Instrumentista (pianista e acordeonista). Arranjador. Cantor.
Compositor.
Tem três filhos: Jodel, Joana e Donatinho.
Nascido em Rio Branco, no Acre, em sua infância, costumava
brincar de música com flautinhas de bambu e panelas.
Depois, recebeu de presente um acordeom de oito baixos e,
mais tarde, um acordeom maior. Em 1945, mudou-se para o Rio
de Janeiro com sua família. Nessa cidade, começou
a tocar em festas de seu colégio. Numa dessas festas,
conheceu o grupo Namorados da Lua e fez amizade com Lúcio
Alves, Nanai e Chicão. Quatro anos depois, já
atuava em jam-sessions realizadas na casa de Dick Farney e
no Sinatra-Farney Fan Club, do qual era membro. Em 1951, participou
do programa de música nordestina "Manhãs
da roça", comandado por Zé do Norte, na
Rádio Guanabara. Nessa época, começou
a estudar piano.
Dados Artísticos
Iniciou sua carreira profissional em 1949, como integrante
do grupo Altamiro Carrilho e Seu Regional, com o qual gravou,
nesse ano, um 78 rpm contendo as canções "Brejeiro"
(Ernesto Nazareth) e "Feliz aniversário"
(Altamiro Carrilho e Ari Duarte). O selo omite sua participação
no disco. Em seguida, substituiu Chiquinho do Acordeon no
conjunto de Fafá Lemos em apresentação
na boate Monte Carlo (RJ). Atuou depois em outras casas noturnas,
como Plaza, Drink, Sacha's e Au Bon Gourmet, entre outras.
Em 1953, formou seu próprio grupo, Donato e Seu Conjunto,
com o qual lançou, nesse ano, dois discos em 78 rpm:
"Tenderly" (J. Lawrence e W..Gross)/"Invitation"
(Bronislau Kaper) e "Já chegou a hora (Rubens
Campos e Henricão)/"You Belong to Me" (Pee
Wee King/Stewart/Price).
Fez parte do grupo Os Namorados, com o qual gravou três
discos em 78 rpm: "Eu quero um samba" (Haroldo Barbosa
e Janet de Almeida)/"Três Ave-Marias" (Hanibal
Cruz), em 1953; "Palpite infeliz" (Noel Rosa)/"Pagode
em Xerem (Sebastião Gomes e Alcebádes Barcelos),
em 1953; e "Você sorriu" (Valdemar Gomes e
José Rosa)/"Não sou bobo" (Nanai,
Ari Monteiro e L. Machado), em 1954.
Ainda em 1954, formou o Trio Donato, com o qual lançou
um 78 rpm contendo as canções "Se acaso
você chegasse (Lupicínio Rodrigues e Felisberto
Martins) e "Há muito tempo atrás (J. Kern
e I. Gershwin).
Em 1956, mudou-se para São Paulo, onde atuou como pianista
do conjunto Os Copacabanas e na Orquestra de Luís Cesar.
Nesse mesmo ano, lançou, com o Donato e Seu Conjunto,
um 78 rpm contendo as músicas "Farinhada"
(Zé Dantas) e "Comigo é assim" (Luiz
Bittencourt e José Menezes). Ainda em 1956, gravou
seu primeiro LP, "Chá dançante", produzido
por Tom Jobim para a gravadora Odeon. No repertório,
as canções "Comigo é assim"
(Luiz Bittencourt e Zé Menezes), "No Rancho Fundo"
(Ary Barroso e Lamartine Babo), "Se acaso você
chegasse" (Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins),
"Carinhoso" (Pixinguinha e João de Barro),
"Baião" (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira),
"Peguei um Ita no Norte" (Dorival Caymmi), "Farinhada"
(Zé Dantas) e "Baião da Garoa" (Luiz
Gonzaga e Hervé Cordovil).
Em 1958, voltou para o Rio de Janeiro e passou a dedicar-se
exclusivamente ao piano. Nesse ano, gravou duas faixas no
LP "Dance conosco": "Minha saudade", seu
primeiro sucesso, e "Mambinho", ambas em parceria
com João Gilberto. Nessa época, fez parte da
Orquestra do Maestro Copinha, que se apresentava no Copacabana
Palace (RJ).
