Mostra "Arte em Branco e Preto" reúne xilogravuras de Oswaldo Goeldi


Consagrado artista plástico e professor Oswaldo Goeldi (1895-1961) nasceu no dia 21 de outubro, no Rio de Janeiro.
Filho do famoso naturalista Emílio Au-gusto Goeldi, seguiu com os pais para a Amazônia ainda muito jovem. Pouco depois partiu com a família para a Europa onde fixaram residência em Zurique, na Suíça.

 

A paixão pelas artes plásticas

Durante a Primeira Guerra Mundial Goeldi cursava a Escola Polítécnica, mas abandonou-a, seguindo a paixão pelas artes, e matriculou-se na École des Arts et Métiers. Não durou muito por lá, decepcionado com a instituição, passou a ter aulas com os mes-tres Serge Pahnke e Henrivan Muyden, em 1917. Nesse mesmo ano, realizou sua primeira exposição individual em Berna, onde conheceu Alfred Kubin, que se tornou mentor artístico. Nessa mesma época conheceu e se tornou amigo de Hermann Kümmerly, com quem fez suas primeiras litogravuras.


"Chuva" xilogravura feita por Goeldi em 1957

 

De volta ao Brasil

De volta ao Brasil em 1919, iniciou carreira como ilustrador de revistas e realizou sua primeira exposição no Liceu de Artes e Ofícios, passando a ser muito reconhecido e respeitado como artista plástico.

A partir de 1923 passou a dedicar-se intensamente à xilogravura. Em 1930 lançou o álbum 10 Gravuras, prefaciado por Manuel Bandeira. O sucesso de venda de seu livro permitiu seu retorno à Europa onde promoveu diversas exposições.
De volta ao Brasil em 1932, passou a introduzir cores em suas xilogravuras. Em 1950 expôs na 25 Bienal de Veneza e ganhou o Prêmio de Gravura na Bienal Internacional de São Paulo em 1951. Cinco anos depois, no Museu de Arte Moderna de São Paulo foi realizada sua primeira retrospectiva.

 

Dedicação ao ensino

Além de atuar como professor de xilogravura na Escola Nacional de Belas Artes, Oswaldo Goeldi fez ilustrações para diversas obras de escritores brasileiros, como Raquel de Queiroz, José Geraldo Vieira, Raul Bopp e Cassiano Ricardo. Também fez uma série de gravuras em madeira para Humilhados e Ofendidos e Recordações da Casa dos Mortos de Dostoiewsky e Mar Morto do escritor Jorge Amado.

As obras de Oswaldo Goeldi já estiveram presentes em mais de uma centena de exposições póstumas no Brasil, Argentina, França, Portugal, Suiça e Espanha.

Atualmente a Associação Artística Cultural Oswaldo Goeldi e o Instituto Goeldi estão desenvolvendo o Projeto Goeldi, que visa agregar amigos, admiradores e colecionadores da obra do artista, bem como difundir todo seu trabalho em diversos segmentos, exposições e publicações a seu respeito.

Algumas de suas obras podem ser vistas no Museu da Xilogravura de Campos do Jordão, Jaguaribe, fone: (12) 3662-1832.

 

Nova exposição

Sob responsabilidade dos curadores Lani Goeldi e Ricardo Barradas, uma nova ex-posição póstuma está sendo levada no Espaço Cultural BM&F - Bolsa de Mercadorias & Futuros, e segue aberta ao público até o dia 05 de abril, na Rua Antonio Prado, 48, em São Paulo. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone: (11) 3119-2000.