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    Mais Saúde
      Câncer de pulmão:
    recordista em vítimas

    Nunca é demais investir na conscientização sobre câncer de pulmão. O problema é gravíssimo, o que aumenta a relevância de alertar a população que a melhor forma de prevenção é combatendo o tabagismo, responsável por até 90% dos casos da doença. O índice de mortalidade por esse tumor é elevado. Além disso, apresenta um crescimento anual de 2% em sua incidência mundial. 

    Estimativas de do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o câncer de pulmão deverá atingir 27.170 brasileiros (17.850 homens e 9.320 mulheres) em 2006. No País, foi responsável por 14.715 mortes no ano 2000.

     Entre os vários sintomas estão a tosse persistente, respiração curta, dor torácica e pneumonias de repetição. O câncer de pulmão possui três tipos de tratamento: cirurgia, radioterapia e quimioterapia, podendo ser enfrentado ainda pela combinação dessas modalidades. A aplicação é definida pelo médico responsável seguindo o tipo celular do tumor, seu estágio e as condições do paciente.  

      O CIGARRO E O CANCER DE PULMÃO

     De acordo com o INCA, o fumo causa 50 doenças diferentes, principalmente as cardiovasculares, o câncer e doenças respiratórias obstrutivas crônicas. Psquisas apontam que 45% das mortes por infarto do miocárdio, 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica, 25% das mortes por doença cérebro-vascular e 30% das mortes por câncer podem ser atribuídas ao cigarro.

    Em sua composição, existem mais de 4.700 substâncias sendo a única responsável pela dependência química a nicotina. Dessa forma, abandonar o vício torna se mais difícil à medida do grau e intensidade do fumo.

    “Precisamos montar uma espécie de força-tarefa, um gigantesco movimento entre a sociedade médica e a sociedade civil para que um grande passo possa ser dado em direção ao combate efetivo do câncer, sua prevenção e a diminuição dos índices da doença”, afirma Nise Yamaguchi, presidente da Associação Brasileira de Cuidados Paliativos.

    “Se depender única e exclusivamente da força de vontade, o fumante estará frente à estatística que aponta que apenas 5% das tentativas de abandono do tabagismo têm êxito”, completa o presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), dr. Rafael Stelmach, que destaca a importância do acompanhamento médico e acesso a medicação e reposição de nicotina. Dessa forma, as chances de parar o fumo aumentam em até 40%.
    Coluna Mais Saúde
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    Franklin Hell & Gustavo Anastasio© 2006 • Editora Gazeta de Praia Grande • Direitos Autorais Reservados