DENIS RODRIGO E MARCELO GUERREIRO FAZEM A FESTA EM CAMBURI

O tradicional campeonato exclusivo para a galera da Zona Norte da Capital terminou em grande estilo a sua sexta edição que rolou na praia de Camburi, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo. Centenas de competidores lotaram os arredores do palanque num clima de pura confraternização, tendo dois dias de muito sol, excelentes ondas de até um metro de altura e forte vento que arrastou tudo na final do 6o. Campeonato Uluwatu ZN de Surf.
As baterias decisivas do foram marcadas por difíceis condições provocada pelo fortíssimo vento que entrava de frente para as ondas. Conseguindo superar os adversários e as adversidades do tempo, Denis Rodrigo e Marcelo Guerreiro saíram vencedores das categorias open e longboard ZN, respectivamente.
Batendo recorde de inscritos, dos oitenta atletas que correram na categoria open ZN, Denis Rodrigo, 25 anos, foi o número um. “É a primeira vez que estou correndo o Uluwatu. Estava difícil para todo mundo na final e graças a Deus achei boas ondas. Venho lutando por isso, tentado conciliar a faculdade de Hotelaria com as competições. Atualmente sou o quarto no ranking do circuito universitário da categoria paulistana e essa vitória vai servir de estímulo para continuar correndo atrás dos meus objetivos”, disse Denis que também já foi campeão em outros campeonatos regionais.
Outro que comemorou bastante foi Marcelo Guerreiro. Competidor de pranchinha, Guerreiro assumiu o sobrenome e foi tentar a sorte nos pranchões. Competindo ao lado do bi-campeão da categoria, Alexandre Ramirez, Marcelo ficou surpreso com o resultado. “Surfou há cinco anos de longboard, mas o meu forte é a pranchinha. Entrei na disputa por brincadeira e dei sorte de levar o caneco na última onda. Agradeço muito ao meu amigo Ramirez que sempre me apoiou”, comemora o morador do bairro de Santana.
Porém, a competição não está restrita somente aos moradores da Zona Norte. As mesmas categorias foram abertas para os atletas dos patrocinadores e dos surfistas locais, neste caso, de São Sebastião. Para o sétimo melhor colocado no ranking mundial da categoria longboard, Amaro Matos, diz que o campeonato Uluwatu é um exemplo a ser seguido.
“Acho demais a iniciativa da Uluwatu em fazer um campeonato desse nível, se tornando um dos melhores eventos amadores no país. Devido à excelente premiação oferecida, muitos atletas de alto nível vêm competir, principalmente na minha categoria, elevando ainda mais a qualidade da competição. A Uluwatu está de parabéns, servindo de exemplo para outras empresas que querem investir no esporte”, declarou Amaro.
A segunda bateria da semi-final longboard, onde Amaro participou foi de altíssimo nível, que ofereceu um espetáculo para os sortudos que estavam na praia. Destaque para Carlos Bahia, uma promessa no esporte, que apresentou um estilo clássico de abrir a boca. Mas na grande final o felizardo foi o “garoto” Luis Juquinha, de apenas 43 anos de pura forma.
“O mar estava muito difícil na final. Dei sorte na escolha das ondas, pois qualquer um podia ganhar, já que disputei com atletas de alto nível como Amaro Matos, Carlos Bahia e Vitor que vêm despontando. É muito bom vencer. Deus me abençoou”, afirmou Juquinha.
