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Texto: Claudia Oliveira
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Cachoeira do Côrrea compõe o fascínio do “planeta água”! Um mistério em meio ao universo. O planeta que ironicamente chamamos de Terra é formado em sua maior parte pela fórmula H2O, incolor, saudável, alimentar, vital. E porque não? Intrigante! Simplesmente, água!
Do seio da bacia da Serra do Mar, eis que surge a nascente no Morro do Brilhante... Perfurando os lençóis freáticos, invade a crosta terrestre e por entre pedras nasce para o planeta alimentando e dando vida a todos os seres. E mata a sua sede: sede de água; sede de beleza; sede de lazer; sede de refletir; sede de esclarecimento; sede de vida!
Perambulando cuidadosamente por entre as pedras, a água da nascente do brilhante vem tomando confiança e criando inigualável força e beleza. Assim, desce a formosa Serra e, a cada queda d’água, é batizada com um nome diferente, como se pudéssemos acompanhar suas diferentes fases e beleza em todo seu ciclo até o encontro das águas salgadas do Atlântico.
Mas, é a 3 km da SP-55, na entrada do Largo do Sapé, bairro da Maranduba, região sul do município, sentido bairro do Sertão da Quina, que vamos desfrutar de um dos pontos mais visitados da extensa cachoeira. Batizada com o sobrenome de tradicional família caiçara, ficou conhecida como Cachoeira do Côrrea.
No caminho, passamos por diversas pousadas que misturam-se ao silêncio e à vegetação, destacando-se as canas silvestres que originaram o nome do município, os ornamentais ubás. Logo após a escola estadual, encontramos à direita a rua Benedito Helói, que nos levará à travessa da Cachoeira. A rua sem saída nos aporta no aconchegante “Bar do Zé Côrrea”, que exibe em sua arquitetura um estratégico deck à beira da imponente queda d’água.
O bar funciona a partir do mês que vem (setembro), das 22h às 5h da manhã e, na temporada e feriados prolongados, durante o dia com serviços às margens da cachoeira.
Nas as piscinas que formam-se por entre as rochas, encontramos variadas espécies de peixes como, por exemplo: lambaris; bagres, popularmente conhecidos como jundiás, e até mesmo uma espécie de camarão usado como isca para robalo, o pitu.
O local de ares cinematográfico nos proporciona a fuga do mundo urbanizado e uma viagem ao nosso interior. A paisagem composta por colinas de vegetação ora rasteira, ora serrada, nos dá a ilusão de que estamos distantes das mais de 80 praias que costeiam a nossa Ubatuba. Um lugar agradável e surpreendente, esperando por você!
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