Campos sedia Simpósio da Socesp


Entre 1950 e 2025, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de pessoas com 60 anos ou mais deve aumentar 15 vezes. O Brasil ocupará o sexto lugar em idosos, alcançando em 2025, 34 milhões de pessoas na terceira idade. Em 2020, a expectativa de vida deve ser de 73 anos e as projeções, para 2025, permitem supor que a expectativa média de vida do brasileiro estará próxima dos 80 anos de idade.

Essa mudança se deve a melhoria na qualidade de vida, melhores condições sanitárias, alimentares, ambientais e avanços na infra-estrutura básica. Também se deve a conquistas da Medicina, como assepsia, vacinas, antibióticos, quimioterápicos e exames, que permitem prevenir ou curar doenças, antes fatais.

Além disso, a própria população está mais consciente sobre a importância de cultivar uma vida com qualidade. Tudo isso provocou queda da mortalidade infantil e aumento da expectativa de vida.

Diante desse cenário, é cada vez mais importante que os médicos estejam preparados para atender e tratar os idosos, as maiores vítimas de derrames cerebrais e infartos, mais vulneráveis a doenças crônico-degenerativas, como as cardiovasculares, que são de maior mortalidade e morbidade. Frente a esta realidade, a SOCESP promoverá nos dias 1º e 2 de Agosto de 2008, em seu Centro de Eventos em Campos do Jordão (SP), o Simpósio Cardiogeriatria no Mundo Real. O Desafio para as Diretrizes. “Alguns dos mais renomados cardiologistas do país vão discutir as doenças enfrentadas pela Terceira Idade e seu tratamento”, anuncia o Dr. Ari Timerman, presidente da SOCESP.

A prática clínica exige o conhecimento a respeito das influências que o envelhecimento exerce sobre as doenças cardiovasculares. Isso é evidente diante do aumento da população idosa e do impacto das doenças cardiovasculares nessa população, completa o Dr. Maurício Wajngarten, professor livre docente em Cardiologia pela FMUSP e Diretor da Unidade de Cardiogeriatria do Incor, que acrescenta: “Nos idosos, é necessário considerar prioritariamente o doente mais complexo, que apresenta várias condições crônicas, que não são curáveis e requerem controle, com menor eficiência das diretrizes. Ainda temos uma enorme carência de estudos sobre tais aspectos. É nítido, porém, que esse cenário está mudando. O médico que ignorar estes conceitos e a evolução dos conhecimentos perderá a eficiência no atendimento”.

O Dr. Ari Timerman acredita que este simpósio terá grande sucesso porque o tema é de interesse de todos os cardiologistas do país e observa: “Também é o resgate das atividades científicas de pequeno e médio porte da SOCESP em Campos de Jordão”. O simpósio será essencialmente prático. As atividades estimularão perguntas e interatividade. “Haverá muita discussão, atualização e, acima de tudo, descontração”, enfatiza Wajngarten.

Outro destaque deste simpósio, que conta com o apoio do Departamento de Cardiogeriatria da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DECAGE), é sua realização em Campos do Jordão.

Por dez anos, a SOCESP realizou seu congresso nessa cidade, mas frente a seu crescimento, mesmo após os investimentos no Centro de Eventos, foi necessário mudar para uma cidade maior. “Agora, com este simpósio, temos a oportunidade de retornar a Campos, curtir uma nostalgia, unindo o útil ao agradável”, finaliza o Dr. Ari Timerman.

O Simpósio SOCESP: Cardiogeriatria no Mundo Real - O Desafio para as Diretrizes - será realizado dias 1 e 2 de Agosto de 2008, no Centro de Eventos Campos do Jordão.

Público alvo: Cardiologistas, clínicos gerais, geriatrias, residentes e profissionais da saúde envolvidos na assistência ao idoso.

Programa: Discussões interativas de casos multidisciplinares e revisões de temas importantes na pratica clínica.

Fonte: Socesp/ Acontece Comunicação e Notícias.