Em 1959, viajou para o México com Nanai e Elizeth Cardoso.
Em seguida, transferiu-se para os Estados Unidos, onde residiu
durante três anos. Nesse país, atuou com Carl
Tjader, Johnny Martinez, Tito Puente e Mongo Santa Maria.
Excursionou com João Gilberto pela Europa.
Em 1962, voltou para o Brasil.
Em 1963, gravou o LP "Muito à vontade", com
Tião Neto (contrabaixo) e Milton Banana (bateria).
O disco foi lançado pela Polydor, com destaque para
suas composições "Sambou... sambou"
(c/ João Melo) e "Caminho de casa". Também
nesse ano, lançou o LP "A bossa muito moderna
de João Donato e seu Trio".
Em seguida, retornou aos Estados Unidos, onde viveu por mais
dez anos. Nesse país, gravou um LP com o saxofonista
Bud Shank e com a violonista Rosinha de Valença, além
dos discos "Piano of João Donato - The sound new
sound of Brazil", "A bad Donato", que contou
com a participação do contrabaixista Ron Carter,
e "Donato Deodato - Featuring João Donato arranged
and conducted by Deodato", com arranjos de Eumir Deodato.
Atuou também com outros artistas, como Astrud Gilberto,
Caymmi, Tom Jobim, Eumir Deodato, Stan Kenton, Nelson Riddle,
Herbie Mann e Wes Montgomery, entre outros. Suas músicas
"Amazonas", na gravação de Chris Montez,
e "A rã" e "Caranguejo", ambas
gravadas por Sérgio Mendes, fizeram sucesso junto ao
público norte-americano.
Em 1972, voltou para o Brasil e gravou o LP "Quem é
quem", lançado pela Odeon no ano seguinte. Esse
disco apresenta a novidade de ter no repertório músicas
com letras cantadas pelo próprio compositor, até
então intérprete de música instrumental,
com destaque para "Até quem sabe" (c/ Lysias
Ênio) e "Chorou, chorou" (c/ Paulo César
Pinheiro), entre outras.
Em 1974, assinou a direção musical e participou
do show "Cantar", realizado por Gal Costa no Teatro
da Praia (RJ). O espetáculo foi registrado em disco,
com um repertório que incluiu suas canções
"Até quem sabe" e "A rã"
(c/ Caetano Veloso).
Em 1975, gravou o LP "Lugar comum", lançado
pela Phonogram.
Em 1986, lançou o LP "Leilíadas".
Em 1997, gravou, com o baterista Eloir de Morais, o CD "Café
com pão", pelo qual recebeu duas indicações
para o Prêmio Sharp: Melhor Disco e Melhor Arranjador.
Nesse mesmo ano, fez show de lançamento do CD na casa
noturna Mistura Fina (RJ). Ainda nesse ano, lançou
o CD "Coisas tão simples", pela EMI/ Odeon,
destacando-se no repertório quatro canções
inéditas de sua autoria: "Fonte de saudade"
(c/ Lisias Ênio), "Everyday" (c/ Norman Gimbel),
"Summer of tentation" (c/ Toshiro Ono) e "Doralinda"
(c/ Cazuza). O disco teve show de lançamento na casa
noturna Mistura Fina (RJ).
Em 1998, apresentou-se novamente no Mistura Fina com o show
"Café com pão", acompanhado do baterista
Eloir de Morais.
Em 1999, gravou o CD "Só danço samba",
interpretando exclusivamente obras de Tom Jobim. Ainda nesse
ano, a Lumiar Discos & Editora lançou o "Songbook
João Donato" (livro e três CDs), com a participação
de Caetano Veloso, Gal Costa, Djavan e Daniela Mercury, entre
outros artistas. O show de lançamento foi realizado
no Bar do Tom (RJ), com Bororó (baixo acústico),
Victor Bertrami (bateria), Ricardo Pontes (sax e flauta),
Jessé Sadoc (trompete) e o próprio compositor
ao piano, além da participação de Nana
Caymmi, Marcos Valle, Os Cariocas e Angela Rô Rô,
entre outros intérpretes.
