Tráfico de animais
Bom, galera, o assunto dessa vez é sério. Que eu sou apaixonada por animais, todos sabem, basta ver como eu sou grudada com o Spike e agora com a Roxy também. Então resolvi escrever sobre o tráfico de animais, um assunto que mexe muito comigo.
Certamente esse problema teve origem desde o "descobrimento" do Brasil, quando os colonizadores começaram a explorar a nossa fauna e a nossa flora. E tal rotina não mudou desde então.
O hábito de manter animais silvestres como mascotes vem dos tempos de colonização do Brasil. Os portugueses aderiram ao costume indígena de abrigar macacos e aves tropicais como animais de estimação, bem como utilizar suas peles e penas como adorno para seus chapéus e vestuário. Assim, atraíam olhares quase sempre invejosos, afinal de contas, tal proeza era possível apenas para quem possuía muita riqueza.
Porém esses olhares invejosos perpetuam-se até hoje. Nossa biodiversidade ainda é olhada com ar de cobiça, e não de admiração, como deveria ser.
Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - PNUMA (Perfil do PNUMA -1992), cerca de cem espécies desaparecem todos os dias da face do planeta, sendo o comércio ilegal de animais silvestres uma das principais causas dessa tragédia. Desde a colonização, o Brasil já perdeu cerca de 94% de sua Mata Atlântica original, o que leva ao desequilíbrio ecológico. De cada 10 animais traficados, apenas 1 chega ao seu destino final, os outros 9 acabam morrendo na captura ou no transporte (veja que absurdo:as aves são transportadas em tubos de PVC!).
O tráfico de animais silvestres ( que é o terceiro maior comércio ilegal do mundo, perdendo apenas para o de armas e o de drogas) é alimentado não apenas pela classe menos favorecida, que, em busca de uma vida mais digna, captura e vende animais, mas também pela classe rica, que ostenta nossos bichos em suas paredes e chãos para seu bel-prazer, e pelos cientistas estrangeiros, que buscam encontrar em nossa fauna e flora a solução para diversos problemas, o que geraria milhões em dinheiro.
Esse mercado gera em torno de US$ 10 bilhões ao ano, sendo o Brasil responsável por cerca de 10%. Porém o maior lucro não está na venda nacional, e sim na exportação ilegal. Por exemplo, um Mico-Leão-Dourado que é vendido no Brasil por não mais que R$500,00, na Europa é facilmente negociado por U$20.000,00.
Estes são alguns dos inúmeros animais em extinção: macaco-aranha, sagüi, macaco-prego-do-peito-amarelo, mico-leão-dourado, lobo-gurá, onça-pintada, onça-do-mato, ariranha, tamanduá-bandeira, peixe-boi, boto-cachimbo, flamingo, arara-azul, tartaruga-verde, jacaré-do-papo-amarelo, coral-de-fogo.
Cabe a cada um de nós faz a nossa parte. Não contribua com o tráfico de animais, ajude a combatê-lo. O destino do nosso país está em nossas mãos!!!
Como ajudar
*Sugestões, reclamações, pedidos de informações e denúncias sobre agressões ao meio ambiente podem ser feitas através da Linha Verde, um serviço da Ouvidoria do IBAMA.
A ligação é gratuita, de qualquer ponto do país, para o número 0800-61-8080. (www.ibama.gov.br)
* Denúncias, acessando os seguintes sites:
Polícia Federal
www.dpf.gov.br.
ABRAVAS - Associação Brasileira de Veterinários de Animais Selvagens
www.abravas.com.br.
Fauna Free Group
www.ifaw.org.
Sociedade União Internacional Protetora dos Animais - SUIPA
www.suipa.org.br.
Rede Nacional Contra o Tráfico de Animais Silvestres
www.renctas.org.br.
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