|
Incêndio assusta moradores das Toninhas e Praia Grande
Moradores das praias das Toninhas e Grande passaram um grande susto na semana passada. Tudo devido a um incêndio que começou no morro entre as praias Grande e Toninhas, nas proximidades do Wembley Tênis, no dia 28, por volta das 16h. Não há informações de como o fogo começou.
O jornal A Semana acompanhou os acontecimentos, chegando ao local por volta de 17h30, após receber denúncia anônima, nossa equipe encontrou o gerente do Condomínio Wembley
Tênis, Narcísio Brasioli, que acionou seis homens de seus funcionários para auxiliarem no combate ao fogo.
Segundo Narcíso, que acompanhou o incêndio desde o princípio, o fogo se alastrou com muita rapidez. “A árvore queimou como uma pólvora, muito rápido. Era uma árvore grande, eu nunca tinha visto algo parecido”, concluiu.
Os maiores focos de incêndio, no alto do morro, eram de difícil acesso (o que impedia a chegada do carro pipa enviado pela SABESP) e tiveram que ser combatidos com vassouras de bruxa, pás, enxadas e foices.
Logo após chegou a Guarda Municipal, com 15 homens sob o comando do Sargento Erisson Macário, acompanhada dos funcionários da Defesa Civil, o agente José Carlos de Oliveira e o engenheiro Virgílio Guatura. Por telefone foi acionado o Corpo de Bombeiros, e também o secretário Jeriel da Silva Rocha, que colaborou com cinco funcionários da Secretaria Municipal de Obras. Também foi acionada a Polícia Florestal, que agiu sob o comando do Sub-Ten. José Roberto da Silva. Finalmente chegou o Corpo de Bombeiros, por volta de 19h30, que veio de Caraguá, mas já não havia muito o que ser feito. Como se não bastasse a demora, os bombeiros da viatura do 11º GI chegaram dizendo que teriam de ir em breve, pois a base estava sem efetivo (falta de homens para trabalho, um problema comum a todas as Polícias), e dirigiram-se à região da Praia Grande e Sesmaria para análise da situação e trabalho preventivo.
Estavam presentes também a Polícia Florestal e a Polícia Militar (que participou da operação, supervisionando o trânsito às margens da Rodovia SP-55, devido à visibilidade prejudicada por causa da fumaça), juntamente com a Guarda Municipal e funcionários da Prefeitura e do Wembley, não mediram esforços no combate ao fogo, e permaneceram no local até o fogo ser controlado.
O incêndio era composto de vários focos, cada qual com cerca de 40 m² cada (atingindo uma área de aproximadamente dois quilômetros), e só pode ser controlado por volta de 23h45, sete horas após seu início.
Este incêndio serve para nos mostrar como nosso município está despreparado para o combate ao fogo. Praticamente 90% de nossa cidade é ocupado pela Mata Atlântica, mas não temos uma Defesa Civil ou órgão, do estado ou município, treinados e equipados adequadamente para este tipo de operação. Toda vez que ocorre um incêndio perde-se um pouco mais da Mata Atlântica, pois cada vez mais o fogo penetra em seus limites. Cada vez mais Ubatuba perde um pouco de seu bem mais precioso.
A cada “novidade” dessa que ocorre em nossa cidade, percebemos como estamos despreparados para quase tudo. O caso do acidente na Rio-Santos, no trecho da Enseada, quando uma pessoa morreu presa nas ferragens do carro, pedindo socorro, e não havia equipamentos para resgatá-lo, é apenas uma das mais recentes situações a se lembrar.
Outra coisa que chamou a atenção é o fato de, em um incêndio com ampla cobertura pela rádio Costa Azul e Rede Globo Vale do Paraíba, apareceram pouquíssimos voluntários para ajudar. Eram estes moradores do bairro, que podiam ser contados no dedos de uma mão. Perguntar não ofende: cadê os defensores da Mata Atlântica nestas horas? Onde estão aqueles que são pagos pelo Estado para cuida-lá? Estariam esperando para fazer vistoria do que sobrou, no dia seguinte?Incêndio assusta moradores das Toninhas e Praia Grande
|