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O
que têm em comum o medalhista de ouro Hugo Hoyama, a medalhista de prata
Janeth Arcain e o medalhista de bronze Carlos Chinin, além de terem
contribuído para o Brasil estar no pódio tantas vezes durante os Jogos
Pan-americanos? São atletas que treinam intensamente em suas modalidades
esportivas, chegando a competir sentindo dor. De acordo com o médico
ortopedista Lafayette Lage, especialista em quadril e medicina esportiva,
eles também correm risco de adquirir dor crônica. "Dependendo
do esporte que se pratica, apenas uma única articulação é
comprometida. Praticantes de tae kwon do, ginástica olímpica, futebol,
basquetebol e tênis de mesa, por exemplo, costumam desenvolver problemas
no quadril com mais freqüência. Quem joga futebol também acaba
`castigando´ demais as articulações dos joelhos, assim como os atletas
que competem no pentatlo e decatlo modernos. Os jogadores de vôlei, por
estarem expostos à intensa movimentação de braços, pernas e quadris,
costumam antecipar os mais diversos problemas de artrose quando estão na
faixa dos 30 anos", diz Lage. Segundo
o especialista, quando a doença se instala, o esportista pode se queixar
de uma dor que não consegue precisar de onde vem. O atleta passa a sentir
dor durante treinamentos e jogos, estando mais exposto a lesões. Esse indício
de sobrecarga pode ser acompanhado por outros: sensibilidade exagerada nas
articulações, inchaço, crepitações (estalos), atrofia muscular e
instabilidade articular. Em caso de lesão no quadril, é comum a pessoa
sentir uma espécie de falseio ao se levantar ou um estalido na virilha,
que deve ser investigado rapidamente para não correr risco de haver a
destruição irreversível do quadril. Para
controlar a dor daqueles que continuam a jogar profissionalmente e
proporcionar qualidade de vida aos atletas que já estão encerrando a
carreira, Lage diz que há opções interessantes. "O repouso da região
afetada é necessário sempre que possível, mas o esportista pode contar
com fisioterapia, hidroterapia, exercícios para fortalecer os músculos
que revestem as juntas, estimulação por microcorrentes elétricas, correções
ergonômicas, medicamentos antiinflamatórios, tratamento com ondas
eletromagnéticas e cirurgia". Segundo
o ortopedista, o tratamento com ondas eletromagnéticas oferece vantagens
por não ser invasivo, não ser dolorido e não provocar efeitos
colaterais. "O tratamento com PST (Pulsed Signal Therapy) tem sido
indicado com sucesso, principalmente nos casos de dor na coluna, nos
joelhos e nas mãos. Também é excelente na recuperação de pacientes
que passaram pela artroscopia de quadril". A
maioria dos grandes times de futebol na Alemanha dispõem do equipamento
de PST no próprio estádio, sendo utilizado logo após o treino nos
atletas com dor. "O PST tem um excelente poder de regeneração do
tecido conjuntivo (tendões, cartilagem, cápsula articular e músculos) e
nas fraturas de estresse, muito comuns em atletas, permitindo o retorno ao
esporte com a grande vantagem de não ser tóxico como a maioria dos
medicamentos antiinflamatórios", diz Lage. Casos
em que a cirurgia é a melhor garantia de a pessoa levar uma vida saudável
contam com os avanços na área de próteses. "A cirurgia de superfície
(resurfacing), que utiliza a prótese de metal-com-metal, feita em cromo e
cobalto, tem apresentado excelentes resultados no Brasil. É ideal para
jovens, já que preserva o colo do fêmur e o paciente fica com uma
articulação praticamente perfeita", diz o ortopedista. ? Fonte:
Dr. Lafayette Lage, médico ortopedista, especialista em Medicina
Esportiva e Quadril da Clínica Lage Ortopedia de Ponta
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