Primeiro há o prazer em beber, depois se vive em função da bebida. Saber quando é a hora de parar é uma decisão pessoal, que muitas vezes vem pela pressão da família ou pelo fato de ter perdido toda dignidade.
De acordo com o coordenador do AA, Esteves, o momento ideal para pedir ajuda é quando a vida da pessoa passa a não ter sentido sem a bebida. “Se o alcoolismo vem causando contínuos problemas na vida da pessoa, se o consumo de bebida alcoólica vem afetando a vida das pessoas de alguma maneira, já é o momento de pensar em procurar ajuda”, reforça.
Richard Aldrin Em PG, funcionam três grupos de AA, no Boqueirão, Caiçara e Ocian
Entre os indícios de que a pessoa é alcoólatra está a necessidade de beber em determinadas ocasiões e o planejar beber, quando se programa a rotina baseada no consumo da bebida.
O alcoolismo pode ser considerado um Transtorno Obsessivo, Compulsivo (TOC), já que, a partir do momento que tem contato com a bebida, não consegue mais parar de beber, por isso, os alcoólatras devem evitar o primeiro gole, porque depois perdem o controle sobre si e bebem até ficar embriagados.
“O alcoolismo é uma doença tríplice. Ela é física porque causa a dependência química; é mental, porque é obsessiva, compulsiva; e é espiritual porque com o desenvolvimento do alcoolismo a pessoa acaba perdendo todos os seus valores morais e espirituais, além dos laços afetivos”, explica.
Outro quesito importante para se identificar à propensão ao alcoolismo é a alta resistência à bebida.
Muitas pessoas são consideradas “fortes” para beber, por isso ingerem álcool em quantidades tão grandes que poderiam levar ao coma alcoólico.
O primeiro passo para o alcoólatra procurar auxílio é conscientizar-se de que não pode resolver o problema sozinho. Para ajuda-lo, a família deve entender que o alcoolismo é uma doença e enfrentá-la de forma franca, sem acusações ou superproteção. “A sociedade também pode ajudar, quebrando dois mitos: primeiro que o alcoolismo é sinônimo de falta de vergonha e que é sinônimo de mendigo, porque para cada mendigo caído na sarjeta, tem uma dezena de bêbados caída no carpete. O alcoolismo afeta pessoas, não classes sociais”, finaliza. (C.S.)