Edição 2.765 - Ano XVIII - Fundadores: Otaciano Pereira e Irene Pereira -

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DESRESPEITO
Denúncia foi feita por residentes que não aguentam mais a situação

Moradores transformam
local no Santa Rita em lixeira


Odair Vales



LIXEIRA
| Atrás do Abrigo São José se formou há cerca de dois meses e moradores continuam jogando lixo no local


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JANDERSON CANTANHEDE
DA REPORTAGEM

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A área atrás do Abrigo São José, na Avenida Cora de Carvalho, no bairro Santa Rita, está virando lixeira a céu aberto. Segundo alguns populares que denunciaram o descaso, a culpa é de alguns moradores que insistem em transformar o local em lixão.
Uma funcionária pública que não quis ser identificada, disse que a questão vem acontecendo há meses e várias soluções já foram dadas para o problema, porém, alguns moradores continuam jogando lixo no local. “Outro dia fizemos uma coleta e mandamos capinar e tirar todo o lixo daí. O pedaço ficou bem limpo. Para a nossa surpresa, alguns moradores porcos continuaram a jogar o lixo na área”, comentou.
Para os moradores, a única alternativa encontrada foi denunciar o caso na imprensa solicitando aos órgãos competentes que fiscalizem de perto a situação. “Acho que se os órgãos públicos fiscalizassem mais esse problema não teríamos tantos lixões a céu aberto pela cidade”, disse César Augusto Soares.
Com o acúmulo de lixo, surge o aparecimento de animais nocivos à saúde humana, como ratos, baratas e insetos. “É horrível porque temos que conviver com esse montueiro de lixo e também com a idéia de que moramos no meio de uma lixeira”, concluiu um outro morador
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Clínica de Pneumologia no
Pacoval permanece abandonada

Odair Vales




PRÉDIO
| Deverá ser adaptado para outras
atividades que não foram divulgadas pelas autoridades

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ERICK RIBEIRO
DA REPORTAGEM

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O prédio destinado ao funcionamento da Clínica de Pneumologia do Amapá, localizada no bairro do Pacoval, permanece esquecido pelas autoridades. É o que afirmam as pessoas que residem nas proximidades da obra que, segundo elas, está há mais de três anos sem receber qualquer tipo de investimento. Com a estrutura fragilizada, partes do local ameaçam desabar.
Para os moradores, a situação do local só não é pior porque alguns dos vigilantes que defendem o prédio, vez por outra, apararam o mato que insiste em recepcionar quem chega na área. Sendo um prédio grande que dispõe de várias dependências, mesmo sem receber qualquer reparo, a obra ainda não foi condenada pela Defesa Civil, pois sua estrutura base permanece, aparentemente, firme.
Contudo, os próprios vigilantes afirmam que não tem coragem de ficar em determinados pontos da Clínica, pois parte do teto (feito em madeira), ameaça desabar. “Na próxima chuva uma parte do forro cai. Algumas partes dele já caíram e quase atingiram alguns colegas”, informou um vigia que preferiu permanecer anônimo.
Por se tratar de uma obra construída com dinheiro público, a reportagem do Jornal do Dia procurou a Seinf (Secretaria de Estado da Infra-Estrutura) para saber qual o destino do prédio. Porém, a responsabilidade pela obra foi repassada para a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) que, por sua vez, informou que há mais de dois anos, deixou de responder pelo local.
Entretanto, a Sesa garantiu que existe um projeto definido para a área, só não soube definir qual. Uma versão não confirmada, diz que o local é destinado para construção de um centro de reabilitação e tratamento de pessoas idosas. As duas secretarias consultadas ficaram de repassar uma resposta oficial ainda ontem para o JD . Contudo, até o fechamento desta edição, nada foi dito.

Fiscais da EMTU controlarão
o trânsito em frente às escolas

Odair Vales




ESTUDANTES
| Terão mais segurança na entrada e saída

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ERICK RIBEIRO
DA REPORTAGEM

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A EMTU (Empresa Municipal de Transportes Urbanos) inicia hoje o trabalho de organização do trânsito em frente às escolas públicas de Macapá. A medida prevê o destacamento de 74 fiscais de trânsito para controlar o fluxo de veículos nas áreas próximas às instituições de ensino da cidade durante a entrada e a saída dos estudantes, e visa garantir mais segurança para os alunos e professores nos horários em que o movimento de veículos é mais intenso.
Segundo a empresa, a fiscalização vem atender a uma solicitação feita pelos pais e responsáveis dos estudantes de Macapá, reivindicação que ganhou força ao ser divulgada pelo Jornal do Dia na edição do dia 23 de agosto. “Após receber a queixa, a Empresa de Transportes Urbanos verificou a necessidade de implementar a fiscalização em vários pontos da cidade. A partir desta sexta-feira, vamos disponibilizar 74 pessoas para trabalhar nos dois turnos, de manhã e de noite, durante a entradas e saída dos alunos, que são os horários de mais movimento de veículos em frente às escolas”, comentou o chefe de gabinete da EMTU, Jefferson Fassi.
Para garantir a participação de todas as instituições de ensino da capital, a Empresa fez um levantamento e vai estender o benefício a 32 escolas. “Sabemos que a maioria das escolas de Macapá já está devidamente sinalizada com faixas e tachões luminosos. Mas, como alguns dos motoristas da cidade ainda não respeitam esses sinais, vamos atender tanto escolas municipais como as estaduais, pois, como a prefeitura conta com uma parceria com o governo do Estado, estamos ampliando esse serviço, porque todos os alunos merecem ter mais segurança quando chegam ou saem da escola”, destacou Fassi.