Em 2000, atuou no projeto "Rio Sesc Instrumental",
no Sesc Copacabana (RJ), acompanhado por Jessé Sadoc
(trompete), Ricardo Pontes (saxes e flauta), Nei Conceição
(baixo) e Victor Bertrami (bateria). Nesse mesmo ano, realizou,
na Praia de Copacabana, o show de encerramento do projeto
"Rio-Bossa Nova 2000". Também em 2000, gravou
o CD "Amazonas", acompanhado de Cláudio Slon
(bateria) e Jorge Helder (baixo acústico), lançado
pela Elephant Records de Vartan Tonoian (Denver, Colorado,
EUA). O disco incluiu no repertório composições
próprias, destacando-se "Glass beads" e "Coisas
distantes", ambas em parceria com João Gilberto.
Apresentou-se no Memorial da América Latina, com a
Orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo (SP), e
no Mistura Fina (RJ), para lançamento do disco, acompanhado
pelo contrabaixista Luis Alves (baixo) e Cláudio Slon
(bateria), seguindo depois em turnê pela Europa, Japão,
Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos, destacando-se
uma mini-temporada no Blue Note de Nova York. Ainda em 2000,
foi contemplado com o Prêmio Shell de Música
pelo conjunto da obra e participou, do Free Jazz Festival
(RJ), obtendo sucesso de público e crítica.
Em fevereiro de 2001 casou-se com a jornalista gaúcha
Ivone Belem. Em junho do mesmo ano, compôs, na Floresta
Amazônica, em parceria com o também pianista
Everardo de Castro, o tema para piano e orquestra "Amazonas:
um poema sinfônico", com patrocínio do governo
amazonense e roteiro de Ricardo Cravo Albin. Em setembro desse
mesmo ano, apresentou a peça sinfônica, ao lado
da Orquestra Amazonas Filarmônica, com arranjos do maestro
Laércio de Freitas, regência do maestro Luiz
Fernando Malheiro e narração de Ricardo Cravo
Albin, no Teatro Amazonas, em Manaus.
Em 2002, lançou os CDs "Brazilian time",
"Remando na raia" e "Ê Lalá Lay-Ê"
(DeckDisc), nesse último registrando exclusivamente
parcerias com seu irmão, Lysias Ênio. Também
nesse ano, apresentou-se, ao lado da Orquestra Jazz Sinfônica,
na Sala São Paulo. O concerto, gravado ao vivo, gerou
o CD "The Frog", lançado pelo selo Elephant
Records. Ainda em 2002, viajou ao Japão, onde fez 10
apresentações ao lado da cantora Joyce.
Em 2003, ganhou o Prêmio APCA (Associação
Paulista dos Críticos de Arte). Apresentou-se em Cuba,
Rússia e Japão, e em várias cidades brasileiras,
lançando o CD "Managarroba". O disco contou
com a participação de Marisa Monte, Marcelo
D2, Joyce e João Bosco. Ainda nesse ano, gravou, com
Emílio Santiago, o CD "Emílio Santiago
encontra João Donato" e, com Wanda Sá,
o CD "Wanda Sá com João Donato".
Em 2004, foi contemplado com o Prêmio Tim pelo disco
"Emílio Santiago encontra João Donato".
Os dois artistas apresentaram-se no Bar do Tom (RJ), com o
show "Emílio Santiago & João Donato".
Nesse mesmo ano, viajou para a Espanha, gravou um CD de Bossa
Nova para o mercado russo e, em Cuba, gravou o CD "Sexto
sentido". Também em 2004, assumiu a produção
musical do CD "Tita e Edson" (Lumiar Discos). Ainda
nesse ano, gravou, com Bud Shank, o CD "One evening with
Bud and Donato", logo após sua participação
no show de Bud Shank no Chivas Jazz Festival (RJ). Ainda nesse
ano, apresentou-se, ao lado de Johnny Alf, Carlos Lyra, Roberto
Menescal, Wanda Sá, Leny Andrade, Pery Ribeiro, Durval
Ferreira, Eliane Elias, Marcos Valle, Os Cariocas e Bossacucanova,
no espetáculo "Bossa Nova in Concert", realizado
no Canecão (RJ). O show foi apresentado por Miele e
contou com uma banda de apoio formada por Durval Ferreira
(violão), Adriano Giffoni (contrabaixo), Marcio Bahia
(bateria), Fernando Merlino (teclados), Ricardo Pontes (sax
e flauta) e Jessé Sadoc (trompete), concepção
e direção artística de Solange Kafuri,
direção musical de Roberto Menescal, pesquisa
e textos de Heloisa Tapajós, cenários de Ney
Madeira e Lídia Kosovski, e projeções
de Sílvio Braga.
