Amarelas ou verdes: o amor
ao próximo é incondicional
Christiane Disconsi
Indenpedente da cor que os grupos utilizam em seus nomes, o amor ao próximo é a principal característica desses voluntários. O grupo mais antigo do hospital são as Amarelinhas, com 47 anos de existência e 137 voluntários.
Embora realizem tarefas simples, são de grande importância dentro da rotina hospitalar, pois ajudam a servir refeições, dar banho e conduzir os pacientes para exames. Além disso, preparam enxovais para bebês e promovem eventos beneficentes para ajudar pessoas carentes atendidas na unidade.
A vice-presidente do grupo, Gilda Mele, conta que tornou-se uma amarelinha assim que conheceu a atuação das voluntárias. “Uma de minhas filhas estava internada no hospital. No dia de Natal, as amarelinhas passaram distribuindo flores e sabonetes. A ação me comoveu e desde então, já faço parte do grupo, há 17 anos”, conta emocionada.
Já o grupo dos Verdinhos, que conta com 40 voluntários, auxilia a Comissão de Controle de Qualidade do hospital (CCQ) visitando diariamente as alas para observar todos os detalhes nos serviços prestados.
O levantamento é realizado através das fichas de avaliação, preenchidas pelos pacientes e depositadas em caixas espalhadas por toda a entidade. “É um trabalho de ouvidoria. Recebemos cerca de 700 fichas por mês e encaminhamos sugestões, elogios e críticas para os setores competentes”, ressalta a coordenadora do grupo, Ana Maria Rodrigues.
O trabalho realizado pelos verdinhos é importante para nortear os investimentos no hospital. “Temos 87% de aceitação. Para um hospital deste porte é um índice excelente, mas sabemos que nem tudo são flores e continuaremos trabalhando para elevar a qualidade de atendimento”, finaliza.