QUEIXAS
De acordo com as reclamações, o problema é mais crítico para as pessoas que mantêm seus filhos estudando nas escolas públicas que ficam distante do centro comercial. Elas estão insatisfeitas com a sinalização e a fiscalização oferecida pela administração municipal.
Os problemas se concentram nos horários de pico, quando os estudantes estão entrando ou saindo da escola, momento em que o tráfego de veículos é intenso. Além do risco de acidentes, a ausência de fiscais gera insegurança dentro dos muros dos colégios.
Para a auxiliar de enfermagem Rosa Santos, o bairro do Congós é um dos mais afetados com a falta de segurança ocasionada pela ausência de fiscalização e sinalização. “Quando deixamos ou pegamos as crianças aqui na Mário Quirino é um sufoco, pois aqui na Claudomiro de Moraes passa muito carro. Sem sinalização ou fiscalização, as crianças correm o risco de serem atropeladas. Outro dia quase que o carro ‘pega’ uma criança de oito anos. Sem falar que ontem, tamanha 07h30, minha bicicleta foi roubada de dentro da escola. Se tivesse um guarda aqui, isso não estaria acontecendo”, acredita.
As queixas dizem ainda que as escolas do centro estão sendo privilegiadas. “A maioria das escolas que estão no centro contam com sinalização e fiscalização. E nós que moramos nos bairros mais afastados, não temos nem um nem outro. Até parece que aqui não tem criança pequena ou não passa carro”, desabafou a dona de casa Maria Luiza, completando: “O engraçado é que não se encontra uma escola particular sem sinalização ou fiscalização”.

ESCOLAS PARTICULARES
Com relação a sinalização encontrada em frente às escolas particulares, a EMTU garantiu que os procedimentos são os mesmos adotados para uma escola pública. Contudo, são os proprietários desses estabelecimentos que compram os materiais e por isso, recebem a sinalização de maneira mais ágil.

Trabalho em escolas podem
aumentar valor da bolsa do ProUni

Os acadêmicos do ensino superior de baixa renda que recebem bolsa de 50% através do ProUni (Programa Universidade Para Todos) podem ganhar um reforço extra das secretarias estaduais de educação.
Das 112.275 bolsas distribuídas pelo ProUNi, 40 mil são parciais, destas, 4.597 ficam no Amapá, Maranhão, Pará, e outros Estados do Nordeste, Sul e Centro Oeste.
Com o acordo, os alunos poderão receber uma ajuda adicional de, pelo menos, 25% da mensalidade durante 12 meses. Para isso, o bolsista precisará dar uma contrapartida em trabalhos de monitoria, auxílio em programas de alfabetização e em atividades do programa Escola Aberta. Dessa forma, o universitário vai reforçar os recursos humanos do estado atuando para melhorar a educação básica.
O programa dará preferência aos estudantes que desejam ser professores. Um estudante de física, por exemplo, poderá ajudar na monitoria nas escolas aos finais de semana. “Além da bolsa, ele passa a ter a oportunidade de enfrentar problemas reais e trabalhar em projetos que possam estar vinculadas à sua formação”, explica a direção do departamento de modernização e programas de educação superior.
Os estudantes poderão estudar gratuitamente se, além dos 50% de bolsa que recebe e da ajuda da nova parceria, forem contemplados pelo Fies (Financiamento Estudantil). (Janderson Cantanhede)

Hemoap intensifica campanha de
incentivo à doação de sangue no Estado

Odair Vales



ÂNGELA FERREIRA | Esses números que temos em Macapá são decisivos, pois coleta é apenas na capital

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ERICK RIBEIRO
DA REPORTAGEM

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O Hemoap (Instituto de Hemoterapia e Hematologia do Amapá) está intensificando as ações voltadas a captação de novos doadores, além de incentivar àqueles que pararam de contribuir, a retornar ao local. A medida se fez necessária devido ao aumento na demanda de sangue no Estado que, segundo o Instituto, é bem superior ao número de voluntários que fazem a doação com regularidade.
De acordo com a enfermeira e coordenadora do serviço de captação de doadores do Hemoap, Ângela Ferreira, mesmo com a realização de campanhas e a promoção de vários incentivos, o Instituto de Hemoterapia e Hematologia do Amapá nunca considerou que tinha um estoque de sangue considerado bom. Contudo, o volume de pedidos registrado nos últimos meses está sendo bem superior a média normal registrada nos anos anteriores, o que vem gerando preocupação à gerência do local. “Isso porque o Hemocentro apenas processa, não fabrica sangue. Por isso, precisamos que as pessoas que podem doar, contribuam com o nosso trabalho, pois ela estará ajudando a salvar vidas”, comentou a enfermeira.
Segundo um levantamento feito pelo Hemoap, 40 mil pessoas estão cadastradas como doadores. Mas, apenas seis mil doam com regularidade, o que representa uma contribuição de apenas 15% da capacidade de coleta de sangue no Amapá. “Esses números que temos em Macapá são decisivos, porque é só na capital que a coleta de sangue é feita. Temos uma outra área que está toda equipada e pronta para fazer a coleta em Santana, mas por falta de recursos humanos, ela permanece apenas fazendo transfusão de sangue. Por isso, as pessoas de outros municípios dependem do compromisso dos doadores de Macapá”, argumentou Ângela Ferreira.
O ideal para manter a prestação de serviço com uma “folga”, seria a captação de mil bolsas de sangue todo mês, ou seja, 33 por dia. “Entretanto, os nossos doadores homens só podem doar uma vez a cada quatro meses. No caso das mulheres, a doação acontece uma vez a cada seis meses. Por isso, solicitamos às pessoas que estão cadastradas e àquelas que querem se cadastrar a procurar o Hemoap para ajudar com esse serviço tão importante, porque o sangue não fica no Hemoap, mas ajuda a salvar vidas”, destacou a coordenadora do serviço de captação de doadores do Hemocentro.

SERVIÇO
O Hemoap fica localizado na avenida Raimundo Alvares da Costa, s/nº - no bairro Jesus de Nazaré. Maiores informações pelos números: (96) 3212-6139; Fax: (96) 3212-6220; PABX: 96 3212-622, ou pelo E-mail: Hemogab@peeds.com.br.