Outro que agradeceu a Deus foi Maer Marques, local de Camburi. Vencedor da edição de 99, o bi-campeonato veio na hora certa. “Dedico essa vitória a Jesus Cristo que me iluminou e me deu esse título. O campeonato foi alucinante como sempre e agora espero conseguir um bom patrocínio para voltar às disputas em campeonatos profissionais”, aposta Maer que já tem duas temporadas em ondas havaianas e agora vai surfar nas ondas da Costa Rica.
Todos os vencedores ganharam uma passagem para Costa Rica e uma prancha ou pranchões novinhas em folha para os vice-campeões. Os terceiros colocados levaram roupas de borracha e kits caprichados para os quarto, além de lindos troféus.
Um dos responsáveis na organização do evento, Denílson Aguiar, comemorou o término do campeonato. “Mais uma vez foi um sucesso. Teve altas ondas, dois dias de sol e o nível dos atletas melhorando a cada ano. Isso mostra que o pessoal da Zona Norte está se dedicando ao esporte, testificando que estamos no caminho certo, contribuindo para a evolução do surf da nossa cidade”, se alegra.
A etapa serviu de seletiva para o Confronto Final do Circuito Maresia SP Contest 2002 que vai acontecer entre os dias 7 e 8 de dezembro na praia do Tombo, Guarujá (SP), tendo os oito primeiros colocados na categoria open, mais quatro das categorias longboard e junior representado a Zona Norte.
DUAS ATRAÇÕES CONTAGIANTES – Como se não bastassem as manobras de cada atleta em busca da classificação final, o 6o. Campeonato Uluwatu ZN de Surf promoveu duas grandes atrações no último dia de competição.
Visando o entretenimento do público com o evento, a Goofy Cabo de Guerra e a Rusty Expression Session foram um show à parte. A primeira atração parou a praia de Camburi em frente ao palanque. Duas equipes devidamente uniformizadas se duelavam através de forças, caretas, muito suor e grãos de areia grudados em todo o corpo. Era a realização do Goofy Cabo de Guerra.
Composta por quatro “homens fortes”, representando a Federação Paulista de Surf, por serem trabalhadores da entidade, Felipe, Sergio, Vandeco e Sása conseguiram o mais difícil e comemoram a vitória após desbancar as duas equipes da Uluwatu.
Os pesos pesados arrumaram forças na última hora e reverteram o resultado nas duas disputas (semi-final e final) que estavam “quase” garantido para a equipe da Uluwatu. De forma sobrenatural, a força e determinação foram os elementos decisivos na hora da virada, contagiando todos os presentes. Como prêmio os “homens de ferro” levaram tênis Goofy e a equipe da Uluwatu Água Fria botinhas da marca.
Dentro da água, dezesseis surfistas tinham permissão para voarem o mais alto possível, tendo a obrigação de serem bons na aterrissagem ou inventarem uma manobra radical com estilo e perfeição. Flávio Caixa D’água se deu bem e levou uma prancha Rusty novinha para casa como prêmio da Rusty Expression Session, depois de subir e descer com perfeição.
O 6o. Campeonato Uluwatu ZN de Surf teve os patrocínios da Lui Lui; Billabong; Reef; Onbongo; Local Motion; Hang Loose; MCD; Wagon; Tropical Brasil. Apoio: Storm Rider; Achiles Cerullo Surfboards; Bxel; Glasser; Governo do Estado de São Paulo; Prefeitura de São Sebastião. Expression Session: Rusty. Cabo de Guerra: Goofy. Divulgação: Revista Hardcore. Realização: Associação Paulistana de Surf; ASSS e ASCAM. Supervisão: Federação Paulista de Surf.


RESULTADOS:

OPEN ZN
1 – Denis Rodrigo
2 – Marcio Seiji
3 – Bruno Kock
4 – Marcelo Guerreiro

LONGBOARD ZN

1 – Marcelo Guerreiro
2 – Alexandre Ramirez
3 – Mauricio Camarão
4 – Dennis Andrade

OPEN ABERTO

1 – Maer Marques
2 – Alex Leco
3 – Erivaldo Paraibinha
4 – Jefferson Silva

LONGBOARD ABERTO

1 – Luiz Juquinha
2 – Amaro Matos
3 – Vitor Cabo Frio
4 – Carlo Bahia

Rusty Expression Session – Flávio Caixa D’água (aéreo)

Goofy Cabo de Guerra – Equipe da Federação Paulista de Surf

Marcos André Araújo
FAMA ASSESSORIA
 

Cariocas fazem a festa na etapa final do SuperSurf 2002
Léo Neves conquista o título brasileiro e Taís de Almeida é bi na Prainha


Numa decisão emocionante com direito à um tubo nota 10, o carioca Leonardo Neves derrotou o paranaense Peterson Rosa para se consagrar como o campeão brasileiro do SuperSurf 2002. A festa carioca no domingo de Sol, calor e boas ondas de 1,5 metro de altura foi completada pelo bicampeonato da saquaremense Taís de Almeida na etapa da Prainha, Rio de Janeiro (RJ). Mas, o título de campeã brasileira já era da carioca Andréa Lopes. Com o título de Léo Neves, as duas Saveiros da Volkswagen oferecidas para os campeões do SuperSurf 2002 ficaram no Rio de Janeiro. Além do carro, Léo faturou R$ 15 mil pela vitória e mais R$ 10 mil pelo título brasileiro. Já Peterson Rosa recebeu R$ 7,5 mil pelo segundo lugar no SuperSurf do Rio de Janeiro e outros R$ 7,5 mil por ter terminado como vice-campeão da temporada 2002, a mais disputada dos 16 anos de história do Circuito Brasileiro Profissional.
"A bateria foi muito difícil, mas era só surfar porque tinha altas ondas e esse título eu ofereço para a minha mulher, meu filho e para os meus amigos que sempre torcem por mim", vibrou Léo Neves, 23 anos. "O Peterson arrebentou no começo da bateria e eu optei em ficar longe dele e vim mais pro meio da praia, onde peguei aquele tubão que me deu a nota 10 e depois uma outra direita (nota 8,83) que me garantiu a vitória", contou o campeão brasileiro do SuperSurf 2002.
"O título acabou ficando em boas mãos", reconheceu Peterson Rosa, o único tricampeão brasileiro da história (1994/1999/2000). "O Léo estava surfando muito forte desde o começo e os quatro melhores do campeonato competiram neste domingo. Infelizmente para mim, a melhor onda veio para ele. Mas, se eu não tivesse caído no meu tubo eu teria virado a bateria. O drop foi por dentro da onda e ela acabou quebrando na minha cabeça, mas se eu tivesse colocado pra dentro de novo eu teria saído na boca do tubo", descreveu Peterson, que confessou que nem esperava estar disputando o título brasileiro no SuperSurf 2002. "Vim pra cá para dar uma força pro meu irmão (Maicon) ser campeão brasileiro e eu acabei decidindo o título. Não deu, mas o Peterson Rosa está de volta aos top-5 do ranking, lugar de onde nunca deveria ter saído", completou.
O placar final da bateria decisiva do SuperSurf 2002 terminou em 18,83 pontos para Leonardo Neves e 14,50 pontos para Peterson Rosa. A grande final feminina também foi emocionante, com Taís de Almeida conquistando sua segunda vitória consecutiva no SuperSurf da Prainha com uma última onda surfada nos segundos finais da bateria. "Nem acreditei em pegar essa onda no final. A Silvana (Lima) estava com a prioridade, eu remei, ela remou junto mas parou e eu continuei, conseguindo a nota que precisava para vencer", contou Taís, que terminou como vice-campeã brasileira da temporada, faturando um prêmio de R$ 2,5 mil, além dos R$ 5 mil recebidos pela vitória na Prainha. "Acho que essa praia me dá sorte", concluiu Taís. A vice-campeã na prova foi a cearense Silvana Lima, que tirou a maior nota da final - 7,0 - mas na soma das duas melhores apresentações de cada atleta o placar ficou em 9,50 x 9,00 pontos.
O Super Surf 2002 foi uma realização do Grupo Abril e da ABRASP, com o patrocínio da Volkswagen, co-patrocinio da Suncoast by C&A e divulgação na MTV e Revista Fluir. Esta sexta etapa também contou com o apoio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, Oi Telefonia e da FESERJ (Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro). Mais informações de todas as etapas realizadas podem ser encontradas nos sites www.abrasp.com.br  e www.supersurf.com.br 


SUPERSURF 2002
Ranking Final do Brasileiro


1º.- 2.840 - Leonardo Neves (RJ)
2º.- 2.730 - Peterson Rosa (PR)
3º.- 2.660 - Marcelo Trekinho (RJ)
4º.- 2.600 - Eric Miyakawa (SP)
5º.- 2.530 - Andreas Eduardo (SC)
6º.- 2.450 - Wagner Pupo (SP)
7º.- 2.370 - Maicon Rosa (PR)
8º.- 2.300 - Tânio Barreto (AL)
9º.- 2.230 - Jojó de Olivença (BA)
10º- 2.220 - Jihad Kohdr (PR)
11º- 2.220 - Beto Fernandes (SP)
12º- 2.200 - Costinha (SP)
13º- 2.160 - Fabrício Júnior (RN)
14º- 2.140 - Dunga Neto (CE)
15º- 2.130 - Alexandre Almeida (RJ)
16º- 2.130 - Pedro Muller (RJ)

Ranking Brasileiro Feminino
1a.- 3.590 - Andréa Lopes (RJ)
2a.- 3.590 - Taís de Almeida (RJ)
3a.- 3.320 - Jacqueline Silva (SC)
4a.- 2.700 - Viviane Maria (RN)
5a.- 2.680 - Juliana Guimarães (RJ)
João Carvalho - Assessoria de Imprensa do Super Surf 2002