preso ou falecido votou. Tenho no escritório cerca de 2 mil certidões de óbito, dentre as quais, pelo menos umas 150 `votaram'. Também tenho casos de presos no CDP que teriam votado", revelou Valdemar Santos. Ele citou ainda a denúncia da compra de voto que mobilizou a Polícia Federal na véspera da eleição, com flagrante. "Caso a eleição não seja anulada, o candidato envolvido não será diplomado, se depender de nós". Fonte: A Tribuna/Pedro Cunha
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