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Mais Saúde
Estresse: o coração como
vítima do mal do século
Medo, ansiedade, mudanças repentinas, depressão, barulho, violência e trânsito. Fatores cotidianos na vida de milhões de pessoas em todo mundo são agentes do chamado “mal do século”. Muitas vezes considerado normal, o estresse também desencadeia ou agrava doenças. Em excesso, causa dores pelo corpo, queda de cabelo e problemas mais graves, como hipertensão e ataque cardíaco.
É fácil entender os motivos da epidemia do estresse. À medida em que a sociedade se tornou mais complexa, o homem adquiriu hábitos contraditórios em busca de qualidade de vida, reagindo de forma descontrolada às imposições e problemas do dia-a-dia.
“A vida moderna criou uma demanda muito rigorosa ao coração. Alimentamo-nos mal e rapidamente, trabalhamos sob pressão acentuada, somos desorganizados e sedentários. Tudo isso, em longo prazo, nos remete a uma série de complicações cardíacas”, ressalta dr. Bráulio Luna Filho, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP).
Resposta à tensão
Em meio aos contratempos e à agitação cotidiana, o homem vem alimentando a agressividade descontrolada, reagindo de maneira nociva a situações de grande pressão. Um comportamento que só contribui para desestabilizar a saúde.
“Em tempos pré-históricos, essa condição foi essencial ao homem que tinha que tomar decisões rápidas a fim de garantir sua sobrevivência. Entretanto, o que vemos hoje é a consolidação da impaciência e a proliferação de problemas nervosos”, adverte dr. José Henrique Andrade Vila, cardiologista e diretor de Qualidade Assistencial da SOCESP.
O estresse é a resposta do organismo a situações de tensão. Trata-se de uma adaptação fisiológica a qualquer estímulo que ameace o equilíbrio mental ou corporal, prejudicando órgãos distintos. Ao se deparar com uma nova condição, duas substâncias são liberadas pelo organismo: o cortisol e a adrenalina, compostos que aumentam a aceleração dos batimentos cardíacos, dilatam as pupilas, alteram a pressão arterial e contribuem para maior concentração de açúcares no sangue.
A reação citada é capítulo freqüente na vida de muitos. O mais grave é que este processo mexe com a resistência do ser humano, debilitando-o, originando ou agravando doenças como o diabetes melitos, hipertensão, falhas de memória e insônia. O principal vilão desta história é o cortisol que, em excesso, promove inúmeras ações deletérias, inclusive para os neurônios.
Coluna Mais Saúde
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