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31/07/09 - 15h39
Procura por tratamento contra crack
e cocaína dispara nas classes A e B

Aumento na procura por atendimento pelos usuários
que possuem renda acima de 20 salários mínimos subiu 139,5%


da Redação

Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde revela uma mudança significativa no perfil dos usuários de crack e cocaína que procuram o sistema público de saúde para tratar do vício. De 2006 para 2008, foi registrado um aumento de 139,5% no número de usuários que possuem renda acima de 20 salários mínimos querendo largar o vício, passando de 152 atendimentos em 2006 para 388 no ano passado.

Em 2006, 1.538 pessoas procuraram os serviços para abandonar a cocaína e o crack. Elas tinham idade média de 30 anos e as classes A e B não passavam de 12% dos atendimentos.  

Já em 2008, o número geral de pacientes aumentou em 71% _ saltando para 2.638. A idade média caiu para 29 anos e houve um aumento de 139,5% no número de pacientes que possuem renda acima de 20 salários mínimos, saindo de 152 atendimentos em 2006 para 388 em 2008. Com isso, eles passaram a representar 15% dos atendimentos. Os homens ainda são a maioria dos pacientes, representando 76,54% do total.

“Os números comprovam a tendência que vemos nos consultórios, os jovens estão cada dia se drogando mais e as famílias não conseguem encontrar um caminho para evitar o problema”, afirma a diretora do Centro de Referência de Álcool Tabaco e Outras Drogas, Luizemir Lago.