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Convênio entre a Fundação Sanatório São
Paulo e o Estado,
que mantém em funcionamento a maternidade, acaba dia 18.
Face aos baixos valores repassados pelo SUS/Estado e que não cobrem os
custos operacionais daquela maternidade, o Convêncio nº 031/2002 corre o
risco de não ser renovado, o que poderá trazer sérios transtornos à
sociedade
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Ofício datado de 11 de junho último e assinado pelo Diretor Executivo da
Fundação Sanatório São Paulo, Dr. Américo Richieri Filho, comunicou
formalmente ao prefeito de Campos do Jordão, Dr. João Paulo Ismael, "...
que se vê impossibilitado em renovar o Convênio que mantém junto à
Secretaria de Saúde do Estado, uma vez mantidas as condições que
remuneram os serviços em referência.". Mais à frente ele coloca "...
mantemo-nos à disposição do Estado, da Prefeitura e do Ministério
Público, para a análise de alternativas que venham viabilizar a
continuidade dos serviços em referência", conclui.
Pego de surpresa através do ofício encaminhado pela direção da Fundação
Sanatório São Paulo, apenas quatro dias úteis antes do encerramento do
convênio, e bastante irritado com a direção da Diretoria Regional de
Saúde do Estado - DRS XVII, já ciente do problema através de ofício
recebido da própria Fundação Sanatório São Paulo no dia 09 de maio
(portanto há mais de 30 dias) e que sequer participou o problema para
sua administração, João Paulo disparou: "Isso nos causa muita estranhesa
e perplexidade, afinal trata-se da única maternidade existente em Campos
do Jordão e essa informação só chega a meu conhecimento - o prefeito da
cidade - agora. Isso demonstra claramente que a diretora da DRS XVII -
Sra. Sandra Maria é insensível e que o máximo que entende sobre Saúde
Pública é que é casada com um médico.", apontou o prefeito.
Desde o fechamento da Maternidade da Santa Casa local, que mais
recentemente faliu e fechou definitivamente suas portas, o setor de
obstetrícia do Município foi transferido para a Fundação Sanatório São
Paulo, que vinha realizando o atendimento com verbas repassadas pelo SUS
ao Estado.
Para o prefeito Dr. João Paulo, "O risco de fechamento da maternidade é
sério e muito pior ainda foi a demora, tando da direção do Sanatório
como da |
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DRS XVII em
participar à administração municipal o risco de um colapso no atendimento
obstétrico", destacou. "Em face da gravidade do fato e preocupado com as sérias
conseqüências sociais que o fechamento da maternidade poderá trazer, encaminhei
nesta terça-feira, dia 12, o ofício nº 535/07 à direção da Fundação Sanatório
São Paulo lamentando o fato e propondo a locação daquele espaço do complexo
hospitalar para que a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Campos
possa assumir imediatamente mais essa responsabilidade, que é do Estado, já no
próximo dia 19, para que não corramos o risco de haver nenhum inter-rompimento
no atendimento às gestantes e recém-nascidos, que seriam obrigadas a ser
atendidas em outras cidades do Vale, como Pindamonhangaba e Taubaté: o que além
de absurdo, colocaria em risco a saúde de parturientes e bebês", concluiu.
Clique e saiba mais sobre o
pronunciamento do Pe. Batista, Curador da Fundação Sanatório São Paulo, sobre o
problema e a íntegra dos ofícios trocados. |