O projeto de instalação de um parque industrial alfandegado (porto seco) em Praia Grande prevê a construção de uma pista para pouso e decolagens de aviões de carga. O espaço contará com outras instalações como pátio para aeronaves, terminais e hangares.
Podem se instalar em uma área alfandegada empresas que beneficiam produtos e agregam valor ao material produzido. No caso do produto ser exportado, tem isenção de impostos; se for destinado ao mercado interno há recolhimento de tributos.
O estudo para implantação do aeródromo foi realizado pela empresa Infratech – Infra-estrutura Aeroportuária Ltda, segundo o subsecretário de Relações Empresariais da Prefeitura de Praia Grande, André Ursini. “A pista poderá ter um tamanho de até 2.600 metros”, complementa.
Segundo o relatório técnico feito para projetar a pista, foi considerada a utilização do local por uma aeronave Boing 737-400 operando sem res-trições. Com isso, a pista inicialmente terá 1.600 metros de comprimento por 30 metros de largura, acostamentos de 7,5 metros de largura e faixas de pista de 150 metros. Por solicitação da Prefeitura a estrutura do pavimento da pista e do pátio deverá suportar cargas correspondentes à operação daquele tipo de aeronave, visando ampliações futuras.
No estudo, denominado Projeto de Infra-Estrutura Aeronáutica do Aeroporto de Praia Grande, estão definidas especificações técnicas para execução dos serviços de terraplenagem, pavimentação, drenagem, sinalização, entre outros.
As espeficicações seguem normas do Ministério da Aeronáutica e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Prevê colocação de microesferas de vidro retrorrefletivas, utilização de material específico como tintas e materiais exclusivos para aeroportos.
O estudo técnico cita também que apesar de Praia Grande não estar no Plano Aeroviário do Estado de São Paulo (Paesp), há uma demanda considerável de carga porque não existe aeroporto comercial na região, sendo o transporte feito apenas por via terrestre.
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