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Pedalando pelos países do Mercosul

Com apenas 33 anos, o atleta Valdir José Pontes resolveu conhecer alguns países do Mercosul através de duas rodas. No dia 14 de agosto de 1.999, ele partiu da cidade de Porto Velho/RO com uma bicicleta simples da marca Sundaw 18 marchas (com 92 quilos, hoje ele obtém 73 quilos de massa muscular), em direção ao Nordeste. Em seu bolso, ele tinha apenas R$ 100,00, que logo gastou pelo percurso. Hoje, ele dorme em postos de gasolina ou hotéis oferecidos pelas prefeituras. Quanto às refeições, ele só as faz quando recebe doações (sempre à base de verduras).
Em 513 dias aproximadamente ele já conheceu diversas cidades e estados, entre elas: São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Chile, Uruguai, Argentina, Paraguai, Mato Grosso, Pará, Bolívia e tantos outros. Só os brasileiros, já foram 24 estados.
Por onde ele passa, registra os acontecimentos em uma agenda e também preocupa-se em pegar documentos em todas as prefeituras, que provam sua estadia nas cidades, pois o seu sonho é escrever um livro “Aventura de um Ciclista”, que deverá encerrar-se ao final deste ano de 2.001.
Ele diz que o lugar mais difícil por onde passou foi a Argentina. “Lá as coisas são muito caras”, reclama o ciclista. O Paraguai foi o país estrangeiro onde foi melhor acolhido e no Brasil foi muito bem recebido no Rio Grande do Sul, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ubatuba. Os lugares que necessitaram de maior resistência física e psicológica foram os desertos como, por exemplo, o Mato Grosso e também a Amazônia. 
Perguntado sobre um lugar em que jamais voltaria, ele respondeu sem vacilar: “Alagoas”. Os lugares mais bonitos que conheceu, em sua opinião, foram: Santa Catarina e o trajeto de Angra dos Reis até nossa cidade. 
Sua pretensão é conhecer a Venezuela. Apesar da saudade da família, mulher e amigos, que ele mata apenas por telefone, afirma que a aventura sempre vale a pena. E deixa aqui um recado: “Eu espero que todos tenham um bom ano cheio de saúde, paz, sem vícios e violência. E que dediquem-se a algum tipo de esporte, esporte é vida!. Deixo aqui meus agradecimentos ao Jija, que me acolheu hospedando-me em seu posto de gasolina e dando manutenção à minha bicicleta.”