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Tratamentos eficientes para as deformidades torácicas
As deformidades congênitas da parede torácica são caracterizadas pelo desenvolvimento irregular das cartilagens das costelas. Em média, uma a cada 400 crianças nascidas, com predominância do sexo masculino, possui esse problema. Embora casos em que se evidenciam mudanças fisiológicas sejam raros, os pacientes apresentam sérias alterações psicológicas e emocionais que contribuem para a desfiguração da postura. A tendência ao isolamento, retração social ou mesmo agressividade devido ao contorno do corpo irregular são reações constantes.
“Este problema interfere na qualidade de vida, especialmente na adolescência, quando costuma ficar mais evidentes. Ao invés de escondê-lo, o ideal é buscar orientação de um especialista para corrigi-lo”, explica o dr. José Ribas Milanez, assistente de cirurgia torácica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo, USP.
Segundo o cirurgião, o Brasil já conta com toda a tecnologia necessária para este tipo de cirurgia e com especialistas altamente qualificados. “Além de métodos fisioterapêuticos, que permitem melhora dos defeitos posturais, as cirurgias corretivas são as mais indicadas para os casos mais acentuados”.
TÓRAX DE SAPATEIRO
Pectus Carinatum, Fenda External e Síndrome de Poland são alguns exemplos de deformidades torácicas congênitas. Cerca de 70% dos casos são de Pectus Excavatum, também conhecido como tórax em funil ou de sapateiro. O aspecto é resultado do crescimento anormal das cartilagens costais, que pressionam o osso esterno, empurrando-o em direção à coluna.
Confirmado o diagnóstico, já no nascimento, o tratamento cirúrgico só costuma ser recomendado na adolescência, quando se torna mais evidente. Recente no Brasil, a correção cirúrgica com o uso da Barra de Nuss é uma dentre as diversas técnicas empregadas para estes casos, com excelentes resultados. Trata-se da introdução de uma barra metálica na porção anterior da parede torácica, com o propósito de estabilizar, corrigir a deformidade e dar forma normal a ela. Em geral, o tempo de permanência da barra é de 3 anos.
“Antigamente, o processo cirúrgico durava de 3 a 4 horas, nas quais eram retiradas todas as cartilagens deformadas do tórax. Hoje, a barra de Nuss é uma técnica minimamente invasiva, cujo procedimento de implantação dura aproximadamente 45 minutos”, explica.
No entanto, adverte que o processo é novo. “Como toda inovação, deve ser realizado com cautela, por profissional especializado. A indicação deve ser feita após cuidadosa análise do paciente, dos exames, e seguindo as especificidades técnicas do procedimento e os limites de cada organismo”.
A orientação para o pós-cirúrgico é a de que os movimentos devem ser realizados com precaução e as atividades físicas restritas durante as primeiras semanas. “Com o passar do tempo, e segundo orientação médica, o paciente vai retomando suas atividades normais”.
Coluna Mais Saúde
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