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Alerta à prática de
esportes por asmáticos
SPPT ressalta a importância de atletas e atletas eventuais buscarem sempre a orientação de especialista antes de iniciar a prática deste ou daquele esporte
Dados colhidos pela Sociedade Brasileira de Asmáticos no Campeonato Gustavo Borges de Natação de 2006 mostram que 39% das crianças participantes iniciaram a prática desse esporte porque os pais acreditavam ser a natação uma eficiente medida terapêutica para o controle da asma. Ela realmente pode ser importante para manter um bom condicionamento físico, porém, não para o tratamento da asma.
A asma é uma inflamação crônica das vias aéreas (brônquios e bronquíolos) e, como tal, deve ser tratada continuamente com antiinflamatórios de manutenção e uso diário, além de broncodilatadores para alívio dos sintomas, quando presentes. Essas medicações são usadas por via inalatória (“bombinhas”) sendo muito seguras e eficientes na manutenção da capacidade pulmonar e prevenção das crises.
Voltando à questão da natação, é prudente destacar que existem fatores, como o cloro nas piscinas, que estimulam as crises asmáticas e de outras alergias como a rinite. E que todos esses pontos devem ser considerados por um médico especialista antes de receitar essa ou outra prática esportiva:
“No caso dessas piscinas, em particular, uma boa alternativa seria a substituição da substância por sal ou ozônio. Tal medida já é empregada em vários ginásios e academias de esportes”, considera o dr. José Eduardo Cançado, diretor de finanças da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, SPPT.
Pacientes e seus familiares precisam levar em conta que, assim a exemplo de outras enfermidades pulmonares como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), a asma não tem cura, apenas tratamento preventivo e amenizador. Portanto, nunca é demais frisar, não se deve jamais receitar por conta própria um esporte sob pena até de piorar o quadro.
“Não se trata de proibir, a questão é estar preparado à prática esportiva. O paciente deve realizar acompanhamento constante com um especialista para que sua capacidade pulmonar esteja de acordo com a atividade a ser realizada. Caso contrário, a doença pode ser potencializada pelo exercício. Ou seja, deve-se tratar a asma para praticar esportes sem limitações e não praticar esportes para tratar a asma”, explica o dr. José Eduardo Cançado.
É fato que um bom condicionamento físico possibilita melhor funcionamento dos pulmões. Bem medicado e tratado, o indivíduo com enfermidade pulmonar terá maior capacidade de realizar os exercícios físicos. Contudo, o especialista faz questão de deixar uma advertência aos atletas eventuais, profissionais do esporte e aos participantes dos Jogos Olímpicos de 2007 que, por ventura, sofrem com o problema:
“Um bom condicionamento físico garante melhor tolerância aos sintomas da asma e aos agentes causadores. Entretanto, existem procedimentos que devem ser seguidos sob quaisquer circunstâncias: usar medicação preventiva diariamente, usar broncodilatador antes de treinos e competições; fazer um bom aquecimento a fim de controlar os provocadores; ter sempre o medidor de pico de fluxo acessível; evitar contato com produtos de limpeza, poluentes, ácaros e fumaça de cigarro. Todos esses cuidados devem ser tomados sob consentimento médico”.
Coluna Mais Saúde
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