Para médicos, a atuação
é essencial e ajuda na cura
“Eles são anjos vestidos de amarelo.” Assim as enfermeiras responsáveis pela ala da enfermaria pediátrica do SUS, Fabiana Giannote da Silva e Elaine Alves de Abreu definem os voluntários que prestam serviços na Santa Casa.
Sejam médicos, enfermeiros ou funcionários, todos sabem do valor dos voluntários e respeitam seu trabalho.
Para Fabiana, o trabalho das voluntárias é muito importante e sem elas a rotina no hospital seria mais difícil. “Eles são fundamentais. Noventa por cento dos serviços que temos para fazer fora da enfermaria contamos com a ajuda das amarelinhas. Além da ajuda física que é muito boa, tem também a ajuda psicológica porque vemos o carinho que têm não só com a equipe de trabalho, mas também com os pacientes e especialmente com as crianças”, elogiou a enfermeira.
Já o médico oncologista João Paulo Calife Vernieri explica que a atuação dos voluntários, em específico as Rosinhas, é importante porque os pacientes muitas vezes têm carências sociais, dificuldades de conseguir alguns aparelhos ou medicações que o SUS não fornece e o voluntariado supre essa parte, além de ajudar na recuperação dos doentes.
“Eles dão um ombro amigo, muitas vezes na consulta não dá tempo de passar por muita coisa e o voluntário desempenha esse papel. Nem sempre os voluntários vão conseguir ajudar, porque têm suas limitações, mas o fato dos pacientes saberem que tem aqui alguém que vai ouvir e tentar ajudar é muito bom.”
A comunicação entre os voluntários e o médico também é destacada. “Temos muito contato, se tem algum problema discutimos, falamos sobre a situação da pessoa e tentamos ajudar”, explica o oncologista.