Capítulo 8 - "Uma volta ao passado..."
Como da última edição de nosso site, vou voltar mais um pouquinho no tempo e relembrar de um evento, quando eu tinha entre 4 e 5 anos.
Essa foto tem uma historinha.
Meu pai tem um tio, o tio Wilson, que sempre gostou muito de curtir o verde, meio natureba, vocês conhecem o tipo! Aliás, eu sou bem assim!
Assim, esse tio acabou comprando um belo sítio lá prás bandas de Embu Guaçu, onde a Mata Atlântica ainda estava intacta. Um sítio lindo, às margens de um rio cheio de peixes e onde, acreditem, se nada até hoje! É de se espantar, sim, pois quero lembrar que Embu Guaçu faz parte da Região Metropolitana de São Paulo e fica somente a 40 km do Brooklin Paulista.
Meus pais gostavam muito de visitar esse tio, pois o local era de fato muito especial.
Um dia, o tio Wilson ofereceu um churrasco (que era feito sob as árvores, uma delícia!), convidou-nos e a vários outros amigos e parentes. Claro que rolou muito chope!
Lá pelas tantas, alguém se lembrou das crianças - afinal, era um sítio e havia o tão almejado espaço para elas, e com tudo isso era normal que nós sumíssemos- e foi dado início a uma recontagem geral. Apareceram o Tiago, o André, o Fábio, a Renata, a Fernanda, etc. e tal, exceto dois: eu e o priminho Dudu, filho dos tios Wilson e Noemi.
Procura que procura, e nada. Quando o desespero já estava batendo, com gente falando de chamar os bombeiros, a polícia, o prefeito de Embu Guaçu, alguém resolveu dar mais uma olhadinha na estrada de acesso ao sítio, que era de terra e com grandes poças de água- lá chove muito, é a Mata Atlântica, gente!
Essa pessoa fez um pente fino, parando de poça em poça e ... surpresa, lá estavam, dentro de uma poça de lama, duas criaturinhas completamente camufladas de lama, onde se viam apenas os olhinhos, como dois leitões! Para meu primo Dudu, era uma brincadeira do dia-a-dia, mas para mim, uma habitante do asfalto, era realmente o máximo! Imaginem, brincar na lama!
Sei dizer que meu tio Wilson riu muito- até fez a foto, mas meus pais não riram muito, não- afinal, ainda estavam sob o efeito do susto. Até hoje, de vez em quando, a gente conversa sobre esse episódio e damos boas risadas
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