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Veja o Banho de Lua



Folia do Divino volta às ruas

A Folia do Divino volta a percorrer os bairros de Ubatuba. A visitação começou no dia 13 de maio, quando o grupo participou da missa das 7h30, na Igreja Matriz, e foi abençoado pelo Frei Gastone Pozzobon. Depois, os cinco membros da Folia visitaram a Tabatinga e a Praia da Lagoa. No domingo, dia 14, a Folia percorreu o bairro do Araribá. Este fim-de-semana, nos dias 20 e 21, o grupo da Folia visita os bairros do Sertão da Quina e da Maranduba, a partir das 8h.
História - A Folia do Divino ficou parada por cinco anos e só retornou no ano passado, com o apoio da Fundart e o empenho do folclorista Nei Martins. O motivo desta interrupção foi a falta de pessoas que se dispusessem a continuar a tradição. Antigamente, dois grupos conhecidos como bandeiras, saiam do centro da cidade e iam em direção aos extremos de Ubatuba. Com a cantoria da Folia, passavam dias pelos bairros, arrecadando prendas, visitando a casa dos moradores, que costumavam dar abrigo aos foliões. No final desta andança, em meados de julho, os grupos retornavam ao centro para que, com os donativos, fosse organizada a Festa do Divino Espírito Santo.
Em 99, algumas modificações tiveram que ser feitas para possibilitar a saída da Folia. Ao contrário do que acontecia no passado, hoje o grupo faz a peregrinação apenas nos finais de semana e o transporte até os bairros é realizado pela Fundart. Apenas lá é que o percurso é feito à pé. A Folia percorre os bairros até a Festa do Divino, que este ano está programada para acontecer de 14 a 23 de julho.

Matrículas abertas para cursos na Fundar  


As matrículas para Canto, Desenho, Teatro, Alongamento e Relaxamento, Cerâmica, Sapateado e Ballet Clássico estão abertas na Fundart. Os cursos já estão em andamento, mas ainda existem algumas vagas. Até a semana passada, mais de 140 pessoas tinham se inscrito nos cursos da Fundação. Os cursos mais procurados são os de Ballet Clássico e Desenho. Confira algumas informações sobre os cursos oferecidos:
O curso de Canto é ministrado pelo regente Marco Antônio Rego. Os interessados devem ter mais de 15 anos. São quatro turmas, com uma hora por semana. Os horários são os seguintes: turma I: segunda-feira das 19h30 às 20h30; turma II: segunda-feira, das 20h30 às 21h30; turma III: quinta-feira, das 19h30 às 20h30; turma IV: quinta-feira, das 20h30 às 21h30. As aulas de Teatro acontecem às terças e quintas. O curso é ministrado por Marilena Cabral. Existem duas turmas. Uma turma das 14h às 17h e outra das 19h às 22h.
As aulas de Cerâmica do professor Akao são ministradas às terças, das 9h às 11h, das 14h às 16h ou das 18h30 às 20h30.
O curso de Desenho oferece dez turmas. Às terças-feiras, das 9h às 12h e das 14h às 22h, o professor Anderson Kócis atende aos alunos durante uma hora. Já o curso de Relaxamento e Alongamento para a 3.ª Idade é ministrado por Maria das Graças Pádua, às terças e quintas, das 8h às 9h.
O curso de Ballet Clássico é ministrado por Alessandra Penha e as auxiliares Paola Rangel do Prado e Vanessa Aparecida dos Santos. Para os iniciantes, o curso preparatório acontece às terças e quintas, das 9h às 10h ou das 10h às 11h. Para os demais anos, os alunos devem procurar a Fundart para informações de dias e horários. O curso de Sapateado, da professora Adriana Menezes de Souza Pereira, tem três turmas: às terças e quintas, das 15h às 15h45, das 15h45 às 16h30 ou das18h às 19h, sendo que este último horário é para iniciantes. 
Todos os cursos acontecem no Casarão do Porto, sede da Fundart e as mensalidades são de R$ 15,00. Matrículas abertas para cursos na Fundart

Abertas as inscrições para o IV Festival Nacional Curta Dança


Festival Nacional Curta Dança, uma competição anual de dança contemporânea experimental, promovido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. A dança experimental é caracterizada pela utilização de noções novas e peculiares na coreografia.
O objetivo do Festival é propiciar aos grupos de dança contemporânea a oportunidade de mostrar este trabalho, numa interação com outros grupos do País. É também uma forma de incentivar a formação de novos profissionais e revelar talentos, além do investimento na formação dos grupos, com a premiação aos vencedores nos três primeiros lugares, nos valores de R$ 1,5 mil; R$ 1,2 mil e R$1 mil, respectivamente.
Para participar, os grupos devem se inscrever até o dia 25 de maio, na Oficina Cultural, com fotos e material solicitado na ficha de inscrição.
A abertura do Festival acontece no dia 25 de julho, com apresentações das companhias competidoras até o dia 29 de julho, sempre às 20h, no Teatro do SESI de Sorocaba.
Informações: (0XX15)232-9329/1147/238-2238 e 224-4121/4230.


O Primeiro Dia 

O Primeiro Dia foi realizado a convite da rede de televisão francesa Arte, fomentadora do cinema independente. Representantes de dez países (Alemanha, Bélgica, Brasil, Canadá, EUA, Espanha, França, Hungria, Mali e Taiwan) foram selecionados para darem suas diferentes visões da virada do século a partir da noite de 31 de dezembro de 1999 numa série denominada “2000 Visto Por...”. A versão que chegou aos cinemas tem 15 minutos a mais do que a exibida na TV. Além de dois diretores, o filme tem quatro roteiristas e foi inspirado no livro Cidade Partida, do jornalista Zuenir Ventura, e em textos publicados pelo psicanalista Jurandir Freire Costa.
Uma fábula apoiada no real, conta como o destino de João (Luiz Carlos Vasconcelos, o Lampião de Baile Perfumado), condenado por assassinato a 30 anos de cárcere num presídio do Rio de Janeiro, jamais deveria cruzar o de Maria (Fernanda Torres, de O que é isso, companheiro? e Kuarup), uma professora de classe média isolada em seu apartamento.
Mas, no último dia de 1999, João tem sua fuga da prisão facilitada pela polícia em troca de matar o amigo Francisco (Mateus Nachtergaele). No mesmo momento, Maria vaga pelas ruas da cidade, desamparada e desesperada após ser abandonada pelo namorado, Pedro (Carlos Vereza).
João é perseguido nos becos e favelas no reveillon de Copacabana. Começa a contagem regressiva para o ano 2000. Estouram os primeiros fogos de artifício. Sem nenhuma perspectiva, Maria sobe para o teto de seu prédio para tentar o suicídio, o mesmo lugar onde João tenta se esconder de seus perseguidores.
O filme retrata a semelhança no desespero humano, através do clima de tensão e angústia que as imagens permeiam. É o efêmero encontro de duas pessoas tão distintas, que se descobrem próximas no sofrimento, solidão e desamparo.