Solta no Amapá ave migratória
dosEstados Unidos resgatada
por ribeirinho

Técnicos do Ibama e ribeirinhos realizaram na manhã de ontem, na Ilha de Santana, a soltura de uma gaivota que foi resgatada há dias por um morador da região. A ave havia sido socorrida no dia 23 de outubro pelo catraieiro José Amarildo de Almeida Souza, durante o percurso habitual na travessia entre a comunidade localizada na Ilha e a cidade de Santana. De acordo com Seu Amarildo, o animal debatia-se às margens do rio, a cerca de 50 metros do trapiche de atracação das catraias - embarcações utilizadas no transporte dos moradores da região. Sensibilizado com o aspecto da ave, levou-a para sua casa, onde improvisou uma gaiola de madeira, telada com malha plástica e coberta por palha e passou a cuidar da gaivota.
Os cuidados do ribeirinho com animal despertaram a atenção dos técnicos do Núcleo de Fauna do Ibama. Segundo o veterinário Mauro Jackson, a forma como foi tratada possibilitou uma rápida reabilitação da ave.
Examinando a ave, os técnicos encontraram uma anilha e as informações registradas - Call 1800 -327 DAND, laurel MD, 20708 USA, 1182-68040 -, indicam que o animal migrou dos Estados Unidos. As informações foram repassadas ao Centro de Pesquisa Nacional para Conservação de Aves Silvestres (Cemave), mantido pelo Ibama, que mantém contatos com instituições semelhantes no exterior.

RECLAMAÇÃO
Segundo eles, os casos acontecem durante o ano inteiro

Visitantes reclamam de furtos
em sepulturas nos cemitérios


Odair Vales



DEPREDAÇÃO
| E furtos são as maiores reclamações feitas pelos visitantes em relação aos cemitérios


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JANDERSON CANTANHEDE
DA REPORTAGEM

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Centenas de pessoas aproveitaram o Dia de Finados para reverenciar os parentes mortos e também para arrumar as sepulturas que, segundo os visitantes, tem sido alvos de ladrões.
A principal reclamação feita pelos visitantes no cemitério Nossa Senhora da Conceição, no bairro Santa Rita, foi a depredação e os furtos feitos nas sepulturas. “Na sexta-feira eu vim aqui no mausoléu de minha mãe e quando vi tinham tirado pela grade as coroas de flores e os vasos pequenos que existiam. Acho que os órgãos públicos responsáveis pela manutenção dos cemitérios deveriam cuidar melhor da segurança nesses locais, caso contrário, sempre seremos vítimas desses bandidos”, desabafou José Maria, que teve a sepultura de sua mãe furtada.
As reclamações de roubos e furtos dentro dos cemitérios da cidade não param por aí. Segundo a dona de casa Maria dos Santos, as ações dos bandidos não acontecem apenas próximo ao Dia de Finados, mas durante o ano inteiro. “Eu quase toda semana visito a sepultura de meu pai, e sempre trago flores ou coroas com rosas. Quando retorno após alguns dias, o que eu havia deixado já foi roubado. Então tenho que trazer novas flores e assim vai”, contou.

VISITAÇÕES
O cemitério de Nossa Senhora da Conceição foi um dos mais visitados ontem. As ruas e avenidas de entorno foram interditadas pela Polícia Militar e Guarda Municipal devido o grande fluxo de pessoas. No cruzamento da Avenida Antônio Coelho de Carvalho com a Rua Marcelo Cândia, um quarteirão distante do cemitério, os agentes de trânsito tiveram trabalho para orientar o vai e vem de veículos particulares, ônibus e pedestres.

Finados movimenta
comércio informal

Odair Vales




LOJISTAS
| Da Rua Cândido Mendes abriram as portas para faturar um pouco mais nesta época


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JANDERSON CANTANHEDE
DA REPORTAGEM

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Enquanto muitas pessoas aproveitaram o dia de ontem para descansar, passear com a família ou ir ao cemitério visitar a sepultura de um ente querido, outros preferiram trabalhar. Foi o que aconteceu com alguns lojistas da Rua Cândido Mendes que abriram as portas com o intuito de faturar um pouco mais nesta época de final de ano, quando o movimento no comércio de Macapá aumenta consideravelmente.
Um dos gerentes que preferiu não se identificar disse que, apesar não obrigar nenhum dos funcionários a ir trabalhar no feriado, alguns preferiram arriscar a sorte no Dia de Finados. “Eu estava sem fazer nada em casa, então resolvi vir tentar vender alguma coisa aqui na loja. Pelo menos o que eu vender vai dar para ajudar nas despesas de final de ano”, comentou o vendedor Roberto Franco.

AMBULANTES
Nas mediações em torno do cemitério Nossa Senhora da Conceição, no bairro Santa Rita, o número de ambulantes foi grande. Eram vendedores de rosas, velas, coras de flores, lanches e comidas típicas.
A Rua Marcelo Cândia, que dá acesso a um dos portões principais do cemitério, ficou ontem como uma verdadeira feira. “Todos os anos trazemos nossa banca de venda para cá, porque o fluxo de pessoas visitando o cemitério é muito grande. Tem gente até que faz promoção para conseguir chamar a freguesia. É a disputa e o esforço para sair da crise econômica”, concluiu o ambulante José das Chagas, vendedor de lanches.

FIQUE POR DENTRO
Entenda o significado da data


No México, Finados é
comemorado com festa

O culto aos mortos é uma das mais antigas celebrações no mundo. Ela surgiu no Oriente, por um Abade, que no ano 998, estabeleceu esta comemoração solene para orar por aqueles que estavam no purgatório.
No Ocidente, no século XIV, Roma aceitou esta celebração, que se estendeu a toda cristandade.
Logo no começo da crença, os Cristãos recordavam em seus lares, seus entes queridos já falecidos. Depois esse culto doméstico foi se transformando numa data com significado mais abrangente.
Por isso foi dedicado um dia no ano, 2 Novembro, Dia de Finados, para orar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezavam e dos quais poucos lembravam.
Para os católicos, a comemoração a todos os fiéis defuntos possui uma grande riqueza espiritual a ser cuidadosamente aproveitada. Além de participações nos atos religiosos, a data proporciona uma reflexão sobre a morte e o cumprimento de deveres com a memória de parentes e amigos.