Em novembro de 2004 recebeu das mãos do presidente
Lula e do ministro da Cultura Gilberto Gil, a Medalha da Ordem
do Mérito Cultural, a mais alta comenda do País.
Em 2005, gravou e lançou seu primeiro DVD, "Donatural
- João Donato ao vivo", tendo entre seus convidados
Leila Pinheiro, Joyce, Emílio Santiago, Angela Rô
Rô e Gilberto Gil, e contando com uma banda de apoio
formada por Robertinho Silva (bateria), Luiz Alves (baixos
acústico e elétrico), Cidinho (percussão),
Jessé Sadoc (trompete e flugelhorn), Ricardo Pontes
(sax e flauta) e Donatinho (teclados). Nesse mesmo ano, participou
da segunda apresentação do espetáculo
"Bossa Nova in Concert", no Parque dos Patins (RJ).
Também em 2005, fez show de lançamento do DVD
"Donatural" no Teatro Rival (RJ), com a participação
de Leila Pinheiro e Marcelinho Da Lua.
Em abril de 2006 foi homenageado pelo Governo do Estado do
Acre, emprestando seu nome ao moderno centro de artes e comunicação
"Usina de Artes e Comunicação João
Donato", uma antiga usina de castanha desativada. Na
ocasião, apresentou-se ao lado do parceiro Gilberto
Gil.
Em junho de 2006, lançou, com Paulo Moura, o CD "Dois
Panos para Manga", concebido em uma reunião na
casa do diretor de TV Mario Manga. Nesta oportunidade, foi
sugerida aos dois artistas a gravação de um
disco que registrasse alguns dos temas degustados pelos freqüentadores
do Sinatra-Farney Fã Club na década de 1950.
No repertório, sua canção "Minha
saudade" (c/ João Gilberto), além de "On
a Slow Boat to China" (Frank Loesser), "Swanee"
(George e Ira Gershwin), "That Old Black Magic"
(Harold Arlen e Johnny Mercer), "Tenderly" (Walter
Gross e Jack Lawrence), "Saudade mata a gente" (Antonio
Almeida e João de Barro), "Copacabana" (Alberto
Ribeiro e João de Barro) e ainda "Pixinguinha
no Arpoador" e "Sopapo", duas composições
inéditas assinadas pelos dois artistas.
Em novembro de 2006, fez shows históricos: no Rio de
janeiro, no Mistura Fina, e em São Paulo, no Sesc Pinheiros,
em que reencontrou o saxofonista-alto, Bud Shank, de 80 anos.
No reencontro, depois de 40 anos sem se apresentarem em público,
foram gravados um DVD no formato de documentário e
um CD.
Em janeiro de 2007 partiu para a Austrália, como convidado
de Marcos Valle, para apresentações ao lado
de Wanda Sá e Roberto Menescal, em festival ao ar livre
que contou com um público de dez mil pessoas.
Em março de 2007 lançou dois importantes CDs,
recebidos pela crítica da Folha de São Paulo,
com o conceito "ótimo": o primeiro, "Uma
tarde com Bud Shank e João Donato" (Biscoito Fino),
produzido pelo próprio Donato, registra o reencontro
de Donato com o amigo Bud Shank, saxofonista-alto americano,
a quem Donato conheceu em 1965, quando morava nos EUA, e que
só veio a reencontrar em 2004 no Brasil, momento em
que aproveitou para gravar este CD. "O Piano de João
Donato (Deck Disk)" é o primeiro álbum
solo de Donato, em que ele interpreta composições
autorais e releituras de standards estrangeiros. O trabalho
é uma assinatura de autor musical e criador generoso,
que nos leva mais longe no prazer de ouvir música,
escreveu o jornal O Globo. O show de lançamento do
CD de piano solo, produzido pela MPB Marketing, lotou por
três dias o auditório Ibirapuera, em São
Paulo, onde Donato foi aplaudido pelas performances com Leny
Andrade e Filó Machado, as duas participações
especiais dos shows.
