Capítulo 13: No táxi, em Paris...
Em março deste ano, fui com minha mãe passear em Paris. Embarcamos cheias de coragem, mesmo sabendo que, como dizem por aí, os franceses não conversam com pessoas que não falam a língua deles, o famoso francês.
Chegando lá, descemos naquele enorme aeroporto e pegamos um táxi. Entramos no carro e eu não sabia como explicar para o taxista onde ficaríamos hospedadas. Então, resolvi mostrar o cartão do hotel e ele entendeu. Nos levou até lá, ele ajudou a tirar as malas do carro e ficou aguardando o pagamento. Nisso, eu peguei minha carteira e tirei o dinheiro para pagar. Aí que veio a bomba! Nem uma de nós tinha trocado os dólares que tínhamos levado e o taxista não aceitava o pagamento sem ser em francos (moeda local).
Estávamos perdidas! Era de madrugada e não tínhamos onde trocar os dólares. Nos matamos de rir, afinal de contas, éramos estrangeiras e não conhecíamos ninguém que pudesse nos ajudar naquele momento.
No meio dessa confusão, apareceu o recepcionista do hotel e, graças a Deus, falava espanhol. Conseguimos explicar o que estava acontecendo e ele tentou convencer o taxista a aceitar o pagamento em dólares. Mas o homem, ficou mais bravo ainda, disse que não aceitaria e iria chamar a polícia. O recepcionista acabou trocando os nossos dólares por francos, que tirou do próprio bolso, e pagou o motorista.
Com isso, o taxista foi embora e a confusão terminou. Somente no dia seguinte, que o senhor François (recepcionista) conseguiu trocar os dólares, já que no próprio hotel havia um setor de câmbio (que estava fechado de madrugada). Acho que se não fosse ele, nós estaríamos discutindo até agora e teríamos perdido a viagem!
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