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- 21h32
Corretor de imóveis: entre
negociações e bom relacionamento
da
Redação
Antigamente eles eram
conhecidos como agentes de comércio, só em 1942 o Ministério do Trabalho,
por meio de Carta Sindical, os designou como corretores de imóveis. E na
última quinta-feira (27) foi comemorado o dia deles. Há 47 anos, em 27 de
agosto de 1962, foi promulgada a primeira lei regulamentando a profissão.
O delegado de Santos do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do
Estado de São Paulo (CRECI-SP), Carlos Ferreira, destaca que a importância
da atividade vai além de uma simples negociação, envolve confiança e
responsabilidade. ?Muitas pessoas juntam dinheiro a vida toda para comprar
um imóvel, se sacrificam para dar entrada, para financiar. E se o negociador
não for ético, pode por tudo a perder?.
O CRECI é o responsável pela fiscalização do exercício da profissão e
assegura o cumprimento da regulamentação e do código de ética dos corretores
de imóveis. Quem não segue o código ou exerce a profissão ilegalmente é
penalizado com multa e pode até responder criminalmente. Ferreira credita ao
trabalho realizado pelo órgão nos últimos anos o reconhecimento que a
profissão adquiriu, ?hoje o corretor é respeitado em todo o Brasil?.
Para o delegado regional, esse respeito surgiu da segurança que é passada
tanto para quem compra quanto para quem vende imóveis. Um exemplo é o
credenciamento dos corretores de imóveis por meio do cartão de regularidade
profissional, que possibilita à sociedade o conhecimento da procedência
desses profissionais. Além de exigir a apresentação do cartão, quem quiser
pode consultar uma relação com os dados de todos os corretores de imóveis
cadastrados no CRECI no site www.crecisp.gov.br.
Para Ferreira, sendo correto e honesto, ser corretor de imóveis pode ser a
melhor profissão do mundo. Muito mais do que saber negociar ou intermediar
imóveis, a profissão se baseia no relacionamento. Corretor de imóveis há 32
anos, Ferreira começou atendendo os amigos, e hoje atende os netos deles;
além disso, muitos clientes viraram amigos.
Mercado
A Delegacia de Santos do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis é
responsável por uma área com cerca de um milhão e duzentos mil moradores.
Alguns atrativos têm contribuído para o aumento dessa população, assim como
pela procura por imóveis, como a facilidade de financiamento, com prazos
longos e juros baixos, a possibilidade de novos negócios, a proximidade de
São Paulo e a grande capacidade turística.
Esse crescimento é diretamente acompanhado pelo aumento de profissionais que
atuam no mercado imobiliário. Segundo Ferreira, em junho foram emitidos na
região, 526 cartões de regularidade profissional. Em julho, esse número
saltou para quase mil e a expectativa é de que se mantenha em agosto.
Segundo o delegado regional, assim como em todas as profissões, muitas
pessoas deixam de atuar no mercado, mas atualmente, no segmento imobiliário,
para cada corretor de imóveis que sai, entram dez.
O corretor de imóveis presta um trabalho de consultoria em todos os
sentidos, e para isso ele deve estar bem qualificado. É necessário que o
profissional seja Técnico em Transações Imobiliárias e tenha conhecimentos
em direito imobiliário, matemática financeira, engenharia, arquitetura,
topografia, informática.
Segundo Ferreira além de ter uma base de todos esses aspectos, é importante
conhecer a região na qual trabalha e ser capaz de traçar o perfil do cliente
para buscar o imóvel que atenda às necessidades dele. Mas o imprescindível
para um corretor de imóveis é não vender para os clientes aquilo que ele não
compraria para si.
Para quem quer ingressar na profissão, é necessário ter o ensino médio
completo. O primeiro passo é procurar o Sindicato dos Corretores de Imóveis,
onde é possível se informar sobre os cursos técnicos. Para receber a
carteira profissional, basta ser aprovado nas avaliações do CRECI. Em ato
solene, é feito juramento sobre a bandeira nacional e o código de ética
profissional. Ferreira alerta que no futuro, o candidato também deverá ter
curso superior completo.
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