FESTA
Porém, há um país onde o Dia de Finados é comemorado com festa e muita alegria. É o México, onde as famílias reverenciam seus mortos num ambiente de festa e alegria, tocando suas músicas preferidas e enchendo túmulos e altares caseiros com oferendas como tequila e as comidas que os defuntos mais gostavam. “É uma forma diferente do Brasil, onde as igrejas dobram os sinos, os pais censuram os gritos e traquinices das crianças e os cemitérios enchem-se de parentes e amigos que vão dolorosa ou resignadamente chorar ou relembrar os entes queridos”, comentou o professor de história geral, Carlos Augusto. (Janderson Cantanhede)

OPORTUNIDADE
Recomendação foi dada por gerentes de diversas lojas do centro

Esforço pode garantir emprego
após temporada de final de ano


Odair Vales



COMÉRCIO
| Oferece empregos temporários durante o final de ano, quando as vendas crescem consideravelmente


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JANDERSON CANTANHEDE
DA REPORTAGEM

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Para aproveitar uma das 2,5 mil vagas de trabalho temporário previstas para este fim de ano no mercado amapaense os candidatos precisam estar preparados para entrar no mercado e, dependendo das oportunidades, aumentar as chances de efetivação. A recomendação foi dada por gerentes de diversas lojas do centro da cidade, que esperam ter um bom rendimento neste final de ano.
Os setores de comércio e serviços são os que buscam colaboradores temporários para suprir as demandas típicas da época. Como o período é curto, os interessados precisam ser rápidos para conseguir ingressar no mercado de trabalho em tempo. O caminho certo, segundo Augusto dos Santos, representante comercial no Amapá, é procurar as empresas, lojas de departamento, redes de supermercado, informar-se de como será realizado o processo seletivo e demonstrar seu interesse em fazer parte do quadro de funcionários. Outra dica é focar a busca da vaga de acordo com o perfil. “O comércio é um dos setores que mais abre vagas nesta fase. Para conseguir um posto nessa área, a pessoa precisa ser comunicativa, ter bom relacionamento interpessoal, uma boa apresentação pessoal, simpatia, bom humor e nunca usar gírias”, reforçou Augusto.
Investimentos em especializações, cursos de idiomas, atividades culturais e viagens devem ser vistos como oportunidades para se diferenciar no mercado de trabalho.

Calçoenenses comemoram
São Sebastião no distrito de Goiabal

Mário Tomaz




MORADORES
| Mostraram sua fé e devoção no festejo



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JANDERSON CANTANHEDE
DA REPORTAGEM

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A comunidade de Goiabal comemorou no último final de semana, antecipadamente, o santo padroeiro, São Sebastião. O evento que iniciou na sexta-feira encerrou com procissão na beira da praia do Goiabal. O coordenador da festa religiosa, Edílson Avelar, parabenizou a todos pela fé e devoção, bem como agradeceu ao prefeito Jorge Récio por acreditar no evento há sete anos. “Nossa festa está crescendo a cada ano e novos fiéis fazem parte da romaria, prova da devoção deste povo calçoenense”, comentou.
Estima-se que três mil pessoas estiveram participando das atividades religiosas e profanas, desde o tradicional bingo até as novenas constantes que encerraram com justa homenagem ao santo no final da tarde de domingo.
O prefeito de Calçoene, Jorge Récio, esclareceu que a festa é realizada no mês de outubro em virtude do clima favorável na região. “Esta tradição é melhorada a cada ano no distrito de Goiabal, assim como acontece com essa localidade. Hoje, além de infra-estrutura, o local oferece um dos mais prazerosos pôr-do-sol já visto no Amapá. Quem ganha com o crescimento da festa é a própria comunidade e os organizadores, pois conseguem arrecadar recursos para a construção de uma nova capela para o santo”, ressaltou.

TRADIÇÃO
Para complementar a festa religiosa, os organizadores realizaram ainda o tradicional torneio de futebol, o tacobol e a corrida de cavalos. O vaqueiro Chiquinho ganhou R$ 30 de prêmio e o Telão ficou com o prêmio de vencedor.

Geólogo disputa presidência
do Crea no próximo dia 04

Odair Vales



PAULO CÉSAR | O Conselho deve ser uma instituição que ajude o Estado a se desenvolver


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JANDERSON CANTANHEDE
DA REPORTAGEM

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No próximo dia 4 acontece na sede do Crea/AP (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) eleição para a presidência da instituição. Quatro nomes concorrem ao cargo. Entre eles está o ex-diretor do Terrap (Instituto de Terras do Amapá), o geólogo Paulo César.
Licenciado ainda em Química pela UFPA (Universidade Federal do Pará), ele foi o primeiro conselheiro federal representante dos profissionais do Crea/AP, de 1996 a 1998. Em 2000 ele retornou para o segundo mandato, ajudando na liberação de recursos aditivos para a conclusão da obra e outros programas de ajuda ao Conselho. “Como o primeiro conselheiro federal eleito pelo Amapá, conheço os problemas tanto dentro quanto fora da instituição. Queremos fazer uma administração afim de mostrar a cara do Conselho para a sociedade. O Crea deve ser uma instituição que ajude o Estado a se desenvolver, inclusive alguns pelo país já têm essa parceria, como o Conselho de Pernambuco, participando através de seu quadro multidisciplinar na solução de problemas urbanos”, explicou.
Outra idéia de Paulo César é lançar o programa Primeiro Emprego para os recém formados engenheiros, arquitetos e demais profissionais da área, que através de convênio com órgãos públicos e ONGs, iriam orientar as pessoas mais humildes na construção de suas residências. “Com isso teríamos as Anotações de Responsabilidade Técnica, conhecida pela sigla ART, em maior número nas obras residenciais. Hoje só pessoas de classe média alta e classe alta podem pagar um engenheiro ou arquiteto. As pessoas de menor poder aquisitivo não têm como pagar um profissional, e por conta disso acabam perseguidas pelo Conselho”, explicou.
Paulo César destacou ainda que o Crea precisa acompanhar mais de perto as questões relacionadas aos profissionais da área, o que para ele o atual Conselho tem deixado muito a desejar. “O exemplo foi a Operação Pororoca que envolveu 11 engenheiros civis e o Crea nem sequer mostrou a cara ou deu algum tipo de amparo. Essa omissão é observada como uma grande falha do Conselho”, concluiu Paulo César.

