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Doar sangue: uma prova de amor.

O sangue é composto pelo plasma e por um conjunto de células conhecidas como hemácias, leucócitos e plaquetas. Na doação de sangue, esses componentes são separados para atender adequadamente à necessidade de cada paciente. Por exemplo:

· Hemácias: as células vermelhas, corrigem a anemia, aguda ou crônica.

· Plaquetas: as células menores, corrigem alguns tipos de sangramentos.

· Leucócitos: as células brancas ajudam no combate às infecções.

· Plasma: mantém o volume, fornece anticorpos, e corrige outros tipos de sangramentos.


Existem quatro principais tipos sangüíneos, A; B; O; e AB cada um deles é dividido entre Rh Positivo ou Rh Negativo. A distribuição na população varia de acordo com a origem étnica, porém em recentes pesquisas os resultados foram os seguintes (aproximadamente): 45% tipo O, 40% tipo A, 10% tipo B e 5% tipo AB. Desse total 15% são Rh negativo.

Para ser doadora, a pessoa tem que se encaixar em um perfil. As características são:

· Todos os cidadãos, homens e mulheres, entre 18 e 60 anos de idade.
· Com peso corporal maior ou igual a 50 Kg.
· Sentindo-se bem, e com saúde.
· Portador de um documento de identidade válido no território nacional.


Existe um grupo de pessoas que não podem doar temporariamente, que são:

· Pessoas com gripe ou resfriado ativos.
· Os que foram submetidos a grandes cirurgias recentemente.
· As mulheres que estiveram grávidas nos últimos seis meses.
· Os que tiveram contato sexual ou com líquidos orgânicos de portadores de hepatite nos últimos 12 meses.
· Os que fizeram tatuagem ou "piercing" nos últimos 12 meses.


E um grupo de pessoas que não podem doar sangue definitivamente, que são:

· Os que tiveram Hepatite após os dez anos de idade
· Os que apresentem problemas renais, cardíacos, pulmonares e hematológicos
· Portadores de Doenças Infecciosas
· Portadores de Câncer
· Quem estiver exposto a atividades que representem alto risco de exposição a AIDS como por exemplo relacionamento intimo com homossexuais ( o que é uma atitude um tanto quanto preconceituosa ), usuários de drogas ilegais, os que pagam ou são pagos pelas atividades sexuais, e os que mantiveram relacionamento com alguém que estivesse exposto aos eventos acima.


O importante é que o doador não doe sangue com o objetivo de fazer um teste para AIDS, mas sim para ajudar a quem precisa. Além disso, quem doa sangue deve saber que ainda não existem substitutos para o sangue que possam ser regularmente utilizados. E que alguém espera por sua doação, podendo representar a diferença entre a vida e a morte em alguns casos.

É importante também que o doador responda com a máxima responsabilidade e verdade ao questionário que lhe é aplicado sobre seu estado de saúde, comportamento e hábitos e que traga sua dúvidas e faça todas as perguntas que desejar.

Sua dúvida pode estar solucionada a seguir. Dê uma olhada nas perguntas mais freqüentes:

· Quanto sangue tem uma pessoa e qual a quantidade que se doa?
A média das pessoas tem aproximadamente 4,5 a 5 L de sangue. O volume colhido é sempre ± 450 ml.

· Com que freqüência se pode doar sangue?
Doe sangue 2 ou 3 vezes por ano. Você ajuda e repõe o que doou com segurança.

· Há casos em que se pode doar mais freqüentemente?
Sim. Quando se faz uma doação de plaquetas pelo método de aférese.

· Quanto tempo demora para doar sangue?
Usualmente 1 hora e meia, entre o registro, entrevista e exame clínico, repouso, lanche e liberação. A coleta demora ± 10 minutos.

· É seguro doar sangue?
Sim. Você não adquire nenhuma doença doando sangue, todos os materiais utilizados são descartáveis, estéreis e destinados a apenas um doador.

· O doador tem abono se faltar ao trabalho?
Há uma lei, nº 1075 de 27 de março de 1950 que abona um dia de trabalho no ano para quem doa sangue.

· É necessário estar em jejum?
Não. Apenas não comer alimentos gordurosos nas três horas antecedentes à doação.

· Alguma instrução especial para o doador de sangue?
Você deve estar sentindo-se bem e com saúde no dia de doar o seu sangue.


Após a doação você deve:

· Beber líquidos;
· Evitar submeter-se a exercícios muito intensos;
· Não fumar e nem ingerir bebidas alcoólicas até pelo menos duas horas após a doação.
O sangue doado é obrigatoriamente submetido a complexos testes para classificação sangüínea e triagem de doenças transmissíveis. As amostras são colhidas juntamente com as bolsas de sangue e o doador deve ser informado de seus resultados.

Na triagem, o resultado pode ser:

· Negativo: A amostra é não reativa aos testes realizados. O sangue é liberado e enviado para uso. Aí está a importância da informação correta
· Positivo: A amostra é reativa a pelo menos um dos testes. O doador é avisado, submetido a testes confirmatórios e encaminhado a um médico especialista.
· Indeterminado: Quando o teste confirmatório é não reativo, mas também não é negativo. O doador é acompanhado, repete o teste em prazo determinado.

Nesses testes, analisa-se a contaminação pelas seguintes doenças:

· Hepatites B e C
· AIDS (HIV 1/2)
· Outras Retroviroses (vírus HTLV I/II)
· Doença de Chagas
· Sífilis
· Malária
· Outras

Se o resultado for positivo significa, em princípio, que o doador esteve em contato com o agente causador de determinada doença. Em alguns casos é um transmissor da doença, em outros tem apenas anticorpos. Ele poderá ter a doença, daí a necessidade de ser examinado por um médico que avalia os resultados.

Se você se interessou por doar sangue, procure um centro de coleta em sua cidade ou visite o site da Fundação Pró-Sangue www.prosangue.com.br.

E lembre-se: doar sangue é um ato de amor!


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