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Futevôlei
Pessoal, este esporte vem ganhando espaço nas areias das praias do Brasil e do mundo. Cada vez mais pessoas começam a praticar esta atividade, pois ela une o prazer de estar na praia com a vontade de se exercitar e se divertir com amigos.
Muitos craques do futebol profissional, como Edmundo, Romário e Renato Gaúcho já aderiram a esta nova modalidade.
Conheçam um pouco mais sobre este super esporte, que surgiu a partir de dois outros já consagrados: o futebol e o vôlei.
História
Este esporte foi criado no ano de 1965, no Rio de Janeiro, por um grupo de rapazes liderados pelo ex-jogador Otávio de Moraes.
Na época, a ditadura ainda se mantinha no país e a polícia proibia a prática do futebol e linha de passes na praia a partir de um horário definido. Por esse motivo, Otávio e seus amigos resolveram jogar futebol numa quadra de vôlei de praia, em frente à rua Bolívar na Praia de Copacabana.
A partir daí, vários jogadores profissionais daquele tempo como Carlinhos, Didi e outros passaram a praticar o esporte. O Futevôlei começou então a se espalhar pelas quadras de Copacabana e pelas outras praias vizinhas, como Leme e Leblon.
Na década de 80, os torneios começaram a fazer parte da programação das redes de televisão e muitos eram passados ao vivo.
Com o interesse das redes televisivas e dos jogadores profissionais, o esporte começou a ser mais conhecido e a ganhar mais adeptos.
Uma maior organização do esporte só veio com o surgimento das primeiras associações como a ACAF e a AESPO. Em 1998, é criada a Confederação Brasileira de Futevôlei e surgem os primeiros campeonatos oficiais nacionais.
Fundamentos
· Saque - Consiste em golpear a bola com um dos pés fazendo-a passar sobre a rede em direção ao campo adversário. Existem várias técnicas para executar o saque, mas a que é considerada a de maior grau de dificuldade de recepção é aquela em que a bola não gira sobre seu eixo, pois para sua execução é preciso golpear a bola secamente. A escolha do tipo de saque depende de vários fatores, tais como, condições de vento e o adversário que vai recepcionar (escolha sempre o jogador da dupla adversária que tiver a pior recepção ou o pior ataque).
· Recepção - Consiste em recepcionar a bola colocando-a em ótimas condições para que o seu parceiro possa realizar o segundo toque colocando-a em condições de ser atacada com o máximo de eficiência. A recepção pode ser feita com os pés, coxa, canela, cabeça e ombros. Mas a que coloca a bola em melhores condições é a efetuada com o peito. A bola deve ser recepcionada a uma boa altura e em direção à rede, para que o companheiro possa efetuar o segundo toque com o máximo de precisão.
· Ataque - Consiste em colocar a bola na quadra do adversário de forma a fazer com que o mesmo não tenha condições de devolvê-la. Os ataques podem ser: curtos ("pingadas"), onde o atacante coloca a bola próxima à rede do campo adversário, o mais longe possível deste; longos, onde a bola é colocada no fundo da quadra; em diagonal, onde a bola cruza a quadra lateralmente; paralelo, onde a bola é colocada paralelamente ao eixo da quadra; de força, onde o atacante golpeia a bola com violência fazendo-a ganhar velocidade. A cabeça é o membro mais utilizado para efetuar o ataque. O tipo de ataque vai depender do posicionamento defensivo do adversário, do atleta da dupla adversária escolhido para efetuar a defesa (geralmente ataca-se no atleta de pior recepção ou pior ataque) e das condições em que o parceiro coloca a segunda bola.
· Defesa - Consiste em impedir que o ataque adversário faça a bola tocar o solo da própria quadra. Para realizar uma defesa eficiente faz-se necessário uma série de fatores: posicionamento correto na quadra que deve ser previamente combinado para que não haja dúvidas de quem deve recepcionar a bola em determinada posição; antecipação na jogada que consiste em antever sua jogada e colocar-se no melhor posicionamento para realizar a recepção; preparo físico e técnico para que o jogador possa se movimentar em direção à bola com rapidez e efetuar o passe com eficácia; cobertura de ataque, que consiste em resguardar os espaços deixados pelo parceiro quando o mesmo se desloca em direção à rede para efetuar o ataque.
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