Ex-diretor do Terrap aponta
solução para problema habitacional

Odair Vales



INVASÃO | Próxima à Feira do Igarapé das Mulheres. No local, várias casas foram construídas e nada foi feito


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JANDERSON CANTANHEDE
DA REPORTAGEM

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De acordo com o geólogo Paulo César, ex-diretor do Terrap (Instituto de Terras do Amapá), o problema habitacional no Estado é carente de políticas públicas que busquem soluções para a questão. Para ele, a criação de uma Companhia de Habitação seria uma das saídas para a problemática.
A prova de que a situação é crítica e que carece de medidas urgentes são as várias invasões que surgem na cidade. Um dos exemplos claros e que até agora o poder público não tomou qualquer providência é a invasão da frente da cidade, próxima à Feira do Igarapé das Mulheres. No local, fora do muro de arrimo, várias casas foram construídas e sobrevivem até hoje sem que qualquer providência seja tomada. “Macapá e Laranjal do Jari são cidades que por conta de invasões as pessoas constroem habitações indevidas e de forma desorganizada. O próprio Crea poderia sugerir ao governo a criação de uma Companhia de Habitação que traçasse todo um planejamento para o problema habitacional, apontando as áreas onde essas residências poderiam ser construídas, evitando assim invasões de áreas impróprias, dando problemas futuros para as administrações municipal e estadual. Tudo isso acontece porque as pessoas não têm opção e a política habitacional deveria ser tratada com maior atenção justamente por envolver os anseios da sociedade”, concluiu.

Unifap abre inscrições para doutorado
em desenvolvimento sustentável

Odair Vales



ROSEMARY FERREIRA DE ANDRADE
| Este não é um curso da Unifap, mas sim da UFPA


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ERICK RIBEIRO
DA REPORTAGEM

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A Unifap (Universidade Federal do Amapá), por meio de uma parceria com a UFPA (Universidade Federal do Pará), está abrindo inscrições para os interessados em participar do curso de Doutorado do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido. Profissionais mestres de todas as áreas podem concorrer as 20 vagas que estão sendo oferecidas por intermédio do Núcleo de Altos Estudos da Amazônia. As inscrições estão sendo feitas na Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação da Unifap e se estendem até o dia 20 de novembro.
Segundo a coordenadora do curso no Amapá, Rosemary Ferreira de Andrade, este é o primeiro doutorado disponibilizado pela Universidade no Amapá. “Contudo, este não é um curso da Unifap, mas sim da UFPA que estamos disponibilizando na federal do Amapá por meio de uma parceria firmada com a federal do Pará. Com ele, os participantes poderão estudar o processo de transformação da Amazônia e formular pesquisas capazes de analisar as dimensões culturais, sociais, econômicas, políticas e ecológica das relações existentes entre a sociedade e a natureza”, comentou.
Além disso, o curso de Doutorado tende a estimular a produção acadêmica/científica no campo das ciências sociais e ambientais no Amapá. O processo de seleção é divido em três etapas, sendo: análise do currículo e do projeto de tese, seguida da entrevista e do exame de proeficiência em línguas estrangeiras. A análise da documentação do candidato está prevista para acontecer de 25 de novembro a oito de dezembro. A divulgação dos resultados acontece dia nove.

Criação de Conselhos de Segurança
Comunitária começar a interagir nos bairros capital

Odair Vales



ERNANI SOARES
| Envolvimento dos Conselhos com a comunidade dará maior agilidade aos serviços da polícia

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IVANE RAMOS
DA REPORTAGEM

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Foi realizado na tarde de ontem, no CIOSP do Congós, uma reunião entre o presidente do Conselho de Segurança dos bairros do Congós e Novo Buritizal, José Elinildo da Silva, o diretor de Polícia da Capital, Ernani Soares e o delegado-coordenador daquele CIOSP, Plínio Roriz. A intenção do encontro faz parte do cronograma de criação dos conselhos de seguranças que deverão ser implantados em todos os bairros da capital e em outros municípios até dezembro deste ano.
O plano de Sistematização do Processo de Segurança Comunitária já está sendo trabalhado pelos órgãos em segurança pública e conselhos de segurança dos bairros por época do início deste mês, com a criação de cada entidade no seu bairro. A necessidade de integrar a segurança pública com a comunidade no intuito de garantir a construção de um planejamento eficaz que dê uma resposta para a sociedade é um dos objetivos deste trabalho. A Segurança Comunitária é vista como forma emblemática de resgate de interatividade do Sistema de Segurança Pública.

IMPLANTAÇÃO
Na realidade, os Conselhos Comunitários de Segurança Pública foram implantados em 1998 com o objetivo de fiscalizar as ações do projeto de polícia interativa. Com o passar do tempo, surgiu uma nova determinação que seria o combate a criminalidade através de prevenções sócio-educativas, oportunizando a melhoria da qualidade de vida dos adolescentes e jovens que estão em risco de vulnerabilidade social.
Atualmente, existem 13 conselhos criados no estado, todos estão filiados a Federação Amapaense dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública cujos planos estratégicos visam a consolidação de parcerias com o Governo Federal, Estadual e Municipal, além de ter a participação da comunidade, iniciativa privada, e do sistema S: Senai, Senac, Sesi, Sebrae, Sest/Senat e Sesc, das igrejas, escolas, clubes, sindicatos.
Outro ponto é o estabelecimento de um horário para o funcionamento de bares e boates, ponto que vem sendo debatido há muito tempo na capital, e ainda, a criação de campanhas pedagógicas, oficinas ocupacionais de dança, teatro e música, oficinas profissionalizantes de trabalhos comunitários com vistas na capacitação do cidadão, entre outros.
Outras aspirações para a comunidade incluem a prevenção através de temas relacionados com as drogas, gravidez precoce, violência contra a mulher, criança e adolescente, idosos, os riscos de vulnerabilidade social; além de debates que poderão ser feitos por cartas, telefonemas, programas de rádio e televisão. Deverão ser postas para a comunidade, caixas coletoras instaladas em locais estratégicos dos bairros para permitirem denúncias anônimas e sugestões.

