Principal Expediente Adicionar aos favoritos Entre em contato conosco
Opinião
  • Editorial
  • Artigo
  • Megafone
  • Povo Reclama
  • Refletor
  • Peneirando
  • Charge do Dia
  • Cidades
  • Praia Grande
  • Guarujá
  • Itanhaém
  • Baixada
  • Santos
  • São Vicente
  • Cubatão
  • Mongaguá
  • Peruíbe
  • São Sebastião
  • São Paulo
  • Litoral Sul
  • Nacional
  • Estado
  • Colunas
  • Sindical
  • Câmara
  • Nutrição
  • Lions Club
  • Mais Saúde
  • Horóscopo
  • Culinária
  • MPlus
  • MPlus-Guarujá
  • Cinema
  • Games
  • Cadernos
  • Classificados
  • Especial
  • LOTERIAS
    COTAÇÕES
    PREV. TEMPO
    Especial
    Roberto Francisco:
    dedicação e trabalho acima de tudo


    Na semana em que completa 54 anos, o chefe de Gabinete do prefeito Alberto Mourão, Ro-berto Francisco, é o personagem deste mês do Conversa Afiada. Trabalhador nato, começou sua carreira aos 14 anos numa con-tabilidade e por mais de dez anos atuou no setor de processamento de dados de instituições financeiras, até decidir ficar de vez em Praia Grande, onde iniciou-se na vida política.

    Desde 1986 caminha ao lado de Mourão, auxiliando na tomada de decisões e apoiando nos momentos difíceis, como por exemplo, quando abandonou o cargo de vice-prefeito para tentar uma candidatura própria. Roberto Francisco fala ainda sobre fidelidade partidária e o desenvolvimento da Cidade que ado-tou como sua.

    Gazeta do Litoral - Onde nasceu?
    Roberto Francisco - Nasci na grande São Paulo e cresci na região do Itaim Bibi, na Capital. Fiquei lá até os 7 anos, depois fui morar na Freguesia do Ó. Isso foi em 1962 e fiquei praticamente até os 24 anos na Freguesia do Ó, que é o bairro mais antigo de São Paulo.

    GL - Qual foi seu primeiro emprego?
    RF – Eu comecei a trabalhar com 13 anos. Meu primeiro emprego foi num escritório de contabi-lidade chamado Itaci, em 1964, logo que terminei o primário. Depois fui trabalhar no Otton Palace Hotel, onde fiquei por seis anos. Comecei como office boy, trabalhei como contínuo e depois passei para o Departamento de Cobrança. Em seguida entrei numa corretora de valores chamada Barros Jordão. Foi uma época em que as corretoras de valores explodiram em São Paulo, na década de 70. Como eu tinha experiência em contabilidade, fui chamado por um rapaz que era contador do Otton Palace.

    GL – Quando casou-se?
    RF – Eu casei pela primeira vez quando tinha 21 anos e tive duas filhas, a Tatiana e a Marcela. Agora estou novamente casado com a Cidália, com quem tenho a Natali.

    GL – Chegou a passar dificuldades nessa época?
    RF - Eu passei um período desempregado após a Barros Jordão, depois arrumei um emprego no Banco São Paulo, que foi comprado pelo Banespa. Nessa época comecei a trabalhar num setor que não era informatizada ainda, mas era no setor onde tinham máquinas da Olivetti que fazia compensação de cheques. Quando passou a ser Banespa, fui trabalhar em Pirituba, onde funcionava o Centro de Processamento do Banco São Paulo. Começamos a trabalhar com máquinas que ainda tinham fitas para gravar as informações, depois foram máquinas com gravação em cassete. Quando começou a fazer transmissão de dados de um banco para o outro, eu trabalhava no Banco Econômico também. Naquele tempo era só meio período, então trabalhava nos dois.

    GL – Então você sempre trabalhou muito? Deu para estruturar a vida familiar?
    RF – Como todo jovem, eu ti-nha o sonho de comprar um carro e uma casa, então reformei a casa da minha mãe, porque antes sempre morei com meus pais. Nessa época teve o grande escândalo quando todo mundo entrou no projeto do Collor, teve aquele negócio dos bancos fecharem as contas de todo mundo e deixarem somente 50 mil Cruzados, então houve um corte muito grande de funcionários. O Banespa fez a proposta de demissão voluntária e pagava um ano de salário e o prêmio, porque era do Governo do Estado, então fiz acordo com o Banespa e fiquei só no Banco Econômico. Quando fiz o acordo com o Banespa, em 1974 comprei um terreno em Praia Grande, porque já estava pensando em vir morar para cá. Em 1976, construí mi-nha casa aqui.

    GL – Como foi sua inserção na área de informática?
    RF - Na década de 80, eu comecei a viajar pelo Banco Econômico fazendo implantação de Centros de Processamento de Dados (CPD) pelo Brasil, então morei no Rio de Janeiro oito meses, em Ribeirão Preto um ano e meio, no Rio Grande do Sul dois anos e em Brasília seis meses. Todo lugar onde o banco se expandia, a gente ficava lá no núcleo do CPD. Éramos uma equipe de 20 pessoas que trabalhava no mesmo sistema, e uns três ou quatro iam para as cidades para implantar os CPDs.

    GL – Foi dessa forma que veio para Praia Grande?
    RF – Eu sempre quis vir morar na Baixada Santista, porque sempre gostei de mar, de praia. Nessa mesma época eu sabia que o Banco Econômico iria montar em Santos um CPD regional, então vim ser chefe de divisão na Baixa-da Santista. Fiquei de vez em Praia Grande. Eu trabalhei dez anos em cada banco para ganhar essa premiação. Quando começou a transmissão de dados por telefone, por meio de moldem, as informações iam direto para o CPD central, que ficava na Lapa, os supervisores dos CPDs regionais foram transferidos e como já tinha residência fixa em Praia Grande fiquei em São Paulo. Nessa época já eram oito horas de serviço e fiquei dois anos assim, subindo e descendo a serra. Como eu gastava muito de condução, então saí do banco, porque na época a poupança dava muito mais juros do que hoje.

    GL – Como começou sua história com o Mourão?
    RF – Quando comecei a construir minha casa, comprava material no depósito de construção dele. Mas nosso contato foi maior quando moradores do Guilhermina, onde eu morava, não queriam que uma praça do bairro fosse destruída. Nessa época encontrei com o Mourão na Câmara e ele me convidou para trabalhar. Desde 1986, estou com ele.

    GL – Você foi coordenador da campanha dele para prefeito em 1992?
    RF – Primeiro, quando ele era presidente da Câmara, tivemos a idéia de nos aliar a um dos grupos. Tinha o Esdras e o Dozinho como candidatos a prefeito. Tentamos trazer o Esdras para conversar, mas ele não aceitou; conversamos com o Dozinho e, por meio de articulares, como o Vasquez e o Bolão, o Mourão saiu como vice dele. Depois de eleito, escolheu Mourão como secretário de Educação e eu fui trabalhar na Prefeitura como chefe da manutenção escolar.

    GL – Depois o grupo se dividiu e você ficou novamente com o Mourão?
    RF – Saiu um reajuste de IPTU de 9000%, um absurdo e houve uma pressão popular na Cidade. Quando foi gerada a planta genérica da Cidade, o Mourão queria participar da elaboração, queria criar outras saídas para não aumentar tanto o IPTU, mas não houve acordo. Não convidaram o Mourão para participar da reunião, então ele achou que era hora de sair da Prefeitura. Na época chamou o grupo, disse que estava saindo, perguntou quem ficaria com ele, do grupo de 11, dez ficaram com o Dozinho, somente eu fui. Começamos então a campanha para prefeito.

    GL – Como foi a primeira campanha do Mourão?
    RF - Foi uma campanha muito polemizada, trouxemos alguns partidos para o nosso lado. Fomos convidando as lideranças, fomos tentando mudar a visão das pessoas. Na época quem vinha de fora não respeitava a Cidade, tinha a coisa da farofa, então o Mourão procurou uma mensagem para passar, algo que agradaria os moradores, foi quando surgiu o slogan “Praia Grande exige respeito.” Mourão criou uma marca e a população confiou na idéia. Uma parte dos construtores acreditaram na proposta de fazer uma praia nova, até a idéia da Via Expressa Sul ele já tinha. Na campanha, eu acompanhei ele em vários bairros para planejar obras, naquele tempo ele já pensava em asfaltar as marginais e deixar a pista como uma via de tráfego rápido. Também queria as ciclovias. Se pegarmos os trabalhos dele como vereador, já pediam estudos para construção de ciclo-vias. Eu estou muito feliz de estar trabalhando na Administração do Mourão. Eu o acompanhei nos três mandatos como prefeito e em um como deputado federal e aprendi muito.

    GL – Assim que ele foi eleito você já assumiu a chefia do gabinete, mas foram anos difíceis né?
    RF – Todos os prefeitos que passaram antes fizeram grandes obras, deixaram grandes marcas, a do Wilson Guedes foi terminar com os balneários. Logo nos primeiros seis meses de mandato, teve uma reunião lá no Guarujá, nenhum prefeito agüentava mais a sujeira, o vandalismo nos finais de semana e feriados. Então desceu uma pessoa do gabinete do Estado, na época o Quércia era governador, para ver se iriam fazer os balneários, porque o Governo do Estado queria, mas as prefeituras não. O Mourão já tinha a lei que só permitia a entrada de ônibus com destino certo, que regulamentava a vinda dos turistas de um dia.

    GL – Vamos conversar sobre assuntos da atualidade. Qual sua opinião sobre a decisão do TSE sobre a fidelidade partidária?
    RF – Acho que não pode acontecer o que aconteceu de fazer uma reforma partidária que acabaria com os partidos menores, mas no fim do segundo tempo, voltou tudo ao que era. A lei da fidelidade partidária poderia até vingar, mas só na eleição que vem, agora como vai chamar os vereadores que perderam a legenda, que passaram para outros partidos, a coisa ainda está muito confusa. Acho que o jogo tem que ser bem claro, se um candidato entrou pelo PSDB tem quatro ou três anos de fidelidade partidária. Veja bem, já pensou os deputados todos terem que voltar para os partidos aos quais se elegeram? Deveria haver uma reforma política, mas as regras deveriam começar a valer em 2010 ou a partir da eleição de 2008, mas não no meio do caminho, porque até outubro de 2007 todo mundo tem que estar filiado nos seus partidos, então talvez tenham pessoas que mudem de partidos até lá.

    GL – Está nascendo a tão so-nhada Secretaria dos Portos, com status de ministério, e Praia Grande tem um interesse muito grande graças ao projeto do Porto Seco e do Aeroporto Industrial, qual sua opinião?
    RF – Eu acho que tem que ter esse ministério porque às vezes a pessoa está lá em Brasília e nomeia uma pessoa aqui para Santos para administrar as docas, que não sabe sequer onde fica a praça da Independência, não conhece a reali-dade da região.

    GL – Então você é a favor da regionalização do porto?
    RF – Eu sou a favor sim. Nos portos de Paranaguá e Curitiba o governo tem a maioria das ações, mas tem participação da iniciativa privada. Para ter o aeroporto em Praia Grande a Prefeitura dá o caminho, mas a iniciativa faz a pista, os galpões, tudo. E isso gera emprego. Quanto mais emprego tivermos, mais carros e apartamentos serão vendidos, mais o cara pode gastar nas lojas e assim por diante.

    Bate-Bola
    Livro – a Bíblia
    Ator – Entre os antigos, Tarcísio Meira; e dos novos Rodrigo Santoro que está levando o nome do País para fora e abrindo caminho para os atores brasileiros.
    Atriz – Fernanda Montenegro
    Filme – Matrix
    Time de futebol – Seleção Brasileira
    Religião – Católica, mas res-peito todas as religiões porque na verdade a pessoa tem que ter fé, mas no fundo todos falam a palavra de Deus.
    Família – Acho que é tudo que a pessoa pode ter, a saúde e a família Seu maior desejo – O que eu mais queria no mundo era a volta da saúde da minha esposa

    07/04/07
    Games
    Franklin Hell & Gustavo Anastasio© 2006 • Editora Gazeta de Praia Grande • Direitos Autorais Reservados