Graves problemas na passagem de ano em Ubatuba: faltou
água, esgoto vazou em vias públicas e o trânsito virou um cáos


Todos os finais de ano em Ubatuba, no litoral norte paulista, surgem graves problemas de infra-estrutura, mas nada se comparado a virada 2006 - 2007

Ubatuba, como sempre nessa época do ano, estava repleta de turistas. Inversamente a isso o trânsito estava mal orientado, principal-mente para os motoristas que chegavam à cidade pela Rodovia Oswaldo Cruz e se viam presos a enormes congestionamentos numa única avenida, quando outras paralelas apresentavam tráfego normal (era mera questão de se alterar uma ou outra mão de direção ou simplesmente melhorar a comunicação visual. No dia 29 de dezembro boa parte da cidade acusava falta de água e no dia 31, no tão esperado Reveillon, a água acabou de vez em prédios com mais de um andar.

 

Lata d'água na cabeça

É imperdoável que uma cidade que recebe anualmente um grande volume de turistas nessa época do ano sempre registre o mesmo problema: a falta d'água. Muitos turistas que pretendiam passar vários dias em Ubatuba, face a falta da imprescindível, insubstituível e vital água potável, acabou por abreviar a estada e nem esperou a passagem do ano.

Esgoto a céu aberto

Como toda cidade litorânea, Ubatuba também enfrenta problemas com o destino dos esgotos, ainda mais nesse período, com o aumento no número de habitantes da cidade. Como conseqüência, canais fétidos, praias contaminadas e, principal-mente na maré cheia, o cheiro nada agradável que emanava das caixas de esgoto, bueiros e a proliferação de insetos e roedores perigosos e indesejáveis. As obras de saneamento básico em Ubatuba, principalmente na região central, bem mais adensada, se arrastam. No Perequê-Açú, existem obras de canalização de águas pluvias e coleta de esgotos que come-moram vários aniversários e estão longe de terminar.

 

Preços dos alimentos

Muitos abusos foram constatados. Na véspera da passagem do ano, frutas comuns que costumam ser utilizadas para adornar mesas, como abacaxis e melancias chegavam a ser vendidas a 5 reais a unidade e até 8 reais o kilo, no caso das melancias. Francamente, um desatino.

Barulho excessivo

No período da noite, geralmente entre 18 e 23 horas, algumas igrejas especializadas em "exorcismos", com as portas escancaradas, mantém caixas de som nas alturas e toda vizinhança é obrigada a acompanhar o "sai capeta". Vale destacar também que essas igrejas não possuem nenhum tratamento acústico, estão em regiões adensadas e não respeitam de forma alguma a vizinhança. Fiscalização para isso NÃO EXISTE!

Nas madrugadas, rachas entre carros e motos ocorrem por toda orla e veículos com som alto não dão paz a ninguém, na total impunidade.

Turismo é qualidade, ou seja: bom receptivo, vias públicas limpas e desobstruídas, saneamento básico a altura, trânsito bem organizado, segurança pública competente etc.

À Prefeitura de Ubatuba compete, além de cobrar regiamente seus impostos, dar aos munícipes e turistas melhor qualidade de vida: concluir velhas obras que se arrastam, re-solver de vez o problema do saneamento básico e investir mais em qualidade. Assim, Sr. Prefeito, não dá!