Capítulo 12: "Como tudo começou..."
Por volta dos meus dezoito anos, todo mundo falava que eu tinha que seguir a carreira de modelo. Um belo dia, resolvi escutar o que diziam e procurei algumas agências, pelas quais fui muito bem recebida.
A partir daí, começaram a pintar vários trabalhos, como o de garota propaganda da marca Sete Sete Cinco, o comercial da 89FM, desfiles para a Sexy Machine, entre outros.
Em julho de 1998, participei da seleção de Hzetes (assessoras de palco), que seriam contratadas para trabalhar no H de Inverno. Seria apenas para aquela temporada em Salvador.
No dia da seleção, fui com minha amiga Cristina, super desencanada, pois eram muitas garotas concorrendo para a mesma vaga. Entramos num estúdio e, o pessoal da produção pediu para começarmos a dançar. Minha amiga e eu ríamos muito, pois nunca tínhamos dançado em frente a uma câmera e, ainda mais, com várias pessoas nos analisando (estes eram da produção do programa).
Após dois dias, recebi um telefonema da produção do programa, dizendo que eu estava aprovada e embarcava no dia seguinte para Salvador. Fiquei muito feliz, mas ainda não tinha contado para os meus pais. Aí veio o problema. Eles não gostaram da idéia, mas mesmo assim aceitei e viajei.
Fiquei como Hzete durante toda essa temporada. Ao final, a produção do programa, que havia gostado da minha atuação, me convidou para trabalhar em São Paulo, como Hzete fixa. Adorei a idéia e trabalhei nisso durante 6 meses. Nessa época, minha família já me dava todo o apoio que eu precisava.
Em janeiro de 1999, recebi um convite do Luciano Huck para interpretar a Feiticeira. No começo, fiquei com medo e resolvi pensar na idéia. Conversei com meus pais e meu irmão Tiago antes de responder. Todos me apoiaram e, então, aceitei a proposta.
Minha estréia como Feiticeira, foi no H de Verão, que aconteceu no Rio de Janeiro. No primeiro dia, fiquei muito nervosa, pois tive que incorporar um personagem que, até aquele momento, não tinha "forma". Usei toda minha criatividade e sensualidade, mas quando saí do palco, corri para o camarim e comecei a chorar. Achei que aquilo não ia dar certo, além de que não era a minha cara.
O meu consolo veio após terminar a gravação, quando o Luciano Huck e o diretor do programa me disseram que eu tinha sido o pico de audiência da história do H. Isso me deixou feliz e, hoje, incorporo a Feiticeira com o maior prazer e dedicação.
|