Cultura

 

 

Eternizando o planeta contemporâneo!

“Relatar o que os olhos podem ver... eternizar o presente... lugares que ao futuro não pertencerão! O mundo em mutação... retratos fiéis, paradisíacas paisagens, de um lugar chamado Ubatuba... de um jovem artista caiçara... Cristiano Mendes.” 
Caiçara, o jovem artista plástico Cristiano Vieira Mendes, 26, nasceu no centro do município de Ubatuba. A veia artística é hereditária: seu pai D’Águas já deixou sua marca por toda a cidade. Desde muito pequeno, Cristiano gostava de pincelar. Na adolescência, acompanhava seu pai nos trabalhos de pintura de letreiros em muros, adquirindo intimidade com pincéis, tintas e grandes painéis. Aos 17 anos, resolveu ousar e pintou sua primeira tela “Marinha”, retratando os barcos da Barra. Ele diz que, quando iniciou, seu trabalho tinha traços primitivistas e que quase sempre pintava imagens reproduzidas por sua imaginação. A paixão pela arte tomou conta de seu ser, assim resolveu ir em busca de técnicas, pois no início pintava com látex sobre eucatex. Foi quando procurou orientação do artista plástico e professor Pauli Gil. Com o tempo, ele passou a pintar em óleo sobre tela e desenvolveu sua própria técnica descobrindo também sua verdadeira linha: a arte classificada com hiper-realismo, ou seja, cópia perfeita do real. Cristiano tira fotos da paisagem e passa a retratá-las fielmente em suas cores e formas. Uma das suas características quase sempre são telas de grande dimensão; no geral, medem 1,20 x 90 a 1,70 x 90, confeccionadas pelo próprio artista. Uma obra para ficar pronta dura em média de uma a duas semanas. Ele disciplinou-se em seu trabalho e o faz de quatro a cinco horas diárias, sempre na parte da manhã em função da luz solar. Cristiano sempre sonhou em fazer uma faculdade, onde pudesse especializar-se, porém a dificuldade financeira não permitiu por momento realizar este sonho, assim ele transformou-se em um grande autodidata, e agora está buscando novas experiências, surgindo figuras de natureza morta, animais e flores. 
O artista sabe que tem muito para aprender, pois ainda é muito jovem, porém é muito dedicado no que faz e mostra-se bem maduro em relação a arte. Ele já participou do Mapa Cultural do Estado de São Paulo, do Mapa Cultural do Banco Itaú e diversas exposições coletivas na Fundart. Através do estilista e apresentador Clodovil, que adquiriu duas telas suas, teve uma delas exposta no programa de televisão Band e outra na Rede Mulher. Cristiano, como todos os artistas locais, lamenta não ter um espaço coletivo para que todos possam trabalhar, além de ser um atrativo para os turistas que teriam um endereço certo. Ele diz: “Infelizmente, falta incentivo cultural!”. Seu trabalho vem ganhando espaço na Galeria de Artes ICI, na av. Guarani, 538 - Itaguá - Ubatuba, que em uma das futuras exposições terá sua arte como carro-chefe, segundo a proprietária Mª do Carmo. Seus trabalhos também podem ser encontrados no ateliê residencial, sito à rua Reforma Agrária, 258 - Parque dos Ministérios, fone: (12) 3833-4795. 
Cristiano revela: “Eu optei por retratar imagens que eu sei que no futuro não estarão mais assim. Esta é a única chance das pessoas saberem o mundo belo em que ainda vivemos”.

Edson Silva expõe fotos antigas


Para matar a curiosidade de muitos e conhecer um pouco da história de nossa cidade, a Fundart reservou seu salão de exposição, desde a última quarta-feira, dia 29, para a coleção de fotos antigas de Edson da Silva. Edson coleciona e arquiva fotos antigas desde 1945, com a ajuda de seu pai Atanázio Silva. Sua coleção vem sendo completada com doações. Desde 1967, quando retornou de vez para Ubatuba, tem sido procurado por estudantes e pesquisadores em busca de fotos que documentam nossa história. A exposição certamente será uma atração a mais, neste feriado prolongado, para moradores e turistas interessados em saber como era Ubatuba antigamente. 

Artistas de Ubatuba 
expõem em Engenheiro Coelho

Entre os dias 26 de maio e 7 de junho, seis artistas plásticos de Ubatuba participaram do III Salão Nacional Adventista de Artes Plásticas, que o Centro Universitário Adventista de Engenheiro Coelho promove anualmente.
Franklin Espíndola, Marilu Schimidt, Wladmir Ferreira, Adriano Oliveiro, François Guerin e Sônia Nogueira, que levam suas obras para a Praça das Artes todos os finais de semana, irão expor suas técnicas de óleo sobre tela e aquarela para o público da região campineira, demonstrando todo o talento que o artista da nossa cidade possui.
Dois artistas foram
premiados:
Adriano Oliveiro
Grande medalha de Bronze - Categoria Desenho
Obra: Natureza em Expressão II
Wlademir Ferreira da Silva 
Grande medalha de Bronze - Categoria Pintura Acadêmica
Obra: Frente de Paraty

São Gonçalo encanta
público

Um grande público esteve presente à apresentação do grupo de Dança de São Gonçalo, na última sexta-feira, dia 24, no Sobradão do Porto, quando a Fundart trouxe de volta uma noite onde a atração ficou por conta dos caiçaras do Promirim. A Fundação vem colocando em prática um projeto que visa resgatar todo o potencial existente na área de dança e música do nosso município. O grupo apresentou-se com 8 casais e contou ainda com a participação de alguns dos presentes que insistiram em entrar na dança. Este tipo de dança é revivido apenas como pagamento de promessa. Neste caso, foi atendido o pedido de Dona Maria Balio, moradora do Bairro da Estufa, viúva do mestre Constantino, presença obrigatória na Folia do Divino. A próxima apresentação do grupo deverá ser no Promirim, atendendo pedido de moradores do bairro.