ATUAÇÃO
Neste ano, a Segurança Comunitária estará atuando na reorganização, criação e implantação de 30 conselhos comunitários de segurança pública, visando legitimar a proposta do Governo do Estado. Com essa criação, será possível coletar denúncias importantes sobre locais de venda de drogas e de seus fornecedores, locais de prostituição de menores, nomes de pessoas portadoras de arma de fogo, ponto de confronto de gangues, nome de homicidas além de denúncias de operadores da polícia em atos ilícitos. Segundo Ernani Soares, do DPC, a implantação dos conselhos servirá como multiplicador no combate a violências tanto na cidade quanto no interior.
Os projetos que se apresentam interligados com a segurança comunitária são: o Cidadão Mirim, Proerd, Peixinhos Voadores, Bombeiro Mirim e o Tele Centro de Inclusão Digital. “Há necessidade da introdução e do envolvimento da polícia com relação aos bairros. Devemos tentar, inicialmente, resolver as questões amigavelmente do lado social, e posteriormente a ação policial e judicial. O que se busca é encontrar um espaço dentro do CIOSP e disponibiliza-lo para a comunidade, buscando uma melhor estrutura, voltando assim a idéia de criação dos CIOSP que é justamente ajudar na atuação dos líderes de comunidades”, ressaltou.

ALERTA
No primeiro semestre deste ano, 52 morreram vítimas de acidentes

Pontos críticos do trânsito
devem receber atenção redobrada


Odair Vales



NÚMERO
| De acidentes reduziu em relação ao ano passado, mais ainda preocupa


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JANDERSON CANTANHEDE
DA REPORTAGEM

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Evitar um acidente no trânsito macapaense não requer apenas atenção redobrada e agilidade no volante, mas também de conhecimento sobre os pontos e cruzamentos mais violentos. De acordo com uma lista divulgada pelo Ministério Público Estadual, ao todo são 12 pontos onde foram registrados os maiores índices de acidentes, inclusive com vítimas fatais.
As informações foram repassadas pelo GAPT (Grupo de Atividades Periciais no Trânsito), que realizou o total de 736 perícias somente no primeiro semestre deste ano. Esses números revelam uma porcentagem de 7,71% a menos de acidentes que ocorreram no mesmo período de 2004. Porém, um detalhe interessante é que apesar dos números terem sido menores, o índice de vítimas fatais esse ano superou o do ano passado. No primeiro semestre deste ano, 52 pessoas morreram vítimas de acidentes de trânsito, 57,57% a mais que o mesmo período do ano passado.

PONTOS CRÍTICOS
Entre os pontos críticos identificados em Macapá, a Avenida Padre Júlio, FAB, Rodovia JK (Macapá/Fazendinha), Santos Dumont, Tancredo Neves, Leopoldo Machado, BR-156, Hildemar Maia, Marcílio Dias, Nações Unidas, Claudomiro de Moraes e Avenida Pedro Américo formam a chamada “lista da morte”, pelo fato de aglomerarem o maior fluxo de trânsito de veículos, não serem totalmente sinalizadas, resultando assim em atropelamentos e mortes. “Hoje não podemos sair de casa com a consciência tranquila de que vamos voltar. Tem gente que está sendo atropelada em cima da calçada, quase dentro de casa, e tem pessoas que acabam se acidentando por causa da bebedeira”, explicou o promotor da Cidadania, Marcelo Moreira.
Para ele, a cidade vive uma situação caótica e que é preciso o empenho de todos para reverter o quadro.

Populares reclamam do alto índice
de violência no balneário do Aturiá

Odair Vales



MORADORES E FREQÜENTADORES
| Preocupados com os casos de violência no balneário do Aturiá


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JANDERSON CANTANHEDE
DA REPORTAGEM

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Casos de roubos, assaltos e agressões físicas vêm assustando os moradores e freqüentadores do balneário do Aturiá, um dos mais movimentados da cidade.
Segundo os populares, a situação se torna mais crítica nos finais de semana, quando o fluxo de pessoas aumenta no bairro. “Como existem festas aos finais de semana no balneário, então muitas pessoas vêm para o bairro com o intuito de se divertirem. O problema é que com a bebedeira muitos se exaltam e acabam criando confusão”, disse José Fonseca, dono de um dos bares existentes no balneário.
Para alguns moradores, a intriga entre gangues das redondezas é um dos principais motivos para a problemática social. “Acho que a grande questão está na violência causada pelo confronto de gangues. Eu mesmo já presenciei grupos de adolescentes brigando, e a polícia só aparecia quando tudo tinha terminado. A situação é complicada, e precisa de um melhor acompanhamento dos órgãos de segurança pública”, comentou uma dona de casa que preferiu não ser identificada.
Ela disse ainda que em determinados pontos do bairro, dependendo da hora, torna-se extremamente perigoso o trânsito para qualquer pessoa. “Tem muitos marginais aqui que, como não trabalham, resolvem fazer pedágios para conseguir grana e comprar cachaça ou maconha. Já cansamos de ser reféns desses bandidos que nos forçam a ficar dentro de casa a partir das 9 da noite, caso não queiramos ser a próxima vítima”, desabafou.
A Polícia Militar, responsável pelas ronda no local, disse que o trabalho é feito diariamente no Aturiá, porém, como o bairro é grande, com pontes e ruelas, é difícil estar em todos os lugares ao mesmo tempo. “As vezes o bandido só espera a gente passar para praticar o assalto ou o estupro. Acho que os moradores que são os mais afetados com o problema deveriam denunciar esses bandidos. Não precisa nem se identificar, basta ligar e dizer do que se trata que vamos trabalhar em cima das informações”, concluiu um soldado plantonista da região.

Governo e empresas
divergem sobre TV digital

O governo está a um passo de comprar uma grande luta com as grandes empresas de radiodifusão. O motivo é o apoio declarado à convergência das mídias e a preferência velada pelo padrão digital europeu para a TV digital. O Futurecom, maior evento de telecomunicações da América Latina, ocorrido na semana passada em Florianópolis, deu o tom da disputa. Técnicos do governo ouvidos pela Folha durante a feira defenderam que o debate seja dividido para evitar as pressões das radiodifusoras. A idéia é separar as discussões sobre o conteúdo das conversas acerca da transmissão e da distribuição. (Folha Online) .

