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Perc Pan


Perc Pan


Criado e encabeçado pelos super astros Gilberto Gil e Naná Vasconcelos, o Perc Pan, já pelo sétimo ano, atraiu olhares e ouvidos atentos de toda a terrinha e de boa parte do planeta.
De alguns anos para cá, com boa divulgação e dezenas de convidados, o festival ultrapassou a esfera de “festivalzinho do interior baiano” para se tornar o maior e, teoricamente, o melhor palco para o surgimento ou a consagração de músicos, estilos, bandas e movimentos, ligados pela palavra percussão.
Este ano, foram mais de 200 convidados, com abertura marcada por um desfile, que deveria ser a síntese dos shows programados para o teatro Castro Alves, Salvador/BA. Mas aconteceram vários problemas, tanto nas idéias como na concretização do festival, que parece ter crescido rápido demais!...
Primeiro: o preço de R$ 30,00 para cada um dos três dias de shows afastou o grande público. Casa cheia mesmo, apenas no último dia, muito em função da presença de Rita Marley, viúva de Bob Marley, que atraiu um legião de fãs do maior ídolo da Jamaica, (aliás, ela se encantou com os trios elétricos e quer exportá-los para a Jamaica de qualquer maneira!).
Segundo: a maratona de quase quatro horas de shows, por dia, poderia ser evitada enxugando-se algumas atrações que estavam deslocadas e enchendo “lingüiça”, poupando a paciência do público. No primeiro dia, os melhores foram três ceguinhas de Campina Grande, que mostraram formas primitivas de cocos e emboladas; os pigmeus Aka, da República Centro-africana. Agora, Cássia Eller? E no segundo dia, Martinho da Vila? Só se redimiu, o dia, com o grupo de pandeiristas” Pandemonium” e o “NauBrasil, e grupo de flamenco, “ Flamenco Native Ensemble”, com o percussionista baiano Rubem Dantas. No último dia, Lenine, acompanhado por Carlos Malta e seu Pife moderno, finalmente deram um show! E teve ainda o marroquino Hassan Harmoun e Dalvey Kuminagroup, da Jamaica. Faltou um pouco mais de “Jam”, que rolou mesmo no saguão do hotel.

Mauro Lauro