Em abril de 2007 fez uma pequena temporada nos Estados Unidos,
se apresentando por clubes de jazz de Cleveland, Chicago e
Nova Iorque. A crítica do Chicago Tribune escreveu:
"As melodias de Jobim são mais famosas, pois até
mesmo os ouvintes mais ocasionais estão familiarizados
com "A Garota de Ipanema", "Desafinado"
e "Dindi." Mas as obras de Donato são elaboradas
com uma mistura similar da melhor mestria e uma notável
economia, e o compositor traduz muito ritmo, romance e cultura
brasileiras em poucas notas bem escolhidas". (Chicago
Tribune)
Na mesma turnê, o The New York Times publicou:. Donato
é um dos grandes compositores da bossa nova da geração
do final da década de 50, e provavelmente o mais influenciado
pelo jazz americano; suas interpretações hoje
são nostálgicas e algumas vezes anarquicamente
engraçadas. A revista Time New York anunciou: O pianista
João Donato tem tanto a ver com a elaboração
da música que veio a ser a bossa nova quanto o outro
violonista João, antigo parceiro de Donato. A diferença,
que você vai ouvir esta noite, é que Donato manteve
seus ouvidos sintonizados com o jazz que acontecia ao norte
da fronteira brasileira.
A emblemática revista de jazz editada em Nova Iorque,
Wax Poetics, dedicou à vida e obra de Donato nada menos
que 12 páginas da sua edição de abril/maio.
"João Donato merece um lugar entre as lendas da
música brasileira, ao lado de Antonio Carlos Jobim,
João Gilberto, Dorival Caymmi, Ary Barroso, e muitos
outros, apesar de sua carreia errática e a experimentação
com vários gêneros de música tornar um
desafio classifica-lo",diz o escritor Allen Thayer, que
assina o artigo.
Em abril de 2007 fez o primeiro show em que divide de igual
para igual o palco com seu filho Donatinho (tecladista e DJ),
no Oi Futuro Multiplicidades, antigo museu do telefone. O
encontro deu origem a um CD inteiro com músicas do
Donato mixadas e sampleadas por Donatinho.
De 19 de maio a 19 de junho 2007, Donato vai viajar por 15
cidades do Japão - á última é
Tóquio - fazendo 15 concertos com mais nove pianistas
de jazz, oito americanos e uma japonesa. É a décima
edição da turné 100 Gold Fingers, que
acontece a cada dois anos e serve também para a gravação
de um DVD com uma síntese dos concertos. Veja: http://www.allartpromotion.com/event/goldfingers/index.html
Os nomes dos pianistas e o ano do seu nascimento chamam a
atenção: são feras do jazz e a maioria
nasceu na primeira metade do século passado. Cada um
fará três números em cada cidade, com
o acompanhamento de dois importantes músicos: Bob Cranshaw
(baixo) e Grady Tate (bateria). A produção da
All Art Promotions procurou inserir a nova geração
do jazz americano na turnê. E o João Donato é
o primeiro latinoamericano a tocar no 100 Gold Fingers.
Em agosto de 2007 Donato estará na Dinamarca, à
frente de workshop com músicos de jazz. Na oportunidade,
revisará toda sua obra, pela primeira vez de forma
didática.
Como arranjador, destacam-se entre seus trabalhos os CDs "O
homem de Aquarius", de Tom Jobim, e "Minha saudade",
de Lisa Ono, além de discos de Fagner, Gal Costa e
Martinho da Vila.
Constam da relação dos intérpretes de
suas canções artistas como Gal Costa, Gilberto
Gil, Caetano Veloso, Tim Maia, Leny Andrade, Walter Wanderley,
Nara Leão, Roberto Menescal, Luís Carlos Vinhas,
Milton Banana, Luiz Eça, Tito Madi, Maysa, Dóris
Monteiro, Raul de Souza, Tamba Trio, Victor Assis Brasil,
Mahogani, Joyce, Bebel Gilberto, Os Cariocas, Simone, Fafá
de Belém, Miúcha, Fagner, Leila Pinheiro, Baden
Powell, Ithamara Koorax, Lisa Ono, Zizi Possi, Adriana Calcanhotto,
Angela Rô Rô e Nana Caymmi e Leo Gandelman, entre
outros.