SEM ÁGUA
Usuários do sistema de abastecimento reclamam que estão há três meses sem água

Moradores do bairro Marabaixo reclamam de falta d’água

Odair Vales



CAESA
| Justifica que o sistema foi implantado há sete anos quando o Marabaixo ainda era considerado um loteamento


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ERICK RIBEIRO
DA REPORTAGEM

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Devido a um problema na bomba de sucção do sistema de água tratada da Caesa (Companhia de Água e Esgoto do Amapá), os moradores do bairro do Marabaixo estão há três meses com o fornecimento interrompido. Segundo a estatal, a empresa não tem recursos para recuperar o equipamento.
De acordo com os moradores da área, a falta d’água vem gerando dificuldades para mais de 200 famílias desde o começo de agosto. O problema ficou mais grave devido ao período de verão, ocasião em que muitos dos poços artesianos do bairro secaram. Para se ter água, é necessário pagar uma média de três reais para uma pessoa transportar o produto dos locais que ainda dispõe de água armazenada.
A Caesa informou que o sistema foi implantado há sete anos, quando o Marabaixo ainda era considerado um loteamento. Na época, o serviço foi preparado para atender apenas 20 famílias. Com o passar do tempo, várias ligações clandestinas foram implementadas, o que deixou o sistema comprometido.

JUSTIFCATIVA
O diretor técnico da Caesa, Benedito Souza, informou que a empresa não tem recursos para manter a manutenção do equipamento (orçado em R$ 10 milhões), devido aos problemas constantes que o sistema apresenta. Ano passado a bomba havia queimado três vezes e, este ano, o equipamento apresentou problemas duas vezes anteriores a suspensão do fornecimento, devido ao esforço que o equipamento realizava para atender todo o bairro.
Como o Marabaixo conta com um sistema isolado, a estatal informou que está buscando recursos junto do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Socia), para interligar o bairro ao sistema central de abastecimento da empresa. Os moradores esperam que a situação seja resolvida o quanto antes.

COBERTURA
O sistema de fornecimento de água da Caesa possui 800 quilômetros e atende 65% da população de Macapá. Entretanto, o projeto que prevê a interligação do Marabaixo ainda está no papel por falta de recursos. (Erick Ribeiro)

Moradores da Ceará reclamam de descaso com falta de asfaltamento

Os moradores do final da Avenida Ceará, no Pacoval, estão reclamando do descaso público que a falta de asfaltamento no trecho. Segundo eles, a poeira no verão é insuportável, causando desconforto nas residências e problemas de saúde.
O problema denunciado no final da Ceará esquina com a Rua Leopoldo Machado já foi alvo de várias denúncias e matérias divulgadas na imprensa, porém, até hoje nenhuma providência foi tomada. “Isso aqui é um absurdo. Como os órgãos públicos não conseguem jogar pelo menos uma borra de asfalto nesse pedaço de rua que não chega a três metros? Acho que isso é falta de compromisso com o povo que tanto pena no trabalho e ainda tem que aturar poeira de noite em casa”, reclamou a dona de casa Joana Santos, que mora há dez anos no local.

PROVIDÊNCIAS
Diante do descaso público, os moradores resolveram tomar providências por si próprios, interditando a rua com troncos de árvores. “Essa foi a única alternativa que encontramos para amenizar o problema. Para evitar que os carros continuem passando por aqui, espalhando poeira para todo lado, então resolvemos interditar a rua até que o poder público tome providências”, comentou o morador Ricardo Silva.
A dois quarteirões do trecho, no final da Rua Jovino Dinoá, a situação é também precária. No verão os populares sofrem com o excesso de poeira, e quando chega o período de chuvas o lamaçal toma conta do pedaço. “Entra prefeito e sai prefeito e ninguém asfalta isso aqui. Já fizemos abaixo-assinado, ligamos para os órgãos públicos encarregados do asfaltamento, mas ninguém se pronuncia a respeito da situação. E olha que estão asfaltando vários quilômetros de ruas pela cidade, mas até agora nem uma borra de asfalto foi jogada aqui”, concluiu um morador.
(Janderson Cantanhede)

Aquiap denuncia descasos
contra a natureza em Brasília

Odair Vales



EMANUEL BRITO
| “Atos praticados contra a natureza são por pura omissão”



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JANDERSON CANTANHEDE
DA REPORTAGEM

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A presidência do Aquiap (Instituto de Aquicultura do Amapá) foi ao Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, pedir providências para as agressões que vem sendo cometidas contra o meio ambiente no Amapá. A denúncia após os tramites legais foi encaminhada para o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) para que sejam tomadas as devidas providências.
De acordo com a denúncia protocolada em Brasília, no Amapá muito pouco se tem feito para evitar as agressões ao meio ambiente, apesar dos encontros ambientais, palestras, seminários e outros eventos realizados. “...apesar de se gastar dos cofres públicos elevadas quantias para custear esses eventos, não temos vistos resultados nenhum, ao contrário, o discurso emocionado de hoje é a pura demagogia do amanhã, ou seja, quem fala não pratica”, diz parte do documento.
Ainda na denúncia, Emanuel relata alguns atos praticados contra a natureza que, segundo ele, são por pura omissão do poder público. Ele destaca o caso do Rio Oiapoque que faz parte do Parque Nacional da Montanha do Tumucumaque, recebendo todos os dejetos diariamente em seu leito, o que poderá ocasionar daqui a dez anos o comprometimento da água para o consumo humano.
A lixeira pública também foi citada no documento. Localizada na BR 156, o depósito a céu aberto está contaminando o lençol freático do Rio Matapi, enquanto que o poder público somente este ano procurou tomar providências. A Lagoa dos Índios, localizada na Rodovia Duque de Caxias, considerada patrimônio público natural, está aos poucos perdendo sua beleza paisagística pela quantidade de aterro despejado no leito. “E para completar todos esses desmandos em relação à natureza, temos que conviver com outro fato lamentável, ou seja, estão usando de forma irresponsável a orla fluvial do Rio Amazonas para festas de carnavais, onde todos os anos vem crescendo o número de eventos desse porte”, diz outra parte do documento.
A denúncia foi protocolada há um mês no Ministério do Meio Ambiente. No início desse mês, o caso foi despachado para o Ibama, para que sejam tomadas as providências cabíveis. “Estamos aguardando agora que o Instituto do Meio Ambiente se manifeste sobre o caso”, concluiu Emanuel Brito.

