Carla Silene Soares Marques caminhou em busca de sua realização profissional de porta em porta.
Comprava roupas no Brás, na Capital, e vendia por toda Praia Grande. Não demorou para sua simpatia e determinação alavancarem os negócios. Em três anos, a garagem de sua casa já estava pequena para empilhar oito, dez caixas só de calças jeans. Era preciso crescer. Era preciso ganhar espaço, concretizar o projeto de abrir uma loja e estampar seu nome na fachada.
Com muita fé e o apoio fundamental do marido, Luis Carla Marques, saiu em busca de um ponto.
“Quando olhei aquela loja no Boqueirão, senti que seria o espaço ideal. Mas estava vazia. Precisava de recursos para equipar com balcão, casulos, provadores e ainda instalar um toldo”.
Foi então que conheceu do Banco do Povo Paulista. “Como não tinha firma aberta, não sabia que poderia pegar um empréstimo. Afinal, a única coisa que podia dar como garantia era o meu nome limpo e a referência de uma carteira de clientes, além de meu grande estoque. O agente de crédito visitou minha casa, entrou em contato com os clientes e confirmou minha idoneidade. Em pouco tempo eu já contava com R$ 3.200,00 para deixar de ser sacoleira e me tornar comerciante”.
Os negócios progrediram. Tanto que anos depois transferiu sua loja para outro ponto, maior, na rua Campinas, incluindo um café e um departamento exclusivo para crianças, inclusive com playground. “Sempre quis colocar brinquedos dentro da loja”, disse.
Com a urbanização da avenida Costa e Silva, um dos principais corredores comerciais da Cidade, ela afirma que o movimento cresceu. “O novo visual da avenida deu novo impulso ao nosso comércio”.
Carla não tem dúvida de que o Banco do Povo foi fundamental para solidificar esse sentimento em relação ao Município. “O banco oferece uma escada para a gente subir”. Atualmente, a loja Karla Modas já conta com duas funcionárias.