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Capítulo 28

Chuva em lugar que não chove!
Veja também:

  Capítulo 27

  Capítulo 26

  Capítulo 25

  Capítulo 24

  Capítulo 23

  Capítulo 22

  Capítulo 21

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Capítulo 6 - "Silêncio no Brooklin!!!!!"

Bem galera, vou voltar um pouquinho no tempo para contar umas historinhas de quando eu tinha uns 10 aninhos...

Como já disse aqui uma vez, cresci, até o início da adolescência no bairro de S. Paulo chamado Brooklin Paulista.

Para o pessoal de fora de S. Paulo se localizar: fica entre as avenidas Berrini (naquele tempo era o maior brejo, lá) e a Santo Amaro, vizinho dos bairros Vila Olímpia (o das boates e das casas de espetáculo), Campo Belo e Moema.

Foi uma infância muito feliz e bem vivida. Cresci num prédio do Brooklin para o qual meus pais mudaram, quando eu tinha 6 meses de vida, em 1977.

Como era um prédio novo, sendo sua grande maioria de moradores composta de jovens casais, com filhos pequenos, crescemos, eu e meu irmão Tiago, junto com uma turma muito legal, na qual temos amigos até hoje: Fernanda, Renatinha, Renatona, Celso, Bruno, Diego, Neto, Tici, Fefe, Roberta, Ralf.

Haviam muitos outros, que com tempo se mudaram e acabei perdendo o contato, uma pena. De qualquer forma, não esqueci deles não!

O prédio era (era, não, é, pois está lá até hoje !) pequeno, com 34 apartamentos e todo mundo se conhecia, as crianças e os pais.

Assim, vira e mexe pintava uma situação em que os pais se envolviam nas nossas briguinhas, como naquela na qual a peste do Bruno me tomou o talquinho de passar no meu bebezão da Estrela (lembram dele? era tão fofo!) e o despejou na minha cabeça; fiquei parecendo o Gasparzinho!

Quando cheguei chorando em casa e minha mãe viu a tragédia, não teve dúvida: me tomou pela mão, descemos ao playground do prédio onde eu tinha sido "batizada" pelo Bruno, pegou o talco que ainda estava lá, pegou o pestinha pelo braço e tascou na sua cabeça, pra êxtase da galera que assistia tudo, de camarote!

O Bruno ficou igualzinho a mim , um fantasma. Sua primeira reação foi de ameaçar um choro, só que nessa hora sacou que estava igual a mim, ou seja, muito engraçado, e começou a rir, como eu e o resto da turma. Conclusão: ficamos muito perfumados naquele dia e ninguém brigou ...

Havia também o clube do terror, em que os meninos ficavam bolando coisas para assustar os menores e as meninas com assombrações no elevador, nos muros, nas escadas ...

É famosa a história do Mão Branca, que me aterrorizou um bom tempo. Era o seguinte: os meninos chefiados pelo Celso, pulavam o muro do prédio vizinho, se escondiam lá e, como se estivessem num teatro de fantoches faziam aparecer a mão de um deles, sobre o muro, com uma baita de uma luva branca; a Mão Branca fazia movimentos de garra e se movimentava.

Acreditávamos nisso mesmo! Durou até o dia em que flagrei os preparativos dos pentelhos, armando o circo pra nos assustar.

Bobinho, né?! Mas vocês queriam o quê, eu só tinha 10 anos. Naquele tempo, o grande sucesso na TV, para mim, era o Chaves, lembram dele? Acho que ainda passa no SBT. Eu curtia demais!!


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