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Opinião


Quem não quer voar?


Sem sombra de dúvidas, voar é maravilhoso! Não sei se pensando assim é que Ícaro quebrou os cornos. E é o sonho de voar, além do clima, um dos principais fatores que contribui para o sucesso dos pacotes turísticos do Nordeste. O que mais intriga o pessoal do trade de cidades como a nossa é como oferecer tanto por tão pouco? E após contas e mais contas, não se chega a uma conclusão. Seriam os criadores do destino Nordeste mais criativos do que os nossos? Como vender a esses preços, e pelo menos cobrir custos? Como explicar se foram tentadas até os ganhos em “economia de escala”? Lendo matérias jornalísticas aqui e outra ali, fui “garimpando” informações que me levaram a seguinte conclusão: as companhias aéreas não estão pagando nenhum tipo de impostos. Não estão pagando a Infraero, não estão pagando o combustível, a Petrobrás. Assim, podem fazer para as operadoras o tal transporte aéreo, por uns “poucos dinheiros”. Em troca, os políticos regionais dos Estados atendidos e beneficiados, fazem um “lobie” no Planalto Central, leia-se Brasília, para rolagem, isenções, negociações e protelações de tais dívidas. Divisas turísticas para os Estados do Nordeste e nós ficamos com a fatura e sem os clientes, em decorrência do que podemos chamar de concorrência desleal. Se não bastassem os investimentos em infra-estrutura como aeroportos, estradas, abastecimento de água, os incentivos fiscais e as benesses dos financiamentos essencialíssimos de que eles dispõe, só falta a minha conclusão ter fundamento. Ou será que eu também estarei voando?

Ronaldo Dias