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O Estado de São Paulo reduziu em 33% o número de mulheres que passam por tratamento de câncer de mama quando a doença já está em situação avançada. Levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde indica que, em 2004, 1.314 mulheres paulistas passaram a fazer o tratamento quando o câncer de mama atingia o estágio III contra 874 mulheres na mesma situação em 2006. Os dados são da Fundação Oncocentro de São Paulo (Fosp). Se forem levadas em conta apenas as mulheres da capital paulista, a redução do número de casos de câncer de mama em nível III foi ainda maior, alcançando 60% em 2006. Em 2004 foram registrados 397 casos contra 159 no ano passado. A principal razão para a queda do número de casos de câncer de mama em estágio avançado é a realização, a partir de 2005, de dois mutirões anuais de mamografia em todo o Estado. A ocorrência dos mutirões permite o diagnóstico precoce da doença, facilitando o tratamento e aumentando a chances de cura da mulher. No último mutirão, realizado em maio deste ano, foram atendidas cerca de 100 mil mulheres em mais de 300 serviços de saúde em todo o Estado. O câncer de mama é considerado nível III quando os tumores atingem mais de 5 centímetros e já afetam os gânglios da axila. Neste caso, a doença já está tão avançada que é necessário fazer tratamento quimio e radioterápico, além de cirurgia para extração do tumor. O nível III do câncer de mama é o segundo em gravidade; além dele há o nível IV. “Há dois anos, cerca de 40% das
mulheres que procuravam tratamento no Hospital Pérola Byington chegavam
com os tumores em estádio avançado, diminuindo as chances de cura. Em
2006, esse número caiu para 14%”, explica Luiz Henrique Gebrin, diretor
da unidade, que é referência em saúde da mulher. Fonte: Secretaria Estadual de Saúde |
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