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Na tribuna, munícipe questiona título de cidadão ubatubense
 

 

O munícipe Mário Ricardo Castanho fez uso da tribuna popular e começou parabenizando o vereador Gerson de Oliveira por ter rejeitado o título de “Cidadão Ubatubense”, outorgado ao professor Corsino Aliste Mezquita. Segundo a avaliação dele, o homenageado não faz jus ao título por estar sendo investigado pela justiça e ter seus bens confiscados pelo Ministério Público. “Isso é uma tremenda irresponsabilidade”, acusou.
Citou os vereadores da situação e disse que não ia questioná-los, porque não são polêmicos. “Mas repudio os demais por qualquer questionamento que fizerem sobre a prefeitura”, revelou.
A seguir parabenizou a Associação de Moradores do Bairro do Ipiranguinha pelo trabalho realizado na plantação de árvores, envolvendo 250 crianças. “Também quero repudiar o vereador do bairro que, sem saber das condições técnicas das árvores, foi fotografar a poda, mas quando é para construir a cidadania não apareceu”, salientou.
Depois, leu um artigo sobre o exercício abusivo da cidadania, criticando duramente os laranjas, que, segundo ele, ‘fabricam’ denúncias, principalmente contra o prefeito, enquanto o articulador fica covardemente escondido no anonimato. “Assim, pessoas que mal sabem ler ou escrever se colocam como autores de requerimentos ou panfletos”, acusou.
Ele lembrou os voluntários da Santa Casa e da Defesa Civil e os salva-vidas, entre outros, para candidatos ao título de cidadão ubatubense.
Quando Castanho terminou, o vereador Jairo dos Santos (PSB) observou que o texto estava escrito. Portanto, um laranja que tentava enaltecer o prefeito. “O título de cidadão tem que ser respeitado! Que moral tem esse cidadão, se foi preso por ter agredido a mulher e a filha menor de idade? Se se diz socialista e vem defender um prefeito safado? Que moral tem esse cidadão para usar a tribuna e vir falar de moral aqui? Eu fico indignado, fico muito indignado com certas”, questionou Santos, enfaticamente.
O vereador Edílson Félix, autor da indicação, disse que o título foi aprovado por maioria e que compreende o voto contrário. Ele salientou que recebeu muitos parabéns pelas ruas da cidade e fez uma comparação com a indicação do prefeito, que foi rejeitada e, posteriormente, aprovada. “Nem por isso, alguém veio aqui criticar”, lembrou.
Félix relatou que tem pessoas trabalhando pelo bairro do Ipiranguinha com a ajuda do prefeito, o que ele não tem. “Se o vereador não está do lado da prefeitura, não tem como executar o trabalho, pois falta infra-estrutura”, lamentou.
O vereador recordou sua atuação como presidente da associação do bairro, mas que agora sua atribuição maior é fiscalizar o executivo e não falar bem ou ficar alisando o prefeito. “Esse cidadão que usou a tribuna para falar bem do prefeito está lá na prefeitura. Se perder o cargo, ele não vem defender o prefeito. É um hipócrita! Procura saber se algum dia eu trabalhei na prefeitura. Então, Esse cidadão deve tomar mais cuidado!”, alertou.
Félix disse que ninguém tem nada que falar dele, pois é honesto, não deve nada a ninguém e não vive fofocando em porta de bares. “Esse cidadão, como o vereador Jairo falou, é um covarde sem-vergonha que bate na mulher e na filha. Se eu estivesse no lugar dele, sumiria de Ubatuba”, finalizou.
Castanho queria falar, mas foi impedido pelo presidente, pois não tinha esse direito.