Lixo no Parque
Apesar dos esforços da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, o Parque do Ibirapuera vem sofrendo com o acúmulo de lixo, seqüela do descuido e da falta de educação dos seus freqüentadores.
O Parque do Ibirapuera, com área total de mais de 1,6 milhão de metros quadrados de verde, é considerado, sem dúvida, o pulmão de São Paulo. A princípio uma aldeia indígena, o Parque começou a assim ser tratado quando o prefeito Pires do Rio, na década de 20, decidiu ali criar um parque como os principais países tinham. Porém o terreno alagadiço impedia que a obra fosse realizada. Foi aí então que Manuel Lopes de Oliveira, um funcionário da Prefeitura, entrou em ação.
Manequinho Lopes, como era mais conhecido, passou a plantar centenas de eucaliptos australianos, tendo como objetivo drenar o solo e prepará-lo para a criação do parque. Este, sem dúvidas, foi o maior zelador do parque até hoje.
Porém Manequinho não estaria nada feliz se visse o descuido com que o Parque do Ibirapuera é tratado. Não pela Prefeitura de São Paulo, responsável pela organização do Parque, que à medida do possível mantém a limpeza, mas sim por seus freqüentadores.
Em visita freqüente ao Parque, constatei um grande número de detritos de pequeno porte, como tampas de garrafas, copos plásticos, carcaça de côco e bitucas de cigarro espalhados pelo chão. Dentre esses, o canudo de plástico é o lixo em maior quantidade nos gramados do Parque. O que não é nada animador, afinal de contas, o plástico demora cerca de 450 anos para se decompor. Outro local intimamente afetado é o Lago Principal.
Qualquer pessoa que se aproximar da margem do lago perceberá claramente a presença de lixo ali.
O contraste da natureza com o lixo incomoda qualquer ser dotado de um mínimo censo. O acúmulo de lixo nos gramados do Parque representa hoje uma grave ameaça para o meio ambiente, os dejetos acumulados contaminam solo e a água e constituem focos de doenças.
Os freqüentadores precisam absorver um pouquinho do amor que o Manequinho tinha pelo Parque para que o complexo continue atendendo as necessidades dos paulistanos. Estressados.
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