Unifap modifica cronograma do vestibular 2005 visando diminuir período entre as provas

Odair Vales



ROSILENE PELAES
| Medida teve de ser adotada devido ao atraso do calendário letivo da Unifap


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ERICK RIBEIRO
DA REPORTAGEM

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O Depsec (Departamento de Processos Seletivos e Concursos) da Unifap (Universidade Federal do Amapá) alterou as datas do calendário referente ao vestibular desse ano. A decisão foi confirmada na última sexta-feira (21) e visa diminuir o período entre a realização das provas e a entrada dos calouros na universidade.
Segundo a chefa do Depsec, Rosilene Pelaes, a medida teve de ser adotada devido ao atraso do calendário letivo da Unifap. “Para se ter uma idéia, como estamos passando por uma nova greve, ainda não temos uma data definida para encerrar o cronograma de trabalhos do segundo semestre deste ano e já temos que organizar o ano que vem. Se a mudança não fosse realizada haveria uma lacuna muito grande entre a realização da prova a entrada dos alunos na Unifap, pois o ano letivo de 2006 começa somente em abril”, comentou Rosilene Pelaes.
Geralmente, as provas do vestibular aconteciam em dezembro e janeiro. Entretanto, o Depsec informou que as greves forçaram as mudanças, pois a paralisação das aulas influencia diretamente na programação das horas/aula dos cursos disponibilizados pela Unifap que devem ser cumpridas. “A alteração também foi solicitada pelos cursinhos que valorizam muito o período próximo ao vestibular e pelo governo do Estado, com quem temos um convênio, devido ao volume de concursos e outras atividades que acontecem nesse período”, afirmou a chefia do Depsec/Unifap.
Ao todo, a mudança causou uma diferença de 40 dias entre o primeiro prazo e as novas datas estipuladas para o processo seletivo 2006 da Unifap. Confira como ficou o cronograma de atividades:

Cronograma de atividades Período
Inscrição no concurso 28/11 a 02/12/2005
Prova de Habilidades Específicas 18/12/2005
Resultado da prova de
Habilidades Específicas Até 23/12/2005
Aplicação da 1ª fase 12/01/2006
Publicação do listão dos
aprovados 1ª fase Até 04 /02/2006
Aplicação das provas da
2ª fase 19, 20 e 21/02/2006
Publicação do listão
final dos classificados Até 24/03/2006

Prazo para regularização de faltosos
na votação do Referendo é de sessenta dias

Se no último domingo você não pôde votar ou justificar a ausência no referendo sobre a comercialização de armas de fogo e munição no Brasil, então saiba que o prazo para se regularizar é de 60 dias.
Para justificar a ausência no dia da eleição, as pessoas devem comparecer ao cartório da zona eleitoral onde deixaram de votar, munidas do Título de Eleitor, documento de identificação e comprovante que justifique a ausência, lembrando que este documento difere daquele que é utilizado no dia da votação.
Assim, o eleitor preencherá no Cartório um requerimento dirigido ao Juiz e aguardará a resposta.
Caso não haja justificativa alguma, o procedimento correto é procurar o Cartório Eleitoral e solicitar a regularização. Neste caso, a multa, arbitrada pelo juiz eleitoral, será de R$ 3,50 por eleição que o cidadão deixou de votar. Após a apresentação do comprovante do pagamento, será emitida então a Certidão de Quitação Eleitoral.
Quem não puder comparecer ao cartório pode solicitar que uma outra pessoa encaminhe o requerimento, desde que tenha sido preenchido pelo próprio eleitor faltoso. (Janderson Cantanhede)

Urbam retira ambulantes da área próxima ao muro de arrimo da Beira Rio

Fotos: Odair Vales




AMBULANTES
| Reclamaram da falta de aviso por parte da PMM


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IVANE RAMOS
DA REPORTAGEM

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Uma confusão envolvendo guardas municipais e ambulantes que trabalham na praça Beira Rio foi formada na tarde de ontem, às 18h00, quando a Guarda Municipal chegou ao local com fiscais da Urbam para retirar grande parte dos ambulantes que ficam hospedados às proximidades do muro de arrimo.
Muitos dos ambulantes reclamaram da falta de aviso por parte da Prefeitura Municipal de Macapá, através do seu órgão fiscalizador - a Urbam. Eles questionaram o motivo que teria levado o órgão a ter tirado os trabalhadores do local, já que muitos deles estão há mais de cinco anos trabalhando no local.

IMPREVISTO
Segundo Jucileide Costa, que comercializa batata frita, água mineral, refrigerante. Oito barracas foram desarmadas do local, e não foram todas, eles reclamam que somente alguns foram tirados dali. “Estávamos trabalhando na Expofeira na semana passada, retornamos essa semana e hoje à tarde demos de cara com o Bigode (fiscal da Urbam) fazendo um arrastão de carrinhos aqui”, reclamou.

NEGOCIAÇÃO
Para resolver o problema, um grupo de ambulantes irá realizar, na tarde de hoje, às 16h00, naquele órgão uma reunião para negociar uma solução sobre aquele impasse. “Estamos pedindo somente o nosso direito de trabalhar num lugar. Temos família, contas para pagar”, contou Jocileide.
Segundo informações dos próprios ambulantes, eles lidam com produtos alimentícios, muitos vendem churrascos, batata frita, bebidas, e sobrevivem dessa venda para manter suas famílias. Conforme eles informaram, trabalham naquele perímetro da Praça Beira Rio, cerca de 100 carrinhos.

 

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