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Disciplina causa revolta na cadeia feminina
A cadeia feminina de Ubatuba comporta 24 presas, mas está com 75, além de
menores, presos administrativos (detidos por não pagarem pensão
alimentícia) e os presos em trânsito (que vêm para audiência). Há dias em
que a população carcerária chega a 250 pessoas, sendo muito difícil
controlar o fluxo de visitantes.
“Devido à superlotação, resolvemos diminuir o número de visitantes: de
três para cada presa, passamos a um só. A redução é uma questão de
segurança, tanto para os carcerários como para os visitantes”, explica o
delegado titular, dr. Fausto Moro Cardoso.
Essa nova disciplina no dia de visitas deixou as presas indignadas e elas
se revoltaram, começando a bater nas paredes e portas das celas e
depredando-as.
A polícia civil foi acionada e depois teve apoio da polícia militar que
cercou todo o prédio. Foram quatro horas de tumulto, em que houve muita
conversa e oferecidas diversas alternativas. Finalmente, a rebelião foi
controlada.
Segundo o delegado, não havia motivo para revolta, pois a cadeia foi
considerada modelo pela Pastoral Carcerária. As presidiárias tinham
ventiladores e televisão, inclusive com parabólica. “Em represália, essas
regalias foram cortadas. Voltou a ser uma cadeia normal. Vão ter que fazer
por merecer. O comportamento delas é que vai definir os benefícios
permitidos por lei”, garante dr. Fausto.
A cadeia abriga presas dos quatro municípios da região.
A solução emergencial para o problema da superlotação é a criação do
centro de detenção provisória de Caraguá, já autorizado pelos poderes
executivo e legislativo. Segundo informações, tem um pequeno entrave
quanto a autorização dos órgãos responsáveis pelo meio ambiente.
Outra alternativa é a transferência de presas já condenadas para os
presídios.
Rebelião
Esta é a segunda revolta que acontece na cadeia feminina de Ubatuba. A
primeira foi exatamente no dia em que foi transformada em cadeia feminina
do litoral norte. Na ocasião, algumas presidiárias não se conformavam em
ficar longe de seus familiares e sem visitas intimas e quase destruíram as
celas que haviam sido reformadas para receber as presas. Na época, a
reforma foi patrocinada por empresários da cidade. Para resolver o
problema as detentas inconformadas foram transferidas.
Que belo exemplo!
Um casal de Diadema/SP esteve fazendo muitas compras com sua filha de 14
anos numa loja do Shopping Porto Itaguá, na tarde do último domingo, dia
15. Enquanto a mulher preenchia um cheque de R$ 3.755,00, o marido e a
filha foram saindo da loja carregando as sacolas de compras.
Aproveitando que a vendedora estava ocupada com outro cliente, ela
deixou o cheque em cima do balcão e saiu às pressas.
O segurança do shopping viu-os saindo do local e estranhou que a mulher
gritava para o marido e a filha que ligassem o carro, do qual anotou a
placa e as características. O veículo seguiu em direção à Praia Grande e
o segurança acionou a polícia.
O Sd PM Matos tomou conhecimento do ocorrido e saiu da Praia das
Toninhas, encontrando com o Mercedes preto, placas de Diadema,
seguindo-o com a viatura até um hotel do bairro, onde os abordou. No
interior do veículo, encontrou as sacolas com o nome da loja, além de
outras mercadorias e vários talonários de cheques. O casal foi preso em
flagrante por estelionato e corrupção de menor.
Nem trocando a placa...
O empresário R. S. C., 50 anos, casado, residente em Bom Retiro/SP, teve
uma carreta com cavalo Volvo branca tipo caminhão trator diesel, ano
1998, placas de Santos/SP, da sua empresa de transportes, roubada em
Jaguaré/SP.
No último dia 9, ele recebeu denúncias que o veículo estaria nas
proximidades do bairro da Maranduba. Veio para cá e foi com dois
policiais procurá-lo. Em diligências, o encontraram estacionado em
frente à casa de J. B. P., no bairro da Lagoinha.
Efetuada pesquisa junto aos terminais da polícia civil pelo chassi do
veículo, que estava com queixa de roubo, sendo que a placa era de outro
veículo do Paraná, sem restrições. O suspeito disse que nada sabia, mas
indicou o mecânico W. C. S., 29 anos, també da Lagoinha, em cujo quarto
foram encontrados documentos de outro veículo, as chaves do caminhão,
cheques e quase R$ 1.100, em dinheiro. O mecânico foi preso em flagrante
por roubo e receptação.
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