Principal Expediente Adicionar aos favoritos Entre em contato conosco
Opinião
  • Editorial
  • Artigo
  • Megafone
  • Povo Reclama
  • Refletor
  • Peneirando
  • Charge do Dia
  • Cidades
  • Praia Grande
  • Guarujá
  • Itanhaém
  • Baixada
  • Santos
  • São Vicente
  • Cubatão
  • Mongaguá
  • Peruíbe
  • São Sebastião
  • São Paulo
  • Litoral Sul
  • Nacional
  • Estado
  • Bertioga
  • Colunas
  • Sindical
  • Câmara
  • Nutrição
  • Lions Club
  • Mais Saúde
  • Horóscopo
  • Culinária
  • MPlus
  • MPlus-Guarujá
  • Cinema
  • Games
  • Cadernos
  • Classificados
  • Especial
  • LOTERIAS
    COTAÇÕES
    PREV. TEMPO
    Especial
    Alta produção no clima
    quase rural de Tude Bastos

    Quem passa pela pacata rua Maria Helena Fernandes Dib, no loteamento Tude Bastos, não imagina que atrás dos grandes portões de alumínio de uma residência três mulheres trabalham com afinco produzindo roupas que serão disputadas dias depois por sacoleiras nas lojas do Brás, na Capital.

    Os motores das máquinas de costura não param. Mas há cadeiras vagas no apertado salão. Não por falta de encomendas e sim pela ausência de mão-de-obra qualificada.

    “Hoje preciso de pelo menos mais duas costureiras. Mas não há quem já saiba lidar com essas máquinas”, afirma Sandra Regina de Souza Passos, de 40 anos, que largou o “inviável” modo de vida da Capital e se mudou para Praia Grande com o marido Nilton e os filhos Lucas, 6 anos, e Caroline, 17 anos. Isso há quatro anos.

    “Mesmo com o ritmo intenso de trabalho, das 8 às 22 horas, a tranqüilidade é tamanha que me sinto vivendo em um sítio”, conta Sandra Regina, deixando claro que não tem saudade da correria do dia-a-dia de São Paulo e muito menos do ar pesado, poluído. “Deixei o congestionamento da 23 de Maio pelo mar de Praia Grande”.

    Ela conta que, do curso inicial para fazer moletom para a filha à produção de milhares de peças sob encomenda, se passaram mais de 10 anos. Atualmente recebe as peças cortadas para montar. De roupa de hospital a saquinhos de TNT (Tecidos Não Tecidos), aqueles que são colocados no câmbio do carro para receber lixo.

    “Foi graças ao Banco do Povo que pude investir nas máquinas e, além de produzir mais, oferecer trabalho para mais pessoas”. O empréstimo de R$ 1.850,00 foi empregado na aquisição de uma máquina de interlock e um novo motor silencioso. Ao final das 18 parcelas de R$ 113,00, totalizará R$ 2.034,00. “Uma prestação que fico sossegada para pagar. Antes do banco, trabalhávamos eu e uma comadre. Hoje tenho duas costureiras que atuam comigo. Mas poderíamos ser em oito. Serviço tem. Mas não há mão-de-obra”.
    13/09/07
    Games
    Franklin Hell & Gustavo Anastasio© 2006 • Editora Gazeta de Praia Grande • Direitos Autorais Reservados