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Baía de Guanabara completa seus 500 anos

Em 2002, a Baía de Guanabara completa cinco séculos de povoamento. Graças a algumas obras de despoluição de suas águas, a comemoração será muito maior.

Segundo o Secretário de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Rio de Janeiro, o volume de obras em andamento e a executar demanda cerca de 30 anos de trabalho. Mas para acabar com algumas etapas desse extenso, mas eficaz, plano de despoluição, o atual governo do Estado colocou em prática simultaneamente alguns projetos alternativos que proporcionam resultados mais imediatos em termos de recuperação ambiental de praias, como a nova Praia de Ramos.

O objetivo principal desses projetos é atender a populações que, há mais de 20 anos, perderam sua principal área de lazer: a praia.

O Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), retomado pelo atual governo, devolveu as esperanças da população carioca e voltou a atrair investimentos internacionais do BID e do governo japonês.

Além disso, cinco novas estações de tratamento de esgotos foram inauguradas e outras quatro foram reformadas e ampliadas. A adoção dessas medidas fez com que o equivalente ao volume de um estádio, como o Maracanã, repleto de esgotos deixasse de ser lançado nas águas da baía.

Paralelamente à PDBG, medidas ambientais complementares estão sendo implementadas, como a intensificação da fiscalização e o conseqüente enquadramento das principais atividades poluidoras de acordo com a legislação.

Esse processo já diminuiu em grande quantidade os poluentes da baía. A carga de óleos lançada em suas águas foi reduzida de 6,8 toneladas/dia para cerca de 1 tonelada/dia. O volume de metais pesados passou de 200 quilos/dia para menos de 13 quilos/dia.

O governo Estadual, além de todas tocar todos esses projetos, está firmando com atividades industriais termos de ajuste de conduta (TAC), com o objetivo de ampliar e modernizar os sistemas de controle de poluição. Um desses termos foi assinado com a Petrobrás, que está investindo 192 milhões de reais em seus sistemas para controlar o lançamento de óleo e outros poluentes nas águas da Baía.

Fonte:
Revista Ecologia e Desenvolvimento
Ano 